Afonso ESTEBANEZ STAEL
[Cônsul - Cantagalo-RJ]
EM TEMPO DE LÓTUS, LÍRIOS E ACÁCIAS...
Jamais perder o momento de encontrar na boca um sorriso...
Jamais perder a esperança de encontrar na curva um caminho...
Jamais perder a certeza de encontrar no muro uma porta...
O lótus pode ser o momento de glória da lama...
O lírio pode ser o encontro da paz na esperança...
A acácia pode ser a certeza da vida na morte...
A. Estebanez
EU SEI QUANDO TU VENS
Não preciso sondar os pensamentos nem consultar meu vasto coração para saber os dias e os momentos em que me vens trazer consolação...
A mim me basta olhar pela janela e abraçar a manhã no meu jardim pois sei que a claridade que vem dela é a luz do teu amor dentro de mim...
Deixo a brisa tocar a minha face ouço as aves que vêm me visitar e sei de cada rosa que renasce o teu instante eterno de chegar...
Converso com o vento no telhado onde o tempo costuma te esperar de um futuro presente antecipado por anjos que me vêm te anunciar...
No canteiro de beijos e jacintos o odor suave de uma flor qualquer inflama de desejos meus instintos famintos de teu corpo de mulher...
Então eu sempre sei quando tu vens sem que precises avisar-me quando... O amor proclama quando tu me tens e me prepara quando estás chegando.
A. Estebanez
NUMEROSO AMOR
Ah, numeroso amor de que padeço que me conta mistérios sobre mim... Ô, enigma! princípio sem começo destino que termina e não tem fim...
Amor que apraz e dói! amor avesso que assim se exaure e se refaz assim morrendo de viver por quem mereço na volúpia de crer que é amor afim...
Flor de lótus de deuses consagrados nos desígnios dos bem-aventurados de alma pronta na vida já completa.
É deusa quem me dá o dom divino de confirmar nas cartas do destino o carisma do amor que me liberta...
A. Estebanez
PEQUENA BIOGRAFIA: AFONSO ESTEBANEZ STAEL [A. Estebanez], advogado, poeta, jornalista e escritor fluminense, é verbete na “Enciclopédia de Literatura Brasileira” [vol. 1, pág. 562, 1990], composta pela Oficina Literária Afrânio Coutinho [OLAC], organizada por Francisco Igrejas e editada pelo Ministério da Educação e Cultura e Fundação de Assistência ao Estudante do Rio de Janeiro, e apontado também como verbete da literatura brasileira no “Dicionário de Poetas Contemporâneos”, organizado por Francisco Igrejas e editado por Oficina Letras & Artes, 2ª Edição, 1991 [págs. 25/26].
Nasceu em 30 de outubro de 1943 no ambiente agreste do município de Cantagalo, Estado do Rio de Janeiro, filho de Manoel Stael e de Francisca Estebanez Stael, descendentes de ancestrais ciganos emigrados para a Espanha e de alemães de origem judaica radicados nas regiões agrícolas da Bélgica, que posteriormente imigraram para o Brasil, entre 1860 e 1930. Ensino secundário no Seminário Arquidiocesano do Rio de Janeiro [56/62] e superior nas Faculdades de Direito e de Filosofia, Ciências e Letras da UFF em Niterói [65/70]. Finalista nos 1º, 2º e 3º Torneios Nacionais da Poesia Falada patrocinado pela Secretaria de Educação e Cultura do Estado do Rio de Janeiro [68/69/70]. Vencedor do Primeiro Concurso Estadual de Poesia do Advogado Fluminense [87]. Exerceu a advocacia desde 68 e ocupou o cargo de Oficial de Justiça Avaliador do TRT da 1ª Região [93], aposentando-se quando lotado na Vara do Trabalho de Cordeiro [99], por cuja instalação lutou como Secretário Geral de Administração daquele município [92], onde se destacou como um dos fundadores da 45ª Subseção da OAB/RJ.
Tem obras publicadas em livros, jornais e revistas. Recentemente, concorrendo com o poema “O Último Dia de Trabalho do Pôr-do-sol no Mar” e com a crônica “Trabalho como Escrevente de Pequenos Príncipes”, o biografado venceu, em julho de 2007, o Primeiro Concurso Interno de Literatura do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região [TRT- Rio], nas duas categorias [prosa e verso], com premiação em obras literárias famosas oferecidas pela Academia Brasileira de Letras [ABL].
juristeban@yahoo.com.br
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