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Lzaro Mariano Alves
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
lazaro_mariano@hotmail.com
Biografia

A DÚVIDA

A dúvida tira o vigor da luta,
queima e traga a labuta.
Vem, molha e volta enxuta.
Quem a tem não pensa, reluta.

A dádiva tara a vaga da lata.
Lá, quara e traz o lábaro.
Vai malha e valsa chata.
Cá, não está, não passa, relata.

A devedora teve a ver com lei.
Ele requereu e treplicou a legenda.
Veredicto, melhorou e verificou.
Terei escolha em esperar?

A diva tivera e viera dali.
Lia quimeras e latim de libélula.
Via, mirava e a virgindade intacta.
Tirava, instigava em células.

Oh dor de moléstia morosa!
O elo ancorou no troglodita.
Voraz molhou o orgasmo e operou.
Tarou, olhou em ósculos.

A dúvida tira o vigor da luta,
queima e traga a labuta.
Vem, molha e volta enxuta.
Quem a tem não pensa, reluta.

HOJE

Hoje reluz digno, indigno.
Hoje arde um sereno.
Hoje pinta uma tela.
Hoje descobre a singela.

É hoje!

Mas não é de hoje!

O GIZ

Apanham-se as pedras,
com bombas.
Dinamites nas montanhas.
Explodem nas caçambas.
Rolam cacos, pedaços, fagulhas,
galhos, folhas, as cascas das árvores.
Caem as pedras, aos montes, umas sobre as outras.
Uma a uma...
Colhem-se as pedras, queimando-as.
Em branco-gelo, transformam-se as pedras.
Molham-se, uma a uma, sobre as outras e,
elas, as pedras, queimam-se e choram,
porque haveriam de gozar de um lugar
puro, tranqüilo...
Quando têm que se transformar em giz.
Para, também, transformar
a cabeça dos homens
em cacos, pedaços, fagulhas...
Em salvadores da humanidade.
Em heróis!






Biografia:
1968 – Nasce em Piumhi MG na tapera do Morro do Boi Marruás, o parteiro foi o próprio pai, cantador e violeiro.
1972 – Com três anos de idade perde sua referência paterna com apenas 39 anos por doença de chagas.
1973 – Ganha um cavaquinho Tranqüilo Gianinni de seu irmão João e passa receber as primeiras instruções no instrumento todas as tardes, desde então, através de seu irmão Marciano, violão caipira solo e cantador. Nesta época já participava dos bailes na roça acompanhando a dupla dos irmãos Marciano e Zé Agostinho, este na base do violão caipira.
1974 – Tem seu primeiro contato com a escola formal onde sua cultura comunitária e o saber popular não tiveram valor algum. Nunca executou instrumento, a cantoria e sequer participou de qualquer criação nesta escola, apenas repetia versos previamente determinados pelos professores da época em datas comemorativas.
1975 – Faz sua primeira apresentação para um público de 1000 pessoas por ocasião de um comício político, nesta época já tocava os primeiros acordes no violão caipira e por falta de um cavaquinho teve que fazê-lo por insistência do irmão João e sua mãe.

1978 – Completa o curso primário naquela escola excludente e ingressa na Primeira Folia de Reis de Piumhi, coordenada pelo admirador e mestre Catute.
1979 – Começa o ensino regular em um dos dois únicos colégios da cidade, razão de um choque cultural. Todavia, por influência de sua madrinha e professora de matemática participa do primeiro Festival Estudantil – PROSCER na Escola Estadual Professor João Menezes e ganha o concurso em 2º lugar com a música “Menino da Porteira” de “Teddy Vieira” perdendo o primeiro lugar para o garoto de mesma idade, “José Eustáquio Caetano” com a música “Mágoa de Boiadeiro” de “Índio Vago e Nonô Basílio”.
1980 – Participa como sócio fundador da “Conferência São Sebastião em Piumhi MG” e passa a coordenar o coral de um grupo de crianças na cidade.
1981 – Conhece um grupo de músicos do Paraná por ocasião da participação na lavoura de café que os mesmos formariam na fazendo do Italiano Astor Baggio, participante assíduo nas rodas de violas realizadas no terreiro de café.

1982 – Conclui o ensino regular e participa do Segundo Festival Estudantil na Escola Estadual Professor João Menezes ganhando o concurso em 2º lugar, sendo que o 1º lugar ficaria com um coral da Igreja Presbiteriana da cidade coordenado pelo garoto Sandro Almada.
1983 – Como os colégios estaduais cobravam mensalidade, ao ingressar no 2º grau foi obrigado a estudar na escola noturna e adquirir trabalho fixo. Esporadicamente executava seu violão para alguns amigos sem a aprovação da administração do colégio, todavia, em companhia da dupla de irmãos “Marciano e Zé Agostinho”, seus instrumentos fazia a festa no centro da cidade no “Restaurante Gato Preto” e na “Barraca do Aleijadinho”.
1984 – Participa de apresentações em escolas de cidades vizinhas de Piumhi, como Vargem Bonita, São Roque de Minas, Doresópolis, Capitólio, Pratápolis, Itaú de Minas, São Sebastião do Paraíso e arraiais como Sobradinho, Mata da Lagoa, Lagoa dos Martins dentre vários outros.
1985 – Conclui o 2º grau, muda-se para São Roque de Minas e participa da formação do coral da Igreja com 25 integrantes e da fundação da Primeira Conferência SSVP nesta mesma cidade. Executava o violão e compunha os duetos com “Zé Pretinho” e “Neilson”. Nesta época executa a trilha sonora de um casamento na cidade, apenas com voz e violão.
1986 – Começa seu 3º Grau cursando licenciatura em Ciências-Matemática na FAFIPA – Passos, ingressa em uma banda de “Pop Rock” coordenada pelo músico “Moisés” executando “guitarra base”, em S.Roque de Minas. Algumas apresentações foram feitas no restaurante do próprio Moisés todos os finais de semana.
1987 – A banda acabou e dela formou-se a dupla “Neilson e Edinho” também de São Roque de Minas. Volta para Piumhi e ingressa no “Banco Bradesco”, começa a participar de outro meio social e vira atração nos bares da cidade, como “Pit Stop Bar”, “Bar do Cabelão”, “Caçulinha’s Bar”, “Stallo”, dentre outros. Ingressa no coral da “Igreja Nossa Senhora do Livramento” em Piumhi através do convite de “Padre Antônio”.
1988 – Participa do Primeiro Festival de Música Sertaneja em Piumhi MG levando os troféus de 2º lugar de música inédita e 3º lugar na interpretação com o músico “Ary Almada”. Conclui o curso de licenciatura curta em Ciências-Matemática.
1989 –Conclui sua Licenciatura Plena e é contratado como Professor na “Escola Estadual Santa Terezinha” em Doresópolis MG. O violão passa a ser seu material de trabalho.
1990 – Como padrinho de sua primeira turma de formando de 2º grau é convidado a fazer a parte musical da formatura. Participa do 2º Festival de Música Sertaneja em Capitólio e fica com o 4º lugar com a música “Varandas” de “Almir Sater.
1991 – Participa novamente do 2º Festival de Música Sertaneja em Piumhi e fica com o 3º lugar em interpretação e música inédita.
1992 – Muda-se para Guapé Mg e passa a lecionar nas escolas da região. Conhece a dupla “Deilson e Donato” e participa de algumas apresentações, inclusive da composição do enredo do carnaval da cidade naquele ano.
1993 - Muda-se para Belo Horizonte em busca novas oportunidades e esporadicamente participa de alguns eventos nas cidades de origem como vários casamentos, outros festivais e eventos escolares.
1994 – Muda-se para Betim MG onde toma posse no concurso como professor de Matemática nas Escolas Municipais e o inseparável violão lhe acompanha nas formaturas, festas juninas , eventos escolares e na própria sala de aula. Conhece a musa de suas composições, Andréa Aurea.
1996 – Tem sua primeira turma de “Jovens e Adultos” em Betim onde insere a música no Projeto Político Pedagógico da Escola Maria Mourici por solicitação do exímio professor “José Diassis Almeida”. Compõe a música do \\"Curso de Educação de Jovens e Adultos- Suplência\\", Escola Municipal Maria Mourici - SEMED Betim MG, com o título: \\"Ai de nós educadores se deixarmos de sonhar sonhos possíveis\\". Este título em homenagem a Paulo Freire, educador com reconhecimento internacional, mentor do movimento e autor do texto título e refrão da música executada em todos os encontros e culminância de projetos pedagógicos.
1997 – Conhece o rigor da cidade de São Paulo na esperança de mudar de ares e assumir o TRF (Tribunal Regional Federal), mas já se via impregnado da hospitalidade Betinense e dos grandes educadores que o circundavam, todos movidos pelos conceitos de Paulo Freire. Ainda havia a liberdade de poder expressar sua música nos encontros pedagógicos.
2005 – Grava seu primeiro CD “Identidade Caipira”, pela Lei de Incentivo Noemi Gontijo, em Betim MG, com sua produção, do “Violeiro Chico Lobo” e participação especial de “Rubinho do Vale”. Participa de 3 apresentações no “Programa Viola Brasil” do “Violeiro Chico Lobo”.
2008 – Publica seu primeiro livro “Canto da Terra”, pela Lei de Incentivo Noemi Gontijo de Betim e participa dos Programas “Viação Cipó” (TV Alterosa), “Rancho Arte e Pesca” (TV Betim). Participa do Festival de Violeiros de Piacatuba- Categoria de profissionais e perde o 3º lugar para o Violeiro Bilora, do Vale do Mucuri. Em se tratando do exímio violeiro Bilora, se contenta com o 4º lugar no Festival.
2009 – Ingressa na FUNARBE (Fundação Artístico Cultural de Betim) compondo o Departamento de Planejamento e Pesquisas e participa do projeto \\"Cadernos de Memória\\" efetuado na Regional Vianópolis em Betim a respeito da música caipira na região, onde conhece vários dos violeiros que compõe seus projetos.


2010 - É idealizador do 1º Festival de Violeiros de Betim e do “Projeto Quintais – Encontro de Violeiros”, na FUNARBE e do \\"Projeto Discultura\\" com o apoio da mesma instituição.


2011 – Está produzindo o CD “Modulando a Viola” do violeiro instrumentista “Jorge da Viola”. Em 09 de abril participa com os violeiros de Betim do \\"3º Encontro de Gerações - Encontro de Violeiros\\" em Piumhi, Minas Gerais, a convite da Rádio Onda Oeste.


 

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