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Andre Luis Soares
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

EQUILÍBRIO
[André L. Soares]
.
Nem tudo é alegria, como nos contos de Lobato;
nem é só pessimismo, tal afirmara Nietzsche.
Nem tudo é igual, como sonhara Luther King;
nem é só diferença, quanto supusera Hitler.
Nem tudo é fartura, como na utopia de Morus;
nem é só carência, tal previa Malthus.
Nem tudo é libido, como na ciência de Freud;
nem é tão político, quanto queria Brecht.
Nem tudo é esperança, como na coluna Prestes;
nem é só autoritarismo, tal ordenara Vargas.
Nem tudo é união, como na imaginação de Lennon;
nem é tão solitário, quanto o via Jean-Paul Sartre.
Nem tudo é amor, como nos sermões de Cristo;
nem é só ódio, tal no fogo de Herodes.
Nem tudo é simplicidade, como a arte de Fellini;
nem é tão complexo, quanto explicara Einstein.
Nem tudo é perseverança, como o amor de Tereza;
nem é só vingança, tal bradara Khomeini.
Nem tudo é beleza, como nas telas de Van Gogh;
nem é tão banal, quanto dizia o velho Sade.
Nem tudo é glorioso, como a história de Pelé;
nem é só fé, tal filosofava Baha-ula.
Nem tudo é felicidade, como nos filmes da Disney;
nem é tão mau, quanto pensara Kierkegaard.
Nem tudo é pacifismo, como na ação de Gandhi;
nem é tão bélico, tal hoje aspira Bush.
Nem tudo é primavera, como previra Nostradamus;
nem é tão fácil, quanto ainda pensa Lula.

É que entre o preto e o branco
há milhões de furta tons e há ainda
outra imensidão de cores;
e entre o desprezo e a veneração
há mil formas de paixão
e muito mais formas de amores.
.
.
.

SEM METÁFORAS
[André L. Soares]
.
A gente pode prosseguir blefando
– ou não –
Que o mal será curado com falsa democracia.
Que eleição e referendo são remédios eficazes.
Que Deus é brasileiro e essa nação tem bom futuro
e que a moral religiosa aponta mesmo uma saída...

A gente pode continuar mentindo
– ou não –
Que a corrupção se estancará pela via do Direito.
Que bem distribuir renda se faz com negociação.
Que não derramar sangue torna todos mais felizes
e que se faz revolução sem que haja algumas perdas...

A gente pode dizer, se equivocando
– ou não –
Que o narcotráfico está sendo mesmo derrotado.
Que as garras das máfias não se apossaram do Estado.
Que somente a educação vence a injustiça social
e que é mesmo construtivo o que chamamos de mídia...

A gente pode persistir se iludindo
– ou não –
Que se deve acatar a ‘banda podre’ da polícia.
Que a morte não é cura exata para os crimes políticos.
Que humanismo recupera estuprador e assassino
e que nossa covardia nos faz um povo especial...

A gente pode ir avante se enganando
– ou não –
Que basta fechar os olhos ao que sofre o vizinho.
Que o povo não pode assumir o controle de um país.
Que se pode viver bem negando a guerra civil
e que ninguém quer ver cortado esse mal pela raiz.

A gente pode até deixar que as elites roubem tudo.
A gente pode ser passivo e até mentir que é cristão.
A gente pode até viver em um nível subumano,
ou não.
Mas até quando?!
.
.
.

O MENINO DE BEIRUTE
[André L. Soares]
.
Embora tivesse escolhido a felicidade
a julgar pelos prédios em ruínas,
a felicidade não o escolheu.
Ainda assustado, guardou no bolso
– junto a um retrato dos pais –
três rubras gotas de ódio e saiu.
Queria sorrir para o mundo...
em resposta, as ruas sujas gargalhavam
um sarcasmo seco, de fuzil.
Em dia claro, choviam estilhaços.
Nos seus braços uma ferida sangrava
e ele em total torpor
[historicamente anestesiado...
coração nasce blindado,
onde não há amor?].

Entre a poeira cinza dos escombros
a infância resiste e ele se ilude
num jogo de bolas de gude, distante dos bombardeios.
A paz agora é uma moribunda sombra,
que se alimenta do prometido cessar-fogo.
[Rápido rasgo de esperança
que se curva às tradições e aos interesses...
e haja paixões, pra manter viva essa loucura].

De novo correndo entre os corpos
sonha o dia em que possa descansar,
sem temer – na esquina – um inimigo,
usar roupas limpas aos domingos,
falar de coisas lindas,... ver o luar...

Ele não vai hoje à escola...
[arremedo queimado de salas de aula]
porque seus professores
trocaram os livros pelas armas.
Hoje ele não vai à escola...
mas traz marcadas em sua pele
todas as mais duras lições.
Ele hoje não vai à escola...
dez anos de uma vida infeliz
e uma promessa de vingança
como sagrada cicatriz.
.
.
.

biografia:
Andre Luis Soares

Nascido em 1964, em Brasília, fui criado no Rio de Janeiro, na bela Copacabana. Voltei para Brasília na adolescência, onde estudei. Após passar pelas faculdades de Pedagogia e Administração, graduei-me em Ciências Econômicas pela Universidade Católica de Brasília. Abri empresa própria em 1993, no ramo de consultoria. Atualmente trabalho como consultor independente. Como escritor amador, escrevi mais de 1.500 poemas, além de algumas prosas, contos e 4 pequenas peças de teatro, sendo que uma delas foi montada e obteve relativo sucesso em Brasília. Ainda no campo da literatura, tenho desenvolvido trabalho de conscientização junto aos escritores amadores brasileiros, no sentido de combater o plágio.

direitos.autorais2006@gmail.com

 

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