s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Juliana Laterza
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
laterza01@gmail.com
Biografia

Juliana Laterza

Juliana Laterza, 32 anos. Poetiza, compositora, massoterapeuta e espiritualista. Formou-se em letras e foi professora em escolas públicas. Atualmente é integrante da dupla musical e poética “Menina Terra”, trabalho autoral, essencialmente ligado à Natureza e ao despertar.  Atua também como terapeuta e arte educadora em oficinas que buscam integrar o ser e a natureza no grupo de artes e terapias holísticas “Semente Viva”, o qual é co-criadora.

 

Espaço e Silêncio

 

Era madrugada. Parou para ouvir: o corpo tocava.

Ansiosamente, tocava...

Era mais bela que todas as serenatas: o silêncio revelando um corpo que tem som próprio! Mais belo era o Silêncio que, depois do corpo, crescia e vivificava todas as outras existências – até o móvel de madeira era escandaloso dentro dele.

As imagens eram abundâncias sonoras. Pensar, naquele instante, era um crime que ecoava manchas na vastidão... Mas,  lhe valia o peso das palavras, pela importância do registro de tão raro e precioso episódio.

Era saudosa já a musica dos corpos.

 

( A matéria é uma “criança carente” berrando atenção  o tempo todo .

Toda imagem  preenche e espreme o espaço  que vai se comprimindo  nos ocultos vãos dos traçados deste “submundo  inventivo” – a mente) .

Todo objeto preenchia e espremia a casa, da mesma forma a comprimir a necessidade do vazio.

Voltava para dentro.

Agora o ritmo já era outro, um pouco mais piano.

Tudo que estava perdido poderia achar.

O silêncio arranca como uma raiz que quebra asfalto.

É violentamente suave e gentil (além daquela necessidade que em algum momento havia se comprimido) .

A busca pelo espaço é sua natureza, porque a vida quer se criar, simplesmente... E o pulso do todo acontece aí, nos braços de mãe do Silêncio, regente maior...

Era onde ouvia também seu coração.

Muitas formas de sementes...

Muitas maneiras de guardar o universo inteiro e os multiversos todos ainda.

Ficava ali, no meio da oportunidade, admirando o micro.  Na verdade, estava dentro do micro e admirava o que lhe era possível perceber pelas brechas de seus limites.

 Olhar uma semente era enxergar o universo... Uma semente de mamão papaia doce... Uma estrela cheia delas...

Uma apenas, e o infinito... Pra quem planta.

Também o ponto final, mas só pra quem lê o depois.

Espaço e Silêncio chegavam e era a Vida.

 

Parida

 

Chegava grande na beleza do giro
Entrava na existência sem corpo
Parida de uma jornada inteira
Parida de si mesma
Naquele esforço de não ser aqui
(A mãe também morre da mulher
que jamais voltará a ver
Seu bebê, que não é ela,
é tudo que ela sabe ser)
Do que pariu , despediu
Depois de deixar-se nele
Deu-se a luz também dividida
Em perpétua humanidade
E eterna individua
Aqui na Terra,  raízes
Lá no azul, folhas
Verdes frutos no ar

 

Acontecimentos

 

semente
rachadura
folha
partitura
tronco
armadura
fruta
dentadura
semente
constelação

 

 

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s