Patrocinadores











     






    Paulo 
    Acencio de Araujo 


    'O ENCONTRO COM PREYON'

    Poema do livro 'Viajante do Tempo' de Paulo Acencio,
    a ser publicado com o projeto de pintura do mesmo nome.

    Olá Preyon, o dia hoje está calmo, deseja completar as conecções?
    Arg das prurion vastir.

    Está bem, como você achar melhor.
    Tardier dar croniommnia, vas?

    Sim, eu ingeri duas cápsulas de compressão reflexiva; o gráu de estabilidade emocional já retomou sua normalidade. Os instrumentos agora passam a determinar a que nível de ação eu devo conduzir os meus experimentos.
    Pertuo...pertuo grávia parer das-is?

    Sim Preyon, a mensagem recebida ontem dos campos de trigo foram rastreadas, fique tranquilo, está tudo sob controle.
    Far parientor, serviávia rest; parientor das, poetiencia-vest.

    Meu Deus Preyon, você é poeta!
    Brávia paz, portriedium sarti-on verediás, relidiominia st.

    Sim, realmente o seu toque é perfeito, dá pra imaginar o gráu de conhecimento do seu povo. Há fascínio em sua maneira de criar.
    Portie-das curiostonie, vas?

    De vez em quando eu penso como um poeta, mas nunca me atrevi a construir um poema. A arte Preyon, é para seres como você, superiores, acima dos homens comuns.
    Raspiédiam practa vas, raspiediam.

    Não se vá ainda amigo, a tua presença me conforta.
    Vesta-bras comietil, comiet-vas?

    Impossível meu caro, talvez em outro tempo. Eu ainda tenho muito trabalho por aqui e minha substituição ainda não foi programada.
    Cromos diarter probirar vedir.

    Você é muito compreensivo; eu também entendo suas responsabilidades. Não se preocupe comigo, eu estarei bem.
    Quer qui gros ta ver?

    Não sei ainda...vou pensar sobre o registro do meu passado.
    Is voer pradeler?

    É possível que sim, é possível; creio que é necessário rever esta minha posição e procurar sentir.
    Vostus portirenier a nez, vas?

    Sim, apenas se meu coração mandar.
    Ah! Hasmécia dus asmácia, Donefer.

    Claro, eu conheço a minha índole. Faço apenas uma objeção: donefer.
    Par donefer joir?

    Sim, é exatamente isto.
    Masgritérios quo duo, vas?

    Há, há, há! Ótimo, gostei muito disto, o seu senso de humor é perfeito.
    Gásdea dreavidéia sur!

    Obrigado por entender a minha situação. A designação do meu posto é fixa, a rotina é justificada apenas aparentemente.
    Posdilaterir, masdres eter bradions serpietornien vas dus ter.

    Sim, você tem razão quanto a isto porque fui eu mesmo quem apontou a direção dos Baskyas.
    Trasdiréia des-trium...

    ...não Preyon, não me importo com a solidão, ela já faz parte do resgate de minhas dívidas. A minha missão é aqui mesmo até que o limite do tempo designado cumpra com as ordens estabelecidas.
    Certíveno pur pravoir comus, vas?

    Não é necessário, o tempo foi estabelecido de acordo com os meus créditos. O ajuste de contas fica registrado no campo de energia de Brunéia.
    Vasdiadar tremur, vasdiadar?

    Sim, eu estou bem, pode seguir o seu caminho.
    Benditerimor prus querfer dorti, bendigranger partir.

    Está bem amigo, adeus, a sua energia é a minha energia.
    Não se esqueça de dasprá vedir.
    Dasprá vedir probir. Purisier pur ter amásgigo. Dasprá porterá vedir.

    Adeus Preyon, até um dia, amigo!

    SOMOS CROMOS SOMOS

    do livro do mesmo nome,
    de Paulo Acencio.


    Ser ou estar,
    é uma questão de colocação
    do fruto advindo da semente,
    brotada da incerteza dos homens.
    Fruto inseguro;
    lembrança do que era;
    miséria.

    Inoportuno fruto do abandono.
    Burgo-fisionomia inata,
    sócio- ideológica.
    Separatividade imatura;
    forçosamente forçado,
    se fez tão ávido
    por um licor tão puro
    de sabor utópico.

    Lançai as vozes-lançai,
    enquanto o tempo ainda o é,
    enquanto a hora se faz mansa,
    suspirando atrás dos panos
    da algibeira em farrapos.
    E os bombardeios - lançai-os
    aos buracos profundos
    na face escura da lua,
    onde os incapazes esperam
    os pseudo-privilegiados.

    Esta hibernação fatigante
    dos que se dizem homens,
    no decadente frontispício
    da passagem.
    Contempai a putrefação dos vermes;
    pois que a chegada se faz.
    O fruto advindo da semente
    começa a ser e estar,
    começa a proliferar no mundo,
    a se fazer verbo e voar.

    Era uma imensidão de concreto
    e de l;
    se fez ruir e virou pó,
    e tranformou-se no que era
    antes de ser.
    E a soma do pó e das migalhas
    transformou-se no que somos;
    preposição indefinida
    como somos.
    Cor, colores, cromos.
    E o macrocosmo nos fez
    cromossomos
    definitivamente.

    HOMOVITA

    Sinto frio na alma, criança
    sinto frio;
    quando penso que o teu futuro está em jogo.
    Esses ignóbeis seres obscuros
    são insensíveis à tua dor;
    a dor de um destino incerto e tão frágil.

    Sinto um aperto no peito, criança
    quando vejo a tua silhueta esguia e triste
    oriunda de tanto sofrimento.
    Corpinho cansado, coberto de trapos,
    e os pezinhos descalços.

    Sinto fadiga no corpo, criança
    quando olho nos teus olhos
    e percebo a profundidade da vida.
    Tua pele macia coberta de lama,
    encobrindo o teu suor salgado
    de tanto trabalho.

    Sinto um clangor no espírito, criança
    quando ouço o teu choro;
    barriguinha vazia, meu Deus,
    a canequinha cheia de água suja;
    o poço seco, riacho fundo e poluído

    Sinto uma vergonha imensa, criança
    por ter nascido humano,
    e fazer parte do rol dos irresponsáveis,
    de contribuir para o cinismo dos tecnocratas.
    Sinto vergonha
    por ser um dos culpados de tuas feridas
    e nada fazer pelos teus anseios de viver.

    Oh, eu tenho mãos atadas
    e é com elas que eu liberto os homens
    do vazio.

    Sinto um amor tão grande
    criança
    que o teu futuro poderá mudar;
    estes grilhões que me consomem
    poderão ter um fim, e aí então...
    ah, aí então saberei conduzir as diretrizes
    e te libertar dessa fatigante agonia.

    Sinto uma esperança que me invade, criança
    e já vislumbro a tua sorte;
    o equilíbrio entre a tua alma límpida
    e o teu corpo plácido;
    o teu espírito terá tanto esplendor
    quanto a tua vontade de crescer.
    E então nascerá de ti um ser vibrante;
    serás homem em sua síntese, criança
    serás homem!

    biografia:

    PAULO ACENCIO DE ARAUJO
    nasceu em Juazeiro-BA aos 30 dias do mês de junho de 1944. Reside em São Paulo desde 1958. Estudou desenho e pintura no atelier do mestre ROMANO ABEDANTE durante cinco anos. A formação clássica lhe possibilitou o uso dos mais diversos materiais e técnicas, absorvendo uma grande versatilidade na criação e execução de inúmeros estilos e tendências. Sua técnica preferencial é o óleo sobre tela e o seu estilo atual , o REALISMO FANTÁSTICO.

    Tem participado ativamente do movimento contemporâneo de arte no Brasil e no exterior. Premiado várias vezes, desde medalhas a prêmios aquisitivos. Além das Artes Plásticas o artista tem feito incursões na Literatura, nas Artes Gráficas e na Fotografia. Durante quatro anos ministrou cursos na Galeria de Arte do SESI/FIESP a convite da galeria. Tem realizado inúmeros Workshops em Empresas e Centros Culturais.

    PRINCIPAIS EXPOSIÇÕES/PRÊMIOS
    . 1980 - Coletiva - Tokuyama - Japão.
    . 1991 - Exposição individual no Museu Regional do São Francisco, em sua cidade natal - Juazeiro-BA.
    . 1993 - Festival Européen d'art Contemporain em Wallonie, Bruxelles et em Ardennes Françaises.
    . 1993 - Prêmio - Palette D'argent - 21° Salão Internacional do Parc Maurice Rocheteau-França.
    . 1993 - Individual - Ação Cultural - Estação Consolação do Metrô - São Paulo-SP.
    . 1994 - Leilão especial Pró-MASP - Renato Magalhães Gouveia Escritório de Arte - São Paulo-SP.
    . 1995 - Coletiva - Embaixada do Brasil em Costa Rica.
    . 1997 - Comitê D'honneur - 2° Vice-Presidente do 25° Salão Internacional de Revin-França.
    . 1998 - Comenda outorgada pela Academia Brasileira de Arte, Cultura e Ciência - São Paulo-SP.
    . 1998 - Título Parceiros da Cultura - Secretaria de Estado da Cultura - Governo do Estado de São Paulo.
    . 2000 - Coletiva - Sala Especial - Semana Zumbi dos Palmares - Secretaria de Cultura de Londrina-PR.
    . 2000 - Individual - Ecce Brasilis - Museu de História e Arte de Maringá-PR.
    . 2001 - Individual - Ecce Brasilis - Conjunto Cultural da Caixa - Brasília-DF.
    . 2001 - Título - Cavalieri Accademico Del Verbano, outorgado pela Academia Internazionale di Lettere, Arti, Scienze - Itália.
    . 2002 - Individual - Ecce Brasilis - Conjunto Cultural da Caixa - São Paulo.
    . 2004 - Individual - 'Um breve olhar através da janela do meu atelier' - Parque Avenida Galeria de Arte-
    São Paulo-SP.
    . 2005 - Individual - 'Coletânea' - Centro Empresarial do Aço - São Paulo-SP.
    . 2005 - Dueto - Exposição e lançamento do livro 'Dueto' - Espaço Cultural do Conjunto Nacional - São Paulo-SP.
    . 2007 - 'Paisagens Históricas de Ribeirão Pires' - Projeto encomendado pela Prefeitura Municipal de Ribeirão Pires-SP.
    . 2008 - 'Sagrada Família' - Retábulo pintado a óleo, encomendado pela Entidade Opus Dei.

    MEMBRO DAS ENTIDADES:
     UBE-União Brasileira de Escritores.
     APBA-Associação Paulista de Belas Artes.
     ACCADEMIA INTERNAZIONALE di Lettere, Arti, Scienze - Itália.
     APAP - Associação Profissional dos Artistas Plásticos - São Paulo-SP.
     SINAPESP - Sindicato dos Artistas Plásticos do Estado de São Paulo.
     AIAP [UNESCO]- Associação Internacional de Artes Plásticas

    OBS.: No site: www.acencio.com
    Encontram-se: Biografia completa, críticas, imagens de obras,
    e vários outros complementos.

    pacencio@terra.com.br

    Violeta Boncheva
    Patricia Andrea
    Rodriguez
    Ahmed
    Almarasi
    Elena
    Kohen
    María
    Aparecida da Silva
    Roberto
    Da Silva
    Luciana
    Campos
    Gardenia
    Barraza Farinelli
    Nkai
    Mpiosso-ye-kongo
    Ljubomir Mihajlovski