Izabel
Pavesi
O néctar da vida
Agite, anime Excite, renove...
Toque com os pêlos Toque com os beiços Toque com o olhar.
Emoções, visões, Expressões, sons...
Tua dança em meu corpo Tua lança em meus olhos Tua saliva em meu mel.
Te quero, te amo, Te gosto, te adoro...
Teu gosto de cana Teu gosto de pinho Teu gosto de mata ou de mar...
Renove em mim o amor, Renasça em nós a paixão...
O amor ilimitado, O prazer reinventado, O rir desenfreado.
Me abrace, me amasse Me toque, me cheire.
Me arranque do chão, Me sufoque em beijos ardorosos, Se funda em nós o néctar da vida.
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Tua ausência
Bem há pouco, esse felino, Inquieto, de beijos me cobria, seu apelo em torno de mim gira, sua falta faz lançar-me em desatinos
De torpor. De poções e bálsamos me entrego; e oscilo feito ramo de bambu. Ouço ecos imprecisos, E vacilam meus sentidos e meus pés.
Fecho a porta da sala vazia, e dentro ressoa tua fascinante voz. Impregnada de tua presença e magia Deliro: que ausência atroz!
Esbarro em teus espessos vestígios, embromo risos, saliva e veias. Sucumbo sob teu eterno encanto, e assim, dentro de súplicas me recolho.
Ouço, aqui e ali, silêncios ruidosos. Sufoco de ansiedade e chamas; rôo entranhas, ouço teus passos Caminhando de encontro a mim.
Vertigens me provocam e estremeço; toco com as mãos tua sombra, que indelével toca minha pele... E em frenesi, viajo no teu corpo.
Tua lembrança me aquece o coração. Teus olhos rasgados de leopardo, ficção; teu olhar cravado na retina dos meus... Abrigo seguro, surreal visão.
Encosto os lábios na etérea lembrança, que me afaga, e hipnotiza... Navego nesse mix desconcertante, de solitários e virtuais amantes.
O vento te traz, imagem lúdica Arrepiando pêlos em vacilantes luzes. De frio me encolho e me alisas, num emaranhado visual de néon 'lights'.
Debruço-me no jardim do tempo Nas paisagens e janelas dos trens lentos. A contemplar-te nas auroras frias... A desejar-te ao romper do dia!
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Mãe Terra
A mãe terra agoniza Chove torrencialmente à leste Aqui o solo esturricou.
Um índio xokleng avisa: Se não se fizer nada, Logo nada mais poderá ser feito.
O solo está desmineralizado O sal da terra escasseia A camada de ozônio se partiu.
A água dos rios... poluída, Peixinhos morrem sufocados A boa ração se esfacelou.
O índio xokleng repete: Só o homem tem o poder De neutralizar as ações destrutivas.
As fontes estão secando A água pura rareando O leito dos rios desaparecendo.
Salvemos nossa casa, a mãe terra! Fechemos as comportas do egoísmo Que só destroem céus e sonhos.
Que o ser humano seja capaz, De sobrepujar toda pequenez, E de administrar essa insensatez.
biografia:
Izabel Pavesi nasceu em Botuverá/SC. Descendente de imigrantes italianos é poetisa desde 1977 quando publicou seus trabalhos no Jornal 'O Acadêmico' da FURB-Blumenau/SC, então cursando 'Ciências 1º grau-Matemática' [não concluído]. Amante das letras, é autodidata. Em 2001 recebeu Menção Honrosa da APCEF/SP- Ass.Empr.Caixa Econômica Federal de São Paulo, com a crônica 'Correndo... atrás do tempo'. Este foi o ponto de partida para ingresso definitivo numa carreira literária. Em setembro de 2004 lançou seu primeiro livro: 'O Último Gerente', pela Editora Nova Letra - Blumenau [romance-ficção]. É sócia da SEB- Sociedade Escritores de Blumenau/SC, e tem seus trabalhos expostos no site: www.izabellapavesi.net. Participa com seus poemas na revista Palavras Azuis, no Varal Literário- SEB, e no Espaço Virtual 'Recanto das Letras'. É co-autora e autora de diversas publicações com destaque para os livros: 'Prosa e Verso' volume 4, lançado em dezembro de 2005 - Projeto Palavras Azuis - Editora Nova Letra/Blumenau. Livro 'Asas e Vôos' - Editora Guemanisse/RJ, lançado em junho/2006 - coletânea de contos e poemas classificados no 2º Concurso Literário Guemanisse de Contos e Poesias 2005. 'Um Rio de Letras III' - coletânea SEB [Soc.Escritores de Blumenau] de Poesia e Prosa, Editora Nova Letra, lançado em agosto de 2006. Em 2005 concluiu o curso de Língua Italiana no CECLISC - Círculo Ítalo-Brasileiro- Florianópolis/SC, e em Janeiro de 2006 formou-se na Escola Italiana Dante Alighieri de Castelraimondo-Itália. Dezembro de 2006 recebeu a 'Comenda Letras Catarinenses' das mãos da Embaixadora Mundial da Paz Delasnieve Daspet.
belpavesi@hotmail.com
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