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    Ediney 
    Santana 


    A FLOR DO QUERE

    O que for mágica é o que nos fere de morte
    pó em vidro que
    nos corta alma e fuzila a criança que nos habita.
    Ser o que nos reina
    Favorecido amigo do peito nu. Há abrigos
    nesta tempestade em que todos
    os homens se ferem.
    Carnaval, sertões, mendigos, missa no domingo.
    A praça deserta
    Uma mulher que nos liberta a senzala da
    América somos nós.
    Flor que revela-se em aço e baunilha
    Todo o crime é o meu ser,
    minha pálida alegria neste carnaval de sombras
    lixo e beleza. Morre o filme
    fa-se o homem amigo de outros homens.
    Há mil tumores dentro de mim
    Abelhas no meu sangue ruim, tenho medo e
    Pavor, rios e correntezas, urubus e
    Sutilezas, beijo você, beijo todos os anjos tortos
    que a noite invadem o meu sexo perverso
    Abutres do mundo não sangrem
    Minha alma pó em vidro.
    Raio e tempestade nas minhas alucinações
    Mato uma criança, fuzilo os pés
    do cavalo anjo torto de mim.

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    MARIA,MARIA

    Vem cá minha perdição
    Vare
    longe tudo que de mim
    é só tristeza.

    LIBERDADE

    Se for necessário peguemos os canhões e matemos
    os monstro do palácio central.
    Morte os generais com seus abutres sangra mundos.
    Olho para o longe
    Não há sede de sangue, mas se preciso for. Matemos
    os facínoras e sobre os seus corpos
    Plantemos rosas, rosas a liberdade, rosas aos sertões
    do mundo.
    Nossa luta não é por poder é pela destruição do poder,
    essa ordem que aí estar não
    faz coro em nosso carnaval, não existe ordem se
    não haver liberdade.
    Gritemos ao mundo. Liberdade!!!Liberdade!!!! Liberdade!!!
    Para a palestina, para o oriente médio,
    Para todo o mundo. Juventude da América
    é chegada a nossa hora
    um novo levante em que o sonho se faz
    sempre presente.
    A mão que faz um poema é a mesma que
    Empunha armas contra a
    canalha do mundo. Rosas da liberdade,
    O gênero humano é superior as nossas dores,
    Nossas vidas pela vida do gênero humano.
    Tenho em mim mil ódios
    ódios contra os abutres do mundo!!!
    O que temos de melhor é a nossa organização.
    Gritem nas ruas nossos hinos de
    Liberdade, nos bairros, nas favelas, nas roças, nos
    nossos corações. Liberdade !!!!! Liberdade!!!!!
    Liberdade!!!!!!
    Vamos companheiros , vamos juntos, não há o que
    Temer. Venha com a gente nesta
    caminha de luta e ternura, não temos nada a temer
    em nossas mãos a construção de um novo mundo.

    JARDIM DA INFÂNCIA

    Brinco com um filho que só existe
    no segredo
    que tenho escondido no sótão.
    É uma criança linda
    Fez ele mil brincadeiras, faz ele
    o meu dia ser
    completo de sonhos e cores.
    Meu filho, o filho que
    não nasceu. O filho que sempre esteve
    aqui, brincando comigo
    no eterno Jardim da Infância.

    Biografia

    Ediney Santana
    nasceu em 14 de março de 1974 na cidade de Mundo Novo- Chapada Diamantina- Bahia-Brasil. Desde os dois anos de idade que vive na cidade de Santo Amaro-Ba
    Formou-se em Letras Vernáculas pela Universidade Estadual da Bahia. É membro do Partido Comunista do Brasil, militou no movimento Estudantil e hoje trabalha como professor de literatura.
    Em 2002 publicou seu primeiro livro de poemas ' Até que a eternidade nos uma' pela Uefs, em 2004 saiu o seu segundo livro ' O Evangelho do Mal' pela Papel Virtual Editora, este livro pode ser comprado no site www.papelvirtual.com.br . em 2006 publicou o seu terceiro livro ' Anfetaminas e arco-íris' pela Laetitia Editore.
    Escreve contos regularmente em seu blog http://edineysantana.zip.net.
    Ediney Santana vem aos longos dos anos se dedicando as mais dignas causas sociais. É um homem de paixões,seja na luta pela inclusão social, seja na luta em defesa dos direitos humanos, Ediney Santana assume vários papeis e todos esses papeis se encontram em sua produção poética.

    Por: Gabriely Del Fabria
    Jornalista, Rio de Janeiro 10 de Outubro de 2007

    ediney-santana@bol.com.br

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