D'Anton
Medrado
REFÚGIO
Fazer poesia... pudera Fazer amor, Poder estar quem dera Despojado de estupor Numa constante espera De um futuro promissor, Mesmo que fora da terra Ou até como espectador Do final das guerras, Aniquilação da dor Real, não quimera. Talvez eu seja um sonhador, Mas quem não espera Uma vida onde haja amor, Onde a justiça impera? Viver de amor Quem dera.
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REDUÇÕES E ACÚMULOS
Indigente Gente Ente. Miséria Séria Ria Ia. Favela Ave Vela Ela Lá.
Indigente, miséria, favela Gente séria que vela A pobreza do ente doente Há quem ria, lá, não sei onde Ave quem? Eu me pergunto Ave miséria! Favela, mazela, congresso, miséria Índio e gente, genocídio Indigente Indivíduo.
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APOCALIPSE
O homem Por ser incompleto Morre.
A arte Por ser única Eterniza-se.
A morte Por ser abrangente Extermina.
A verdade Por si mesma Permanece.
biografia:
D'anton Medrado Escritor e Poeta, natural de C. Dantas-Ba. Radicou-se em São Paulo desde o final da década de 80, onde reside até os dias de hoje.
- Titular da Academia de Estudos Literários e Linguísticos - cadeira: 330 - Patrono: João Guimarães Rosa - Anápolis - GO
- Membro fundador do Centro de Estudos e Cultura Libertária - SP
Teve seu primeiro 'livreto' publicado pelo GEA [Grupo de Edições Alternativas] em 1992 com o título de 'PRÉVIA'. Em 1995 lançou 'Uma Canção para Nóia',em 2004 'Albergue Ilusória' em 2006 está lançando 'Ergástulo Eterno', todos eles são livros de poesias. Além desses o autor tem mais 3 livros inéditos.
Participou da coletânea Escrevendo Mulheres em 1993; Em 2000 ganhou Menção Honrosa no concurso da Casa do Poeta Brasileiro.
Colaborou com diversos jornais e revistas literárias e libertárias por todo o país.
site: http://www.dantonmedrado.com.br
e-mail:
contato@dantonmedrado.com.br
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