Belvedere Bruno
[Cônsul - Niterói - Z-Sul-RJ]
Vôos Belvedere Um bem-te-vi nesta manhã não cantou. O sol se escondeu... Á noite, uma estrela parecia brilhar, mas logo se esquivou. Risos desapareceram. Um silêncio imponente ocupou o espaço onde antes habitava um menino que voou... Tragam terços, poemas, hai-cais, óleo ungido, cantos de corais... E Paz´. Fica! Belvedere Peço que não vás. Fica mais um pouquinho. Como passarei os dias sem ouvir teu riso e sem fitar o verde- musgo de teus olhos? Peço que não vás. Há um chamado do mar, do sol, das flores, [sobretudo das azaléias], pedindo que fiques. Por isso, não vás! Dize-me que nada do que falam é verdade,e que nunca houve prenúncios de partidas... Um poema simples Belvedere
Amanhece. Debruçada à janela, vejo o movimento dos pescadores.
Há contagiante energia. A monotonia, se passa, não encontra onde estacionar.
Por alguns minutos, sonho pertencer a tão vibrante universo.
Integro-me, desatando os nós que me prendiam à opacidade dos meus dias.
Biografía:
Belvedere Bruno nasceu no dia 17 de outubro, em Niterói/RJ, onde reside.
Cedo despertou para as letras, fato que deve ao incentivo de seu pai, que sempre presenteou os filhos com livros, além de ser ele um ávido leitor, de quem herdou tais características.
Colunista em dois jornais da cidade, o Lig e o Santa Rosa. É também divulgadora cultural.
belbruno@oi.com.br
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