Jorge
Humberto
Sou tanto este como aquele, ou nenhum, depende de como me olham e quem é o que me olha, em última análise, tudo isso está a um passo de como eu me olho, dada a importância com que o faço ou deixo de o fazer.
12/02/05 -----------------------------
A VERDADE DAS COISAS
Neste meu silêncio azul, Onde o que constrói É um rio que passa, as Flores e as vontades também, Dos homens de boa vontade, Há a voz do que não reina, Testemunha antiga de muitos Mitos contraditórios e falsos Testamentos.
E nem lhe importa o reino. Se flores há, se corre o rio Ou a vontade é do homem, Porque quererá ele reinar então, Não é o que há e corre, O que, já correndo, constrói, Ou do Homem, sua vontade, Se a vontade é uma flor, No rio que há, porque passa, Passou e há-de passar, Como coisa que está E é e será e voltará a ser, Porque a si própria se constrói, De sua vontade, Já no homem verdade?
Neste meu silêncio, Onde o azul é todo este azul Que há e o que não se vê, Toda a voz é a voz primeira, Do que, embora sem reino, Sempre reinará.
[18/04/2004] -----------------------------
AMANHECER A TEU LADO
Amanhecer a teu lado, Ser afecto e sorriso, Do teu sorriso acordado, Repouso para teus olhos, Pouso do teu beijo, Mão que acalenta E é da cor da magenta, Como este sol que eu vejo, Por sobre teus cabelos, Caídos, quais novelos, De seda ou de lã, É para mim, O reinventar duma manhã, Aonde apenas coubesse O que lá houvesse, E fosses tu, No teu despertar.
[14/02/2004]
biografia:
Do mais alto de mim fui poeta... insinuei-me ao homem... E realizo-me a cada dia ser consciente de muitos. Quis a lei que fosse Jorge e Humberto, por conjugação De um facto, passados anos ainda me duvido... Na orla do Tejo sou Lisboa... e no mar ao largo o que houver.
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