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Vinni Corra
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Constelção Germinante

Um andarilho, calvo e barbudo, contou-me que
Quando uma estrela cai é sinal de que uma alma
Subiu aos céus e, logo em seguida, outro astro surge,
Nascendo uma nova criatura na terra, o ser Novae.
Disse-me também que quando contamos estrelas,
Apontando para elas, verrugas surgem em nossas mãos
Caso, por descuido, apontemos para as anãs castanhas,
Almas perdidas daqueles que desafiam a ordem, a moral e
Os bons costumes. Subversivos que atentam contra a sociedade.

Nunca mais avistei o velho viajante
Em suas jornadas de peregrinação.
Provavelmente cansou-se de sua missão
Por ver que o mundo está a mudar
E que dezenas de novas \'anãs castanhas\' brotam no céu,
Sem disseminar qualquer verruga nas mãos que constroem o mundo.
Mas, por trabalhar e sofrer demasiadamente,
Essas mãos estão infestadas de calos massudos.
Mãos, e pés, e tronco, e corpo de guerreiros
Cujas almas são, na verdade, estrelas gigantes
Da Constelação Germinante.
Somos todos poeiras de estrelas,
Contudo, uns produzem muito mais energia que outros.

Linguagem Universal

Teus lábios, doces almofadas onde durmo meu corpo,
Descarta qualquer brilho artificial, pois tua boca
Está cheia de estrelas falando uma língua universal:
A língua da liberdade.
Nesta linguagem meus sonhos cospem o terror da ignorância
E engolem o delírio da coragem.

Tão Livres

Somos tão livres quanto aquele pássaro na gaiola da vendinha da esquina
Que, ainda na clausura da armação de ripas,
Consegue denunciar, em melodias, às pétalas auriculares da juventude.

Somos tão livres quanto o rio represado das usinas hidrelétricas
Que, resistindo com seus galgamentos,
Rompe o assoreamento da inerte alma onde sedimenta a miséria.

Somos tão livres quanto o rabo misterioso e autonômico da lagartixa
Que, cortado com a lâmina da desgraça humana,
Renasce como a esperança de sobreviver ao que é tido como impossível.

Somos tão livres quanto os raios de sol transformados em calor em uma estufa
Que, não conseguindo atravessar de volta pelo plástico,
Mantêm aquecido o ar que movimenta nossas maiores ambições.

Somos tão livres quanto a fina seda da crisálida de uma larva
Que, até então revertida em vestes que cobrem o corpo,
Sua fragilidade a permite rasgar-se revelando o íntimo do filamento que nos compõe.

Tão livres somos se na imensidão da brancura há risos
A escapar de uma boca ínvia
Em que um impúbere beijo aventurar-se-ia a trilhar,
Se tão livres quisermos ser livres.

Vinni Corrêa

BIOGRAFIA:
Vinni Corrêa
é escritor amador, carioca, nascido em 1981, pós-graduado em Adm. de Marketing e Comunicação Empresarial pela UVA e graduado em Gestão, Organiação e Promoção de Eventos pela UNESA. Apaixonado por música, começou a rabiscar algumas canções aos 18 anos. Publicou textos em alguns sites e em seu antigo blog \'De Encontro ao Desconhecido\'. E 2007 obteve a segunda e a quinta colocações no concurso \'I Antologia Poética da Editora Roccia\' com as poesias \'Losangos e Quadrados\' e \'Parem as rotativas!\', respectivamente. No mesmo ano foi selecionado no concurso \'A Palavra em Prisma\' com a poesia \'Constelação Germinante\'. Teve seu texto \'Aracruz Celulose: a farsa da indústria do papel\' publicado pelo Jornal Inverta, no site do Partido Socialista Unificado da Catalunia e citado no pronunciamento do deputado Chico Alencar.
Vinni Corrêa

vinnicorrea.mcls@gmail.com

 

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