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    Nelson 
    Vieira de Souza 


    A natureza clama por carinho

    por Nelson Vieira de Souza

    O alerta está aí, variação climática, ora temperaturas altíssimas, ora baixíssimas e vice-versa por tempo indeterminado, estiagem prolongada, enchentes, vendavais e outros fenômenos que escapuli a inteligência do homem ter condições exatas de controle e contenção imediata dessas situações anômalas.

    Mas, pudera, tudo tem limites. A ganância é tamanha, o homem não mede as conseqüências das suas ações junto à natureza, o negócio é obter vantagens e/ou lucros a qualquer custo. Tudo o mais fica para depois.

    O homem, principal beneficiário da natureza é também o maior fomentador/protagonista das destruições no planeta terra. Dela se aproveita, sugando-a ao máximo até onde pode para seu deleite, é imediatista, sem o mínimo de preocupação com o amanhã.

    As matas, florestas, outrora imensas e grandes laboratórios a céu aberto, de purificação do ar, berçários e mantenedoras de seres vivos [da fauna e flora] e inanimados [reino mineral], a cada dia dão a deus a permanência e funções no mundo, em face das constantes queimadas, desmatamentos e extração de minerais sem estudos de impacto ambiental, em nome e pelo 'progresso'.

    Pessoas e uma relativa gama de atividades [industrial e comercial, embarcados ou não], lançam detritos no mar, nos rios e nos mananciais, assim sem mais, sem menos, bem como acabam com matas ciliares para 'sabidamente obter mais espaço agricultável', próximo às barrancas que margeiam os rios. Com isso, concorrem para os assoreamentos que dificultam a navegabilidade, envenenamentos dos ecossistemas, com prejuízos incidentes na pesca, entre outros malefícios a partir da contaminação das águas fluviais ou marítimas.

    E o quê dizer dos poluentes oriundos das chaminés das indústrias e escapamentos dos veículos motorizados. É emissão de gás carbônico na agilização dos descongelamentos das geleiras e elevação das temperaturas.

    Nas ruas, avenidas e logradouros públicos, mesmo existindo lixeiras, as pessoas descartam os seus lixos numa boa, sem constrangimento, no chão. O pessoal da limpeza pública por mais que limpe não dá conta.

    Desperdiçamos muita água. É comum ver pessoas em plena estiagem lavando veículos ou calçadas, quando no mesmo período há escassez de água, sob controle das empresas responsáveis pela distribuição. A água é uma dádiva, tem que ser bem utilizada.

    A falta da água gera prejuízos incalculáveis. E, nem precisamos sair do Brasil para saber o quanto à água faz falta. É duro assistir cenas reais de seca na região nordeste do país, é uma calamidade. Água é vida.

    Aliás, é oportuno registrar neste, um trecho do comunicado da Águas Guariroba S/A, empresa responsável pelo abastecimento de água, em Campo Grande-MS, publicado no jornal Correio do Estado, edição 16735, de 12 de setembro de 2007, como segue abaixo:

    'Use a água para beber e se hidratar, mas não desperdice em outras atividades.

    Tome banhos rápidos e mantenha a torneira fechada enquanto lava louça, faz a barba ou escova os dentes.

    Ao esfregar as roupas, mantenha a torneira do tanque fechada e abra somente na hora do enxágüe.

    Molhe as plantas de manhã ou à noite, quando a evaporação é menor.

    Use a vassoura, e não a mangueira, para limpar calçadas e quintais'.

    Na verdade, o homem devia entender a natureza, deixá-la como é e não modificá-la. E a partir do momento que ela sofre agressão, num primeiro estágio é vencida, posteriormente começam a surgir os resultados, geralmente nefastos.

    Os cientistas já alardearam para que haja consenso dos povos, no sentido de proteger o meio ambiente, zelar pela natureza. Segundo estimaram, em torno de mais ou menos cinqüenta anos a água escasseará. Meteorologistas/Especialistas prevêem inundações de modo paulatino, devido o degelo nos pólos, isto é, o mar vai ocupar áreas relativas a algumas cidades litorâneas, e pensar que o Brasil detem cerca de 8.500 km de litoral.

    A natureza é linda, é completa. Tudo nela tem razão de ser, de existir. Por que maltratá-la a ponto de perder suas benesses, quando podemos conviver em harmonia. Quem não gosta de receber carinhos? E, olha que somos seres racionais [inteligentes].

    Há necessidade da conscientização da população, o primeiro passo seria mediante uma campanha a nível nacional, enfatizando o respeito à natureza e o que ela significa para nós.

    Outra iniciativa seria inserir nas grades de disciplinas dos estabelecimentos ensino, de todos os graus, a disciplina: MEIO AMBIENTE. Promover palestras nos centros comunitários, nas empresas, clubes de serviços e demais segmentos da sociedade. Incentivar o plantio e replantio de árvores. Estabelecer a reciclagem do lixo, também é de suma importância, eis que além de evitar a poluição do solo, ainda proporciona ganhos com a geração de empregos e rendas, fatores positivos na economia.

    A MÃE NATUREZA AJUDA A TODOS, necessitamos do ar, da água, das matas, do solo [e seus relevos] e subsolo, tudo está aí, temos o dever de valorizar e retribuir com ações práticas, os benefícios que recebemos dela, o tempo urge, precisamos ter atitude. O pior cego é aquele que não quer ver. E nós temos que fazer por merecer, se não o amanhã já será tarde demais




    Até quando vamos suportar?

    por Nelson Vieira de Souza

    Os brasileiros começam a ver os escândalos no país, assim como algo corriqueiro. Têm alguns que acham normal a existência da corrupção, 'é parte integrante do cotidiano'. Outros dizem que o Brasil mais parece 'um queijo suíço, todo cheio de furos', quando comparado a países sérios. É a cultura da vantagem, da ganância, em pleno estado de agressividade, como nunca visto. Bem, nunca vistos porque encobertos, os tempos eram outros, hoje há mais condições dos atos ilícitos virem á tona. Muito embora as pessoas fiquem pasmas diante dos fatos divulgados pela mídia, enquanto vigente a liberdade de expressão. É que na atualidade está difícil jogar a sujeira para debaixo do tapete.

    É um escândalo atrás do outro, a ponto de motivar especulações com referência a possível novo escândalo, numa seqüência rápida entre a descoberta, os envolvidos, o montante de dinheiro arrecadado e distribuído de acordo com as posições dos beneficiários da operação com capa de legalidade, num determinado espaço de tempo.

    É de se ficar pasmo mesmo diante dos acontecimentos, puxa, quanta maracutaia para obter o 'lucro diferencial', aquela diferença entre o real a perceber em função de trabalho [executado ou não] e a pretensão imaginária, a sobra para o rateio em que todos os participantes do conluio, ganham, diriam sem muito dispêndio dos mentores [corruptores], somente os 'investimentos' necessários à arregimentação dos colaboradores [corrompidos] para efetivação das operações fraudulentas.

    Todos sabem que a corrupção existe porque há os corruptores e os corrompidos, até ai nenhuma novidade. Mas, aproveitar do cargo para se locupletar, tenha dó. A maioria desses infratores recebe de bons a ótimos salários, portanto não há explicações plausíveis, a nosso ver que dê sustentação para atitudes do gênero.

    Êta país rico! É dinheiro embutido nas cuecas, malas, nos paraísos fiscais, anões do orçamento, mensalões, sanguessugas, mimos, agrados, superfaturamentos e etc., escorrendo pelos ralos, são muitos. Quadrilhas são desmanteladas, prisões efetuadas, passados dias, fica a sensação de embromação. Destarte, 'o Brasil só na afunda porque é muito grande'.

    De repente, olha aí gente! Estourou mais um escândalo [será noticiado], e a população encarará como mais um em que, nada mudará o já conhecido de todos, tomando por base às ocorrências anteriores. E olhem! Temos vários órgãos de controle e fiscalização atuando no país, nas esferas municipais, estaduais e federais, e mesmo assim eclodem fraudes e mais fraudes de proporções exorbitantes.

    São impressionantes, as ações dos 'atores' vistos em cena, na interpretação dos seus 'papéis' [flagício], ora em diálogos ou ora em movimentos de condução da 'mala preta', conforme marcação de 'palco' e por vezes no repasse direto, e ainda negar o delito. É querer subestimar a inteligência dos homens e a tecnologia empregada, com anuência do judiciário.

    Temos presenciado figurões reclamando das ações impetradas pelas polícias, em especial as da Polícia Federal, fazendo criticas desabonadoras. Não cremos que a Polícia Federal esteja agindo ao arrepio da Lei, muito pelo contrário as operações acontecem por determinação da justiça. E não é à toa, é devido ao apurado nas investigações. Agora, querer mordomia nisso e naquilo durante as prisões e apreensões, por favor, chega de exageros. Pelo que temos presenciado a polícia tem feito o que compete fazer e nada mais, de conformidade com o que se apresenta e a acolhida nos locais das operações. Aliás, quem não deve não teme.

    Até quando vamos suportar o 'mexe e mexe na sacola da viúva'? Que exemplos danosos para a geração de hoje, o futuro do Brasil, que a tudo assiste.


    Mãe, nossa de cada dia

    por Nelson Vieira de Souza

    Mãe! Uma palavra pequenina, que exprime uma força descomunal, pertinente às mulheres, possuidoras da dádiva de procriar seres semelhantes. No entanto, há aquelas que não podem ser Mães, é o caso de que toda regra há exceção. Entretanto, mesmo nas limitações temos as Mães adotivas, essas mulheres fora de série pela tomada de posição sublime, ao aceitar criar, educar e preparar ser [es] humano[s], em família, em condição de igualdade, como consangüíneos, num desprendimento insigne, de coragem. Poucas são as pessoas que possuem o perfil, de adotar e se doar em favor de outrem, no mundo.

    Agora, ao retroagir no tempo e feita uma análise instantânea, dá para dimensionar o quanto fomos danados e cometemos travessuras para mais de metro, e, lá estava a Mãe para nos colocar no caminho certo. Sim, por várias vezes a deixamos de cabelo em pé, e ficávamos com medo do pai tomar conhecimento de imediato das ocorrências. Era necessário se auto preparar para absorver as conseqüências. Xi, se ele soubesse de pronto, aí de nós, um castigo, uma surra, com certeza acontecia. A Mãe, nunca, nada escondeu e tudo ela contava para o pai. E até foi muito bom, graças a Deus, os corretivos foram ministrados no momento certo.

    Nem por isso a gente deixou de traquinar. Ninguém era e é santo. Aprontamos, e muito. E até para isso tinha que ter criatividade. Havia em contrapartida, respeito a tudo e a todos e também tínhamos obrigações, não havia mordomias. E ai daquele que descumprisse suas tarefas. Não havia o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente e nem os Conselhos Tutelares. Ninguém morreu, sobrevivemos às reprimendas, nos tornando cidadãos. Sempre houve o pulso firme da Mãe, coadjuvada pelo pai, uma parceria que deu certo.

    E, nas recordações daqueles idos tempos, uma vez lemos num livro que amor de mãe não tem definição é imensurável, uma verdade. O que uma Mãe pode realizar e no cotidiano executa com precisão, não está no gibi, como dizíamos nos tempos de guri. Prova esta que; lembram-se daquele momento épico da decisão do rei Salomão, quando a Mãe preferiu que o filho fosse entregue a outra mulher, do que vê-lo dividido [morto]. Atitudes para manter a vida dos filhos a qualquer custo, seguidamente acontecem. Como aquele que foi registrado por uma equipe de reportagem de uma emissora de televisão, dias próximos passados: uma Mãe jogou-se num poço a céu aberto para salvar o filho [criança], sendo que ela não sabia nadar. Felizmente, ambos saíram ilesos do incidente.

    A globalização chegou trazendo facilidades. E, como conseqüência são inúmeras as novidades e não é para menos, as pessoas acabam seduzidas pela automação. Nada contra os avanços tecnológicos, muito pelo contrário, só que os homens têm sentimentos, algo que as máquinas não possuem. As máquinas contribuem para o desenvolvimento, entretanto nunca irão substituir uma Mãe, isto é, elas [as máquinas] produzem somente o que é ou está programado. Elas auxiliam as Mães.

    Ter a Mãe ao lado, junto, é extraordinário. Felizes são os que as tem. A falta que faz uma Mãe, sua perda, gera um espaço vazio que jamais será preenchido. É como que sofrer uma amputação e ficar aleijado. A seqüela é permanente.

    Quantas ocasiões recorremos a Mãe para obter conselhos, outras ficamos chateados por ela tolher algumas de nossas vontades que, poderiam redundar em prejuízos e nós 'espertos', queríamos porque queríamos dar vazão às pretensões. Com sabedoria soube conter nossos ímpetos de arrojos. Foram tantas que, cedemos à mão à palmatória.

    Um dado importante e corriqueiro, a Mãe sempre enxerga no filho feito adulto, o menino, o moleque, o garoto, o guri e o piá, denominações postas em prática, dependendo da região. Com direito de volta e meia, ora orientar, ora puxar as orelhas e passar uma carraspana, mesmo com o passar dos anos, no declínio natural acometido as pessoas.

    Criaram uma data para homenagear as Mães, legal, elas merecem. Merecem ser homenageados todos os dias se assim for possível. Mãe é um ser especialíssimo na nossa vida, e só se tem uma, a Mãe! Nossa de cada dia. A que gerou ou não, mas aquela que fez e faz das tripas ao coração pelo[s] filho[s] serem Homens com H maiúsculo, no sentido amplo da palavra.

    Mãe! Exemplo de criatura, jeito de ser, uma herança, uma sucessão de bens que devemos cultuar. Somos eternamente pequenos diante da sua grandeza de pessoa, que no seu coração, na sua mente continuamos aquela criança grande.

    Na sua simplicidade, a Mãe molda a 'escultura', dá mobilidade, proporciona 'asas'; à imaginação dos filhos, para o amanhã. O quê somos hoje, em grande parte é fruto da sua dedicação.

    As Mães que estão entre nós, nosso reconhecimento pelo que são, fazem e fizeram motivo pelo qual rogamos ao Grande Arquiteto do Universo que é Deus, que as ilumine, dotando-as de saúde e sabedoria no cumprimento do sacerdócio de ser Mãe, um dom divino.

    As Mães que passaram para o oriente eterno, nossa eterna gratidão.

    Biografia
    Nelson Vieira de Souza
    Sou natural do Rio grande do Sul, mas vivo em Mato Grosso do Sul.
    Gerente de Marketing. Escrevo cronicas do dia a dia. Publicados nos sites
    www.lunaeamigos.com.br
    www.fenapef.org.br
    Revista Consciência. Revista Ecos do Oriente.
    visonel@uol.com.br

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