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Maria Elisa Ribeiro
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
lisitarodrigues@gmail.com
Biografia

Maria Elisa Ribeiro

Maria Elisa Ribeiro nasceu no Concelho de Anadia, coração da Região Bairradina.

Licenciada com o Curso da Escola Superior de Educação de Coimbra e também com o Curso de Estudos Portugueses pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, foi docente de Português e Literaturas até 2008, ano em que se aposentou.

Foi Directora do Jornal “Mealhada Moderna” e colaborou durante vários anos com o “Jornal de Mealhada”.

Dedicou-se mais à Poesia, quando se sentiu livre de horários, que muito dificultam a vida de um Poeta.

Fez parte de várias Colectâneas de Poesia, a saber: volumes I e II  de “Palavras de Cristal”, da Editora  Modocromia Editores; volumes I e II “ Fora das gavetas”, da Editora  Pastelaria Stúdios Editora; entrou na colectânea “Participando”, do autor mexicano Alfredo Asíz (publicada exclusivamente no México).

Participou no “Poemário/2015” , de Pastelaria Stúdios Editora, tendo já enviado obra para a participação no “Poemário/2016”.

Tem dado a conhecer a sua obra através do blogue  http:// lusibero.blogspot.pt e de publicações frequentes no Facebook, quer na sua página, quer em Grupos de Poesia.

Tem um livro de poesia publicado por Pastelaria Stúdios Editora, com o título “O Céu deita-se no amanhecer das Palavras” (2014).

Maria Elisa Ribeiro

 

CONDICIONAL

 

.partiria nas asas das aves marinhas a visitar mundos floridos,

ondas alterosas,

montanhas tufosas e,

 de passagem,

cantaria pertinho dos teus sentidos , inebriantes aromas de flores…

 

.pintaria crepúsculos em versos dourados…

…telas coloridas de rubro vermelho, no trigal extenso de páginas vividas…

 

                                                .seria sedenta do magma de fogo

                                                e invadiria, sem qualquer pudor,

                                                 o segredo intenso  do teu ardor!

…………………………………………………………………………………………………………………………………………………

 

.fiapos de nuvens rompem os céus, prontas a desabar no rio de afectos

que nos  quer a abraçar.

.deambulo, cansada, pelas tuas mãos…

.afago-te o desejo, no calor das veias…

.envolvo-me em névoas, por caminhos vãos

onde as hortênsias estão cheias de ideias…

 

.o  sol da seara prometeu dizer-me,

ao longo do dia de agreste calor,

o  ponto de encontro entre o céu e a terra

onde, furtivo, repousa o viver.

 

(O restolho dos tempos gravou nas folhas o meu poema condicional-presente!)

 

. palavras-sós das invernais noites entram, solenes, em brisas permanentes!

.levo-as comigo para o teu beiral que, terno, me acolhe no vendaval!

 

………………………………………………………………………………………………………………………………………………..

 

.meu presente é feito de ti,

 boca do fogo

que sabe a vulcão do fim do mundo…

 

.meu condicional deixa de ser e cede lugar ao nosso querer…

 

 

.abandono-me nas mãos do presente-a-ser

em névoas floridas , vivas e altivas, prontas a viver! 

 

 

URGÊNCIA

 

Abraça-me…

…assim…

…com a tua ternura-esquecida-dentro-de-mim…

 

Abraça-me… assim…

com tuas mãos a prenderem-me ao silêncio

dos teus braços…

 

Afaga-me a face, com o vento

dos teus lábios

quentes e húmidos

como ar que vem do mar dos desertos,

e se insinua na magia dos nossos momentos secretos…

 

Sente-me o sangue quente

a fluir livre, pelas veias,

e a toldar-me  as ideias

com fome da tua verdade…

Verás que, debaixo da minha terra,

há palavras que escondem um mistério

que as águas procuram, enquanto vão murmurando

ao caírem pela serra,

no leito-poema que vou escrevendo-de-Nós.

 

Dá-me as mãos…deixa que te corram entre os dedos

a descobrir a força dos meus segredos…

e saberás, que até as árvores são mulheres-flores

sob a brisa sensual dos ventos que afloram

os seus poemas, íntimos e demolidores.

 

Amo as palavras que não dizes…

as que te saem dos olhos a cintilar luzes

brilhantes e felizes…

as que me dão à face o rubor especial

que tu vives…

…divinal…

 

Abraça-me , agora…

fá-lo até ao fim do mundo desta Hora,

que acordará,

lentamente,

do meu  peito para o meu ventre…

 

CÂNTICO-DE-SER-ROSA

 

…e as tuas palavras onomatopaicas desfilavam, suaves, por cima do meu corpo, no meu rosto… por dentro dos ombros…

…entravam-me na boca pelo beijo que me davas…

…entravam-me nos ouvidos pela música sibilante, da hora de mil desejos…

Insinuantes de perfumes e aromas, sentavam-se-me no nariz…escorriam pelo pescoço…

…tuas mãos, sem saberem por onde andar, desenhavam-me os contornos do rosto sem precisarem de luz, de raios de luar-crescente, de estrelas a brilhar ou de qualquer outra fonte de calor…

…e a buganvília estremeceu de alegria…compôs as mil flores do seu vestido, e quis ser inspiração da rota que percorrias pelo meu corpo, ao tentar implantar-se na eternidade do sufoco da oscilação do MEU momento…

 

---onomatopaicos, são todos os sons que o mundo ouviu

no auge confuso da dádiva-em-silêncio,

num imenso recanto de flores de cetim

onde as rosas continham a respiração-de- mim,

 rubro carmim do que sou, enfim…

 

Tudo foi ,em tempos,

________ um grito de canções intensas que desapareceram

______ ao surgir um novo Cântico-dos Cânticos.

Resta, na minha face, o registo das tuas mãos macias,

_________impresso em afagos trocados naquela eternidade

 _____________que teve o seu fim, na hora de uma certa verdade.

 

 

Maria Elisa Ribeiro

Portugal

 

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