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Alcione Sortica
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Poema : Peneirando estrelas
Autor : Alcione Sortica


O açude é um enorme espelho,
prata pura,
emoldurado pelo pampa.
A névoa cai no campo,
vai envolvendo a alma,
e aprofundando a minha soledade.
Olhar na lua, peneiro tristezas.
As pequenas se espalham no breu da noite,
transmutadas em vagalumes.
As grandes ficam presas na rede da saudade.
E, quem sabe,
para mitigar a minha solidão,
o Velho Patrão vai peneirando estrelas,
que riscam o quadro-negro do universo,
deixando-as cair,
estrelas cadentes,
traços dourados de giz na imensidão.

2007/agosto/14 – Classificada em 2º lugar Estadual no
10º Concurso Literário Pérola da Lagoa, do Centro de
Escritores Lourencianos de São Lourenço do Sul/RS


Poema : Raio de luz
Autor : Alcione Sortica



Se a única realidade é o passado,
onde está a criança que nasci,
o jovem que usou meu cérebro para sonhar,
o homem que fui ontem, hoje de manhã,
há apenas um segundo?
Só estiveram, amaram, riram ou choraram,
num pedaço qualquer do tempo,
mas lá não estão mais.
E se a certeza é o futuro,
quem será e onde estará
o homem, que serei daqui a instantes,
amanhã de manhã, até mais não sei quando?
Tal e qual o menino do passado,
também não consigo encontrá-lo.
Ambos não morreram,
mas nenhum existe.
Somos, na realidade,
uma infinidade de seres diferentes,
a cada avanço milimétrico do tempo,
revelando o ser confuso,
mágico, incompreensível,
que somos no momento.
Na velocidade incomensurável da luz,
a terra desloca-se no universo,
atrelada à galáxia.
E você, que leu este poema até o fim,
já está a milhões de quilômetros do princípio,
e não é a mesma pessoa que alguém viu ou conheceu.


Poema : Mãe-terra
Autor : Alcione Sortica


Bolas...
sejam de meia, vidro, plástico, borracha,
celulóide, couro, marfim ou madeira,
até de papel, amarrado com barbante,
sempre fizeram parte da vida do homem.
Assim, jogando gude, futebol,
pelada, pingue-pongue, sinuca, voleibol,
basquete, tênis e muitos outros mais,
vamos batendo nelas com tacos e raquetes,
cabeceando, chutando, socando,
até esvaziarem, rasgarem, quebrarem,
se acabarem.
Aí, o que fazemos?
Vamos ali na loja e compramos outra...
Fácil, não é?...
E a nossa mãe-terra,
essa imensa bola em que vivemos,
e única dotada de vida.
Como agimos com ela?
Também rasgamos suas entranhas,
exaurimos energias,
extinguimos formas vivas,
devastamos tudo que vemos pela frente,
queimamos, poluimos, arrancamos, cortamos,
pintamos o espaço azul com rolos grossos de fumo,
de onde emergem desertos, de troncos calcinados,
florestas fantasma, sem verde, sem alma,
e uma superpopulação, cada vez mais carente,
revoluteando ao redor, sem recursos e sem rumo.
Pobre mãe-terra!
Também agimos, sem qualquer bom senso,
fazendo tudo para que se acabe.
E, quando isso ocorrer,
o que faremos, Zé?

Ora, bolas!
Vamos ali na esquina e compramos outra.
Muito fácil!
Não é?...


Biografía:
Alcione Sortica
, gaúcho de Cachoeira do Sul/RS, reside em Porto Alegre desde 1967. Bacharel em Ciências Contábeis pela UFRGS, ex-Auditor Fiscal do Tesouro Nacional. Aposentado/1990 dedica-se à música - violão - à pintura a óleo e, a partir de 2000, também à literatura, desengavetando velhos trabalhos e escrevendo novos contos, crônicas e poesias. Membro da Casa do Poeta Rio-Grandense - CAPORI, da qual já fez parte da Diretoria como Membro do Conselho e do Departamento de Tradições Gaúchas.

1º Livro - “Cacos do tempo - contos - poesias - crônicas” - 1ª ed. 2005

Obras publicadas premiadas:

- Poesia “Fragmentos”, vencedora do III Concurso Letras da Casa, da Casa do Poeta de São Luiz Gonzaga/RS, troféu “CriAção”/2003.

- Poesia “Peneirando estrelas”, 2° Lugar Estadual no 10º Concurso Literário Pérola da Lagoa, de São Lourenço do Sul/RS/2007

- Conto “O Leitão” 3º lugar no I Concurso Nacional de Contos Ilha das Letras de São José/SC/2003.

- Conto “O ferrinho da arma”, 2º Lugar Estadual, prêmio “Cântaro Igaçaba”, no VI Concurso Literário Prêmio Missões, da Igaçaba Produções Culturais de Roque Gonzales/RS/2003.

- Conto “O barril de cachaça”, 3º Lugar Estadual, prêmio “Cântaro Igaçaba”, no VII Prêmio Missões, também da Igaçaba/2004.

- Conto “Tereskova”, 3º Lugar Nacional no I Concurso de Contos Especiais do Armazém Literário, de Aracaju/SE, que fez parte da antologia “Um nome de mulher...”/2002.

- Conto “O galo” vencedor do 8º Concurso Estadual de Literatura Pérola da Lagoa, de São Lourenço do Sul/RS/2005

- Conto “Noite Luarenta”, 2º lugar no 2º Concurso “Histórias de Pescador”, realizado pelo Grupo de Amigos do Bairro Navegantes, de São Lourenço do Sul/RS/2007

Conto “Olhos”, 3º lugar no 5º Concurso Nacional “Nelson Fachinelli de Efemérides, patrocinado pela Casa do Poeta do Rio Grande do Sul-CAPORI – Porto Alegre/Rs/2006

Conto “A velhinha no fim do corredor”, - Menção Honrosa Estadual e Troféu Igaçaba no 10º Prêmio Missões, da Igaçaba Produções Culturais de Roque Gonzales/RS - 2007

Crônica “Aipim-cafezinho”, 2º lugar no 9º Concurso Estadual de Crônicas Pérola da Lagoa - CEL de São Lourenço do Sul/RS/2006

Conto “O rapaz que devorava salgadinhos” - 1º Lugar Estadual no 11° Concurso Prêmio Missões, da Igaçaba Produções Culturais, de Roque Gonzáles/RS/fev2008

Tem trabalhos publicados em Antologias da Casa do Poeta Rio-Grandense - CAPORI, nas edições comemorativas dos 38º, 39º, 40º, 41º e 42º aniversários. Na Casa do Poeta de São Luiz Gonzaga e Associação São Luizense de Autores - ASAS, das quais é sócio. Tem contos, poesias e crônicas publicados, além das citadas, na Antologia SOS Natureza da Academia de Letras dos Municípios do RGSul, Sociedade Partenon Literário, de Porto Alegre, Coletânea “Onde os Poetas se encontram”, de Ione Jaeger, Casa do Poeta Brasileiro de Campina Grande/Pb. Revista Talento, de Santo Ângelo/RS, com as séries “Beira de açude” e “Vovó contava”. Revista POEBRÁS, de Salvador/Ba. Jornal RSletras de Porto Alegre, onde publicou sua primeira poesia “Raio de luz”. Jornal “Tal&Qual”, de Porto Alegre, Jornal do Povo de Cachoeira do Sul, Jornal Minuano de Bagé, A Notícia, de São Luiz Gonzaga, Jornal Igaçaba, de Roque Gonzales. Tem trabalhos no site da Magriça.

Poesias, além das citadas: “Queria voltar”, “Mãe Terra”, “Travessuras do Tempo”, “Tapera”, “Solidão”, “O Papeleiro”, “Pureza”, “Universo” “Sia Mulata”, “Grão de areia”, “Homens de lata”, “Mãe de calçada”, “Meu nariz”, “No divã”, “O primeiro poeta”, “O ser mais perfeito”, “Os dois”, “Piá de recado”, “Prece”, “Salada da vida”, “Sem limites”, “Seres da rua”, “Solidão”, “Sótão”, “Tempos velhos”, “Teus cabelos”, “Vento sem vergonha”, “Balde maroto” “Sorriso” “Peneirando estrelas” e outras.

Um dos 15 Renascidos, fundadores da Revista Literária Trimestral CAOSÓTICA, de Porto Alegre/RS.

Usa como lema: “Poesia - grito de esperança por um mundo melhor”.

escritor.sortica@portoweb.com.br

 

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