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    Virginia 
    Fulber de Além Mar 


    AMAzônica

    do Mar doce bebemos
    berço de nuvens
    da atmosfera
    das matas
    das línguas que traduzem
    a ti louvor

    cavalgando vento
    Amazona estou
    com meu verbo
    - arco e flecha-
    atiro versos ao louvar-te
    berço verdejante

    quando os homens brancos
    equecem dos bebedouros
    na vileza
    somos nós mulheres
    águas hábeis
    entre lágrimas, canto
    filhos encantos
    a chamar vos
    ao retorno à casa

    a voltar vossos olhos
    sobre si mesmos
    a pensar sobre a caça desmedida
    sobre a ganância que mata fêmeas
    nascentes de rios
    florestas

    hoje a deusa necessidade pede
    espaço ao Amor
    a fraternidade à beleza
    à arte de guerrilha
    nos poemas nas trilhas da
    consciência

    AMAZÔNIA VIVA por
    nossos/vossos filhos clemência

    Virgínia além mar -[ Novo Hamburgo RS Brasil

    Aproveite O Impulso E Salte A Dor
    Que 2006 traga Novidades
    Novas idades no saber e querer saber
    Novos modos de olhar
    Sentir , cantar, dizer, ouvir tocar
    e mais amar
    Nada dele sabemos
    apenas quem fomos e estamos seennnndo
    agora
    estaremos neste Eterno retorno do seenndo
    movimento , fluxo
    espaço ,liberdade, coragem
    para o vir a ser ... sendo
    seeennndooo
    nas multiplicidades seguindo
    um pouco cedendo um pouco sofrendo
    muito gozando no CsOs
    das potências vividas com intensidade
    Alegre
    bravura do aceitar o aqui e agora e nele sentir
    sentindo o
    melhor o mais intenso, potente que quer dizer ,sair
    pararido... parindo ..
    parido e partindo
    Haja momentos que façam sentir o melhor de cada um
    em sua expressividade pausada, pautada
    escorrida ,ventilada
    Haja Vontade de Potência dirigida que enfrenta, agarra e
    aceita as oportunidades do existir
    transforma, manuseia, amassa , arregaça a vida e
    arte sa nal mente
    faz vazar, tocar, afetar trans for mar
    esta 'força estranha 'que nos move em sintonia
    'fina ' ,harmoniosa em direção da maior
    sinfonia
    aquela que não dorme no ponto
    deixa-se fluir
    atravessa e deixa-se atravessar
    desperta para além do silenciar
    para além dos relógios do homens
    para alguém despertar
    Haja línguas a dançar, entre os dentes
    que as sementes do pensamento , sentimento
    ousem brotar , transbordar salivas
    lágrimas, gemidos
    que sejam paridos
    fetos de estrelas
    a trepidar , sacudir , arejar as chamas
    desejo de potência
    nos corações
    Haja corpos a dançar
    mover o ar fazer vento quente
    entreguar
    atuar, atualizar e fazer vibrar
    semente ardente
    no pulmão da terra, água
    céu e mar !
    Que estas se acheguem à mente e retornem aos pés do dançarino
    salte/ a/ dor que sobre os limites e agruras argamassa do viver,
    aprende a romper e passa a construir , criar deixando-se ser
    por permitir deixar solo [ certezas] e arriscar !

    Afetuoso e INTENSO abraço
    virgínia fulber [ de além mar]
    31/12/2005


    Segredo

    Era cedo
    Cedo da tarde
    Ainda não havia medo
    Duas horas da tarde
    Ferve tempo carcereiro
    Pai da dúvida e do medo
    No aión escorregou
    Num lapso
    Rasgo no tempo
    Saltando entre os dedos
    A eternidade brincou
    Nem tarde nem cedo
    No viver há segredo

    Virgínia fulber [ de além mar ]

    Mosaicos da Esquina

    Folhas amarelas entre as pétalas alaranjadas
    Tons verdejados no musgo dormido
    Brejeiras costelas do anoitecer ai ,ai,, ai
    É o colibri que agita as vitrines do por de sol !
    Versinho trepida entre as folhas da laranjeira
    Grinalda das horas sem par
    Descalça dos sonhos
    Amanhece estrela sem espreguiçar
    O sino ao longe ..bem longe...
    Tão longe quanto deve ser
    Pois ,
    Na pressa as horas dos homens
    Desconhecem os fluxos lentos e silenciosos dos
    Mosaicos da esquina...

    biografia:
    Virginia Fulber de Além Mar


    Completei o Cusro Normal [ Magistério em NH em 1974]

    Após concluí meus estudos em diversos Estados Brasileiros, inicialmente SP. GO,MT,

    BA e Rio de Janeiro]

    Desde muito pequena desprezei a ignorância, constatei que esta é a responsável

    Pelas dores , perdas, separações, em nosso mundo, tanto num círculo pequeno

    Como no familiar como no plano Planetário.

    Busco a HARMONIA .Minha energia coloquei na busca do conhecimento, do entendimento

    Para tanto não me bastaram os estudos, os livros, a Universidade, fui à campo, empreendi, uma caminhada

    pessoal . No viajar , que aprendi com meu pai, apreendi a”outrar-me” e este ensinou-me a”ouvir o silêncio”.

    Na literatura meu inicio foi Hermann Hesse, aos13 anos meu irmão trouxe O Lobo da Estepe, daí em diante

    Busquei no oriente, a partir da leitura de Sidartha [H.Hesse], matar minha sede espiritual. Nas leirutas

    Budistas e a pratica do Yôga nas suas diversas modalidades uma fonte de equilibrio entre corpo/mente.

    Na Filosofia foram Nietzsche e Spinoza, Rousseau, B. Russel e H. Thoreau, e Heidegger meus companheiros de estrada.

    Atualmente estou encantada com o pensamento de Jurandir Freire Costa.

    No campo da Antropologia meu maior vôo foi concretizar o sonho de viver entre os índios, na Aldeia Pimentel Barbosa na Serra do Roncador, [1983]onde fui recebida como a primeira branca a ser “convidada”

    pelo Cacique Warodi para estar entre eles. Esta Aldeia mantinha preservada sua cultura, até onde os

    Padres e a FUNAI, permitiram. Hoje sei o porque do convite, do Cacique à mim. O entendimento que

    houve entre nós a nível inconsciente, pois nossos primeiros contatos foram totalmente silenciosos,

    [ telepáticos] apenas trocamos olhares, energia. Sim hoje entendo que que Warodi percebeu

    e amou em mim, o desprendimento, não estava à sua frente com motivos egóicos, o que me

    movia e sempre moveu foi esta busca verdadeira de conhecimento sem pretenção que não

    fosse a genuína vontade de conhecer por necessidade, uma necessidade ontológica e biológica

    à qual me rendi.

    Na Psicologia FREUD, é minha luz, é brilhante como pensador da Cultura principalmente e a coragem de tocar no maior tabu a sexualidade, apesar de agregar ao meu trabalho W. Reich e pós Reicheianos

    E tantos outros mestres.

    Na prática de meu trabalho que é um conjunto das minhas experiências, me identifico com

    Gerda Boysen.

    Na poesia encontro-me em várias almas, mas principalmente em Fernando Pessoa um alento .

    Amo as manifestações Artísticas pois na sua obra o artista se põe inteiro.

    A Arte é potência em movimento. .Na liberdade da criação um encontro o re-ligare .

    Na dança uma redenção!

    Meu NORTE minha intuição...

    Minha pretenção; continuar fiel aos meus princípios.

    Virgínia M. Fulber , Poeta,Professora e Bioterapeuta

    Novo Hamburgo, setembro/1994

    http://www.vaniadiniz.pro.br/virginia_fulber/poemas.htm



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