María
Petronilho
APOCALIPSE
E no fim que ao poeta seja permitido olhar o sol despedaçado a chorar seu fogo disperso, A terra morrer de saudades de amor, a lua a fugir gritando de solidão, as estrelas espantadas com tanta dor da imensa explosão vermelha. Que ao poeta seja permitido sorver até ao fim toda a dor toda a dor que ao poeta seja permitido assistir ao fim para cantar não chorar, mas cantar toda a confusão do universo em convulsão. Que ao poeta seja permitido ser o último a morrer num sorriso de desilusão
***
APOCALIPSIS
Y en el final que al poeta le sea permitido contemplar el sol despedazado llorando su fuego disperso, la tierra muriendo por nostalgias de amor, la luna huyendo gritando de soledad, las estrellas espantadas con tanto dolor por la inmensa roja explosión. Que al poeta le sea permitido absorber hasta el final todo el dolor todo el dolor. Que al poeta le sea permitido Mirar el fin para cantar no llorar, y sí cantar toda la confusión del universo en convulsión. Que al poeta le sea permitido ser el último que muera con una sonrisa de desilusión.
DIGO
Aquém do meu ser total, Que não sei dizê-lo todo, Apenas Sei e sinto Que não sei dizer tudo, Nem quanto. É que há algo imerso Dentro de quem sou Que conheço e desconheço Porque me transcende o entendimento.
Só sei dizer o imenso Mais do que eu Que me avassala, Que não de todo se solta, Que não vejo mas me inquieta, Que é muito maior do que eu.
Como se eu fosse rede E uma ave enorme Dentro de mim se debatesse E me rasgasse Sem contudo conseguir soltar-se,
Para que um dia alguém me Encontre!
***
DIGO
A quien le doy mi ser total, Que no sé decirlo todo, Apenas Sé y siento Que no sé decirlo todo, Ni cuánto. Es que hay algo inmerso Dentro de quien soy Que conozco y desconozco Porque trasciende mi razón.
Sólo se decir lo inmenso, más que lo mío, que me avasalla, que no del todo se libera, que no veo mas me inquieta, que es mucho más grande que yo.
Como si fuese yo una red y un ave enorme Dentro de mí se debatiese Y me rasgase sin poder del todo soltarse,
para que un día alguien me encuentre!
[Versión libre en español: Alberto Peyrano]
***
Enfim Poeta e Mulher
Espero merecer morrer num dia de intenso sol sem ninguém se aperceber que a minha alma se vai presa num dos tantos raios que ligam a terra e o céu e que alfim me guiarão para um espaço além dor para um lugar só de amor onde poderei ousar ser poeta e mulher sem ninguém me estranhar
num lugar onde não cabem arrogância e poder
ao resto de mim que ficar não importa o acontecer não será meu sequer será resto a fecundar o chão donde há-de nascer nova vida a luzir
o eu que sou há-de estar num cosmos a acordar sem ninguém me censurar o ser poeta e mulher!
Al Fin Poeta y Mujer
Espero merecer morir un día de intenso sol sin que nadie se dé cuenta que mi alma ya se va abrazada de algún rayo que liga la tierra al cielo y que al final me guiará muy distante del dolor hacia el reino del amor donde al fin me atreveré a ser poeta y mujer sin que ninguno me extrañe
un lugar donde no caben ni arrogancia ni poder
y a lo que de mí va a quedar no importa lo que suceda pues eso no seré yo será un resto que fecunda el suelo para dar más nueva vida y nueva luz
lo que yo soy ha de estar en el cosmos despertando sin que nadie me censure si soy poeta y mujer!
in 'Filhos do Universo' - Edição bilingue Autora: Maria Petronilho; trad.para espanhol Alberto Peyrano Agosto,2005
biografia:
Nasci no coração de Lisboa em Junho de 1952.
Não me lembro de como aprendi a ler e a escrever, como não me lembro de como aprendi as coisas primeiras e primárias sem as quais a vida não seria possível.
Tento transmitir a grandeza das pequenas coisas versus a pequenez das aparentes grandes coisas, que não grandes causas.
Destas premissas e da observação do que me rodeia, nasce a minha escrita. Diária. Essencial como o ar que respiro.
Dedico-me exclusivamente à Literatura, principalmente na Internet, participando em numerosos sites de literatura e HP de amigos. Sou membro efetivo da Academia Virtual Brasileira de Letras. A minha obra literária está registada no www.igac.pt
Obras Físicas Publicadas
Participação em várias antologias POESIS, Editora Minerva, Lisboa Colectânea DA INCERTEZA [poesia a catorze], Editora Minerva, Lisboa Altologia TEMPO DE POESIA, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil Antologia PALAVRAS DE SAFO, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil Antologia A ÁRVORE DA VIDA [por 5ª classificação em concurso, dentre 1351 trabalhos de 11 países], Editora Arnaldo Giraldo,S. Paulo, Brasil Anlologia PALAVRAS AZUIS [II], [ Sindicato de Escritores de Blumenau] Brasil, Antologia POESIA SÓ POESIA, Editora Novas Letras, S. Paulo, Brasil Antologia Tertúlia na Era de Aquárius [Grupo Luna e Amigos] Editora Espaço do Autor, Santos, SP Brasil 1ª Antologia Poética [Edição Histórica]da Academia Virtual Brasileira de Letras Editora AVBL, Baururu, Brasil Antologia 'Agreste Utopia' [Por 3ª classificação dentre 1700 trabalhos de 12 países] - Editora Arnaldo Giraldo, S. Paulo, Brasil Antologia 'Roda Mundo' 2005, 43 autores - organizador Douglas Lara, Ottoni Editora, Itu. Brasil Antologia de Escritores e Poetas - 'uniVersos' - organizada por Vanderli de Medeiros, Gráfica e Editora Ivan, Barra do Garças, Brasil
e.books
participação em várias antologias e colectâneas virtuais, de poesia e de prosa.
O CLARO INTERIOR
DA ALMA QUE CANTA http://www.portalcen.org/bv/petronilho/petronilho.html
MARIA PETRONILHO DE A a Z www.notivaga.com
SONHO QUE NOS LEVA
O SOL QUE VENHA
MÍSERAS_MÃOS Autoras: Maria Petronilho e Maria Thereza Neves
AO TEMPO E AO VENTO 20 contos de Maria Petronilho
http://www.mariapetronilho.ebooknet.com.br
FILHOS DO UNIVERSO - Edição Bilingue Tradução para espanhol por Alberto Peyrano, Buenos Aires, Argentina Editado por HM Ebooks
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ASA DE MAR [poesia] http://blogmaria.blogspot.com/ VOU-TE CONTAR [prosa] http://vou-tecontar.blogspot.com
Sites Pessoais
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