Joaquim Crispiniano Neto
[1: Cônsul - Estado do Rio Grande do Norte]
NO ANO QUE FALTA INVERNO O POBRE SOFRE DEMAIS Crispiniano Neto
É de cortar coração, os pobres na indigência e o serviço de emergência em atraso e confusão Senhor ministro, o sertão não tá suportando mais nesses dias nossa paz, pode tornar-se um inferno No ano que falta inverno o pobre sofre demais Rezando prá São José rouba santo em procissão quase louco estende a mão nos últimos degraus da fé mas vê que a seca não é por ordem de satanás a culpa é de quem não faz, nada, mas diz: - Eu governo No ano que falta inverno o pobre sofre demais Governo, tenha coragem de melhorar o sertão com planos de irrigação reforma agrária e barragem com crédito e açudagem que não vai ter seca mais trabalhadores rurais vão viver num berço eterno No ano que falta inverno o pobre sofre demais.
A peleja de Lula com Maluf Crispiniano Neto
Agora quero atenção De leitores e eleitores Pra se ver Lula e Maluf Como dois debatedores Um defendendo oprimidos, Outro a favor de opressores.
Pelejas de cantadores No Brasil sempre se fez; De Serrador com carneiro, De Pinto com Milanês; Agora é entre políticos Um pobre e outro burguês;
Conforme todos conhecem Lula é um operário, Líder honesto e valente E Maluf, um empresário, Politiqueiro e corrupto, Desonesto e salafrário.
Esta peleja se deu No vídeo da Bandeirantes Onde Maluf dizia Derrotar todos gigantes Mas no fim Lula mostrou Os versos mais triunfantes.
Lula como nordestino, Poeta pernambucano Chegou de viola em punho Pra pelejar sem engano; Maluf, muito elitista, Se apresentou com um piano:
LULA - Maluf, trema nas bases, Porque é chegada a hora Que quem tá em cima, cai; O pau mais forte se tora E agora todos seus podres Serão botados pra fora!
MALUF - Homem que é homem não chora Quem não pode se sacode; Sou a força reforçada Hoje ninguém lhe acode, Porque eu acho 'infeliz Todo poder que não pode'.
LULA - Um fio do meu bigode Não treme em sua agressão, Eu quero é analisar Os problemas da nação, Cantando um Brasil Caboclo1 De Mãe Preta e Pai João!
MALUF - Não sei como é isso, não, Pois nunca fui violeiro; Você que me provocou Pode começar primeiro Que eu vou ver se acerto Na sombra do seu roteiro. Biografia: Joaquim Crispiniano Neto, natural de Santo Antônio do Salto da Onça é um homem multifacetado: engenheiro agrônomo, advogado, jornalista, violeiro, repentista, cordelista, produtor cultural e ex-candidato a prefeito e a vereador de Mossoró, e presidente da Fundação José Augusto - Fundação de Cultura do Rio Grande do Norte desde 2007, é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel
crispinianoneto@gmail.com
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