Bruno Candéas
[Cônsul - Z-C-Recife-PE]
CORROSÃO
A fome dos novos bandidos poetas nem sempre alertas ao tempo q vai.
Os prédios destroços monumentos d'outrora na rua da Aurora ou boca do cais.
Guris mergulhando no límpido rio só pra quem viu não existe mais.
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RAZA ODIADA
Quando a natureza é sinistra ironiza-se desgraças.
Não nos contentamos em ironizar o irônico,
Ironizamos onde dói noutro peito.
Seres como nós devem viver isolados.
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FARELO
O poema tem q ser sequinho.
MAGRO.
Se possível nordestino: desnutrido e valente.
Deve ser raquítico definido:
coureosso
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biografia:
Bruo Candéas nasceu em Campina Grande/P Autor dos livros 'poeta nu na alcova', ' a trégua dos ditadores', 'filé 1,99' [com Malungo], 'férias do gueto' e 'o osso do poema'[inédito]
brunocandeas@bol.com.br
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