Mercêdes Batista
Pordeus
AMOR ENTRE AS MARGENS DO ATLÂNTICO
Separando a Europa e a África, das Américas O Oceano Atlântico assume a forma de “S’” A princípio, talvez para significar a SAUDADE Uma saudade sentida, ainda que no plano virtual Promoveu um encontro de dois seres em espírito.
Navegando por suas águas, éramos dois navios Na busca transoceânica de interligar dois povos Povos que aos poucos se tornariam mais que irmãos A travessia do Atlântico, já lhes era imprescindível Ultrapassar a distância era resultado dessa intenção.
No intento da força do amor, buscavam a união No horizonte, tanto da margem norte como do sul Havia a sintonia e o desejo recíproco do encontro E nas águas serenas vistas num belo contraste A mistura das cores formando as lindas nuances.
Juntos, vencemos a dor da espera e da saudade Como a confirmação de um carinho muito especial E de um amor já tantas vezes por nós declarado Hoje ainda contemplamos as águas do grande mar Com harmonia daquelas águas que nos separavam.
Certeza...estivéssemos às margens do Atlântico Oceanos Pacifico, Indico, Glacial Ártico ou Antártico O nosso encontro ultramar seria coroado com amor Independente do local onde nos encontrássemos Nós seríamos e somos : dois povos e só destino.
[Caruaru, 04.12.2005]
TOCOU-ME O SENHOR
Eu estava contemplando absorta a natureza Perguntei a Jesus, porque é a paz incerteza Na minha aflição, não percebi sua grandeza Tocou-me Jesus, com amor, carinho, leveza.
E com sensações inexprimíveis senti o Senhor Senti sua presença com alegria, e o Seu amor E Ele me disse: - Filha afasta de ti o dissabor Tocou-me o Senhor, e a Ele rendi meu louvor.
Já não andava mais absorta, a Ele louvava Caminhava,e o Senhor ao meu lado estava Sentia a paz, e ela aos poucos me tomava Já não implorava seu toque, Ele me amava.
Hoje eu sei que ao meu lado Jesus sempre esteve Paz interior, era condição para banir aquela aflição Busquei assim a PAZ, e com ela aprendi uma lição Tocou-me mais uma vez Jesus... e senti a atração.
Hoje eu sei que não precisava ter andado sem rumo Olhar o horizonte, e me sentir um barco sem prumo Esteve o Senhor sempre me livrando do mal terreno Hoje eu tenho certeza, tocou-me o Senhor Supremo.
Jesus, Senhor bendito, sei que me dispensa o seu favor E que fui achada por sua Onipotência, meu Pai e Senhor Sua companhia sempre me apraz, pelo seu infinito amor Unguento para minha alma aflita, mostrou-me meu valor Sempre o meu caminho a seguir com coragem, sem torpor.
[17.06.2005]
A CRIANÇA E SEUS DIREITOS VIOLADOS
Denominam-te de criança esperança Em tuas mãos depositam a confiança, Para um mundo melhor construires No entanto, esquecem de te fazer criança.
Criança que brinca, estuda, se alimenta e sorri E que nessa esperança ao vil mundo se lança, Pedem que a ti não se dêem esmolas Que te seja dada cidadania. Qual cidadania?
Porém a própria sociedade torna teu direito utopia Cada dia mais longe estás, criança, vivendo uma alegoria Em teus olhos permanece sim, a dura melancolia De te lançares ao mundo em busca do prometido no dia a dia.
Ver-te dormir embaixo de pontes, viadutos, nas calçadas Como te negar uma esmola, à espera que te concedam cidadania? Saciar-te a fome é preciso, necessidade imediata. Que fizeram dos teus estatutos, criança abandonada?
Ver-te jogada ao léu, acompanhar o descaso aos teus atributos Oh! Deus Onipotente, Onipresente e Onisciente! Vela por essas crianças, nas suas vidas fazei-te presente Na atual conjuntura, são pessoas inocentes e carentes.
Nós, como pais que a nossos filhos podemos educar Comprar-lhes presentes e nesse dia comemorar, Supliquemos ao Senhor: Velai por nossos filhos Velai e protegei também aqueles pequeninos.
Jogados ao relento, crianças violentadas desde cedo Moral e fisicamente quando tentam a sobrevivência Na busca de que lhes dêem um trocado por uma bala Ou, no intento de limpar um pára-brisas.
Sociedade ainda vil e má que mesmo assim Quer levar vantagem sobre elas, Deus, continua protegendo nossos filhos Mas, olhai principalmente por estes pequeninos.
[10/10/2004]
BIOGRAFIA
Mercêdes Batista Pordeus, nasceu em Recife/Brasil, é casada com o poeta português Victor Jerónimo. Adotou o nome literário Mercêdes Pordeus
Bibliografia:
-1ª Antologia Poética AVBL – Academia Virtual Brasileira de Letras, [2004] ISBN 85-98219-02-9.
-1ª Antologia Poética do Grupo Ecos da Poesia “O FUTURO FEITO PRESENTE” [2005]. ISBN 85-9051170-1-2.
-TERRA LATINA, Antologia Poética Internaciona [2005] da ABRALI. ISBN 85-905170-2-0.
-TERRA LUSÍADA, Antologia Poética Internacional [2005] da ABRALI. ISBN 85-905170-3-9.
OFICINA DA POESIA 20 ANOS, da Oficina Editores, Rio de Janeiro/Brasil, ISBN 859828520-X.
-Participou da IV Seletiva de Poesias, Contos e Crônicas de Barra Bonita/SP, realizada pelo Clube Amigos das Letras, com a obra ENQUANTO A CIDADE DORMIA, recebeu o Diploma de Classificaação com Louvores – Menção Honrosa. Sendo o poema editado em Antologia.
-Participou do XII FESERP – XII Festival Sertanejo de Poesia, prêmio AUGUSTO DOS ANJOS, realizado pela Acauã Produções Culturais, na cidade de Aparecida/PB/Brasil, quando obteve a 11ª Classificação com o Poema LEGADO PARAIBANO, em dezembro/05, recebendo Diploma, cujo poema será publicado posteriormente..
-Membro da APP – Associação Portuguesa de Poetas.
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