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    Bianka 
    Luz 


    Prece.
    *
    Sem o meu Anjo não consigo sentir a poesia em meus poemas.
    Resolvi deixar uma prece para que ele volte a habitar-me.
    *
    Rogo,
    Anjo dê-me de beber no cálice dos teus
    venenos, adoça minha boca com teu fel
    Prefiro o gosto amargo da dor
    Que sentir a dor vazia.
    *
    Rogo,
    Anjo dê-me o teu amor como alimento,
    purifica-me em verdades ocultas.
    Prefiro ser crucificada em vida
    Que ter a vida esvaída em gotas.
    *
    Rogo,
    Anjo pronuncia apenas uma palavra,
    macula-me em tuas mentiras
    Prefiro a frieza de tua voz
    Que teu olhar, Este distribuístes a todos
    Mais tua frieza dedicastes apenas a mim.
    *
    Rogo,
    Anjo volte a habitar meu ser
    Prefiro sofrer pelo teu amor
    Que ser feliz e Só!

    Bianka Luz
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    Desejo II

    Desejos insanos entrem a porta esta aberta.
    *
    Sorverei o fel da madrugada embriagando-me no sonhar acordada.
    *
    Abandono-me no abismo do meu ser, completamente nua.
    *
    Agasalha-me um pouco com tua vã sanidade preciso sentir a irrealidade.
    *
    Aprisiono-me na escuridão, vejo o orvalho cair na terra seca do meu ser.
    *
    Nada tenho em mim, senão a dor de querer-te além do sangrar da alma.

    Bianka Luz
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    Manto da sanidade

    *
    Torno-me santa ao sentir o sino, o barulho é ensurdecedor.
    Escrevo poesia se fico em silêncio dentro de mim...
    E me torno Poetisa se busco o inefável em meu ser.
    Me salvo do abismo subindo em segredos
    dos medos, dos tempos, da eternidade.
    Exponho o apocalipse do mundo, do meu mundo.
    Sou dona da verdade, estou completa.
    Sou a própria mentira, nada esta completo.
    Busco refúgio em minha limpidez e uno-me a razão.
    Deixo-me ser tocada pela sanidade.
    Percebo o caos em mim, submergida em divagações disperso em ecos longínquos.
    Em movimentos irregulares meus pensamentos flutuam no universo paradoxal do indefinido.
    Rogo em prece sem fé ao inalcançável e concedo a mim novo respirar.
    Recorro ao meu silêncio e faço versos...
    Regresso e tenho a resposta do inefável e faço poesias.

    Bianka Luz
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    biografia:
    Bianka Luz

    Sou um ser humano coberto de enganos, vivendo na sombra da irrealidade buscando motivos para viver a cada segundo sem medo. Sou faces; serpente, menina e mulher. Às vezes me deparo com a realidade, mas, meus olhos fecham-se.
    E mais uma vez sou sempre 'Eu' secretamente escondida no abismo do meu ser.

    Bianka Luz
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    Cearense de Fortaleza Ceará radicada numa cidadezinha do interior do Rio de Janeiro Quissamã. Estudo ciências sociais, escritora premiada em vários poemas escritos.

    Trabalhos voluntários: escolas, sala de leitura, filantropia em busca do desenvolvimento e a mudança social.
    ******** Bianka Luz********

    biankaluz@ymail.com

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