Dulcinéa
Carmona
Alma Minha
Minh’alma chora Tudo que tranquei Tudo que perdi Sem ter tido... Tudo que sofri e morri... Um pouco a cada dia. E me vesti de poesia E não adiantou... O vento soprou E te levou! E minh’alma chora A ausência da tua... Alma minha!
[A] Mar ...
Busco o equilíbrio na estrada Ao fundo, Titãs... Estrada que me leva... Brisa transformada Em ventania, prossigo... Tão logo, avisto a imensidão Está à minha espera... E sem cessar O vento e a canção Chego ao meu delírio E infinito mar... Nem tão longe do passado Nem do meu sono... Em reverência Sou mais um grão na areia... Só, despida de tudo Mas vestida de sonhos Realizados, resgatados E novos sonhos... Assisto ao espetáculo Entre gritos das ondas Que vão e vêm Devolvendo meu silêncio... Banham minh’alma Deixando o desejo Desse [A] mar ...
Vá...
'Vá... Pegue tudo que guardou Não esqueça do que amou E nem de quem pra vida lhe chamou... Faça um pacote Desses de fitas e lacerotes E deixe antes de sair... Bem no lugar que ocupou... Talvez assim, não tenha que voltar...'
: Encanto Meu ...
Sem esforço ... Deu-me o vento Ouvi a Lua Senti o Sol E as estrelas responderam Em pingos de Chuva Que tatua meu corpo molhado Invadindo meu interior Transforma solidão em flores ... Fazendo de mim A flor mais rara E ficou tatuado Como encanto ... Em todo canto De mim ...
Tudo Que Sei
Tudo que sei nesse instante É o que minha alma sente... E como ela sente... Seria eu a sentir? Ou seria minha alma A me sentir? Ou seria minha a alma De tantos ‘eus’ De todos os instantes? Tudo o que sei desse instante É que um dos meus ‘eus’ Não quer que vá embora O que nem mesmo chegou Mas minha alma já sente... Biografia: Dulcinéa Carmona [Dú Karmona] - Nasci na ‘minha’ São Paulo, que amo de paixão, e sou devota do amor desde então. Paulistana com muito orgulho, ariana, urbana, mãe de Danielle e Felipe. Sou formada em Comunicação Social/Publicidade & Propaganda. Sempre gostei de escrever, desde menina brincava com as palavras, mas muito tímida, nunca expus meus tantos escritos. Aos 20 anos, resolvi não mais escrever, e me desfiz de tudo deixando esse meu lado adormecido, passando a ser somente leitora. Retornei em meados de 2005, às escritas. Depois de vários anos de crescimento, faltava algo. Resolvi então libertar-me. Em 2007 dei inicio às publicações no site literário Recanto das Letras. E hoje, faço de tudo poesia. Vou continuar a viver escrevendo, mas não me considero poeta, apenas inspirada [e necessitada] a externar minhas emoções, o meu amor exagerado por tudo, da maneira mais espontânea. Escrever para mim é divã, é terápico.” E-MAIL: -
dukarmona@hotmail.com
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