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    Bruno Candéas 
    [Cônsul - Z-C-Recife-PE] 


    CORROSÃO

    A fome dos novos
    bandidos poetas
    nem sempre alertas
    ao tempo q vai.

    Os prédios destroços
    monumentos d'outrora
    na rua da Aurora
    ou boca do cais.

    Guris mergulhando
    no límpido rio
    só pra quem viu
    não existe mais.

    ***

    RAZA ODIADA

    Quando a natureza
    é sinistra
    ironiza-se desgraças.

    Não nos contentamos
    em ironizar
    o irônico,

    Ironizamos
    onde dói
    noutro peito.

    Seres como nós
    devem viver isolados.

    ***

    FARELO

    O poema
    tem q ser
    sequinho.

    MAGRO.

    Se possível
    nordestino:
    desnutrido
    e valente.

    Deve ser
    raquítico
    definido:

    coureosso

    ***

    biografia:

    Bruo Candéas
    nasceu em Campina Grande/P Autor dos livros 'poeta nu na alcova',
    ' a trégua dos ditadores', 'filé 1,99' [com Malungo], 'férias do gueto'
    e 'o osso do poema'[inédito]

    brunocandeas@bol.com.br

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