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Euripedes Barbosa Ribeiro
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
ZUMBI VIVE

Ouviram dos palmares o herico brado
Nas senzalas retumbante ecoado
E o sol da liberdade que viria
Ainda que tardia
Brilhou no cu da Patria
Num instante daquele dia!

O penhor dessa igualdade
Ainda que at hoje
Seja um tanto desigual
Conseguistes conquistar com braos fortes
Em teu seio
A liberdade nasceu
Cresceu e foi forjada
A ferro e fogo no peito dos homens
Que em seu nome desafiaram
A prpria morte
Por aquele sonho intenso
Vvido como um raio!

E o eco do teu grito de guerra ainda zumbe
Em nossos ouvidos
E para sempre ser ouvido
Enquanto um homem ou um povo
Clamar por liberdade!

* * *

JOO CANDIDO - O ALMIRANTE NEGRO

Pior que a morte o aoite
s claras durante o dia
Ou no negrume da noite
O lanho da chibata di na alma
E alimenta a chama da revolta
De quem apanha e de quem assiste
Em volta!

No um escravo
No um feitor
Os protagonistas desse ato infame
So um marinheiro
E seu superior
No gua o que lava
A madeira do convs
Mas o sangue
A vergonha
A dor!

Eis que se levanta o Almirante Negro
O novo Zumbi do Quilombo da Guanabara
O mestre sala dos sete mares
Mostra a cara!

Nunca mais chibata
Nunca mais servido
Proclama aos revoltados
O Almirante Joo
E d o seu ultimato
Como comandante de fato
Ao governo de planto
Que recua amedrontado
Sob a mira de um canho!

Castigos corporais
Na Marinha
Nunca mais
Decretou-se a abolio
Que veio com a anistia
E a traio!

E agora Joo?
Restou-lhe o esquecimento
Na cela de uma priso
Destino de quem escapou
Dos dentes de um tubaro!

Eu vos sado Joo
Tardiamente reconhecido
Como ilustre cidado
Vivas ao negro Almirante
Da liberdade um gigante
Orgulho desta nao!

* * *

CARTA DE ALFORRIA

Rompeu-se aquele elo que me mantinha preso
Com ele foi-se o encanto, o toque de magia
E a aura de seduo que me deixava aceso
Deu-me ao consumir-se a carta de alforria.

Liberto o corao a alma ainda pena
A espera que o tempo traga o esquecimento
Quando as lembranas sairem de cena
E ela possa abrir-se em novo movimento.

Bem sei impossvel no guardar saudade
Se os sonhos se desfazem ficam os momentos
To plenos de ternura e de felicidade
Marcados feito tatuagem no meu pensamento.

A hora de adeus, diz um corao sensato
tempo de partir, sem alarde e sem demora
Permitir que os sonhos ensaiem um novo ato
Em que o amor no seja usado e aps jogado fora!

Euripedes Barbosa Ribeiro
Membro da Academia de Cultura da Bahia

biografia:

Euripedes Barbosa Ribeiro
militar reformado da Marinha, nasceu em 27 de fevereiro de 1950, na antiga cidade de Pilo Arcado-BA. Viveu a sua infncia, adolescncia e at os dezenove anos entre as cidades de Pirapora e Buritizeiro, em Minas Gerais, poca em que foi iniciado nas letras, escrevendo e promovendo a literatura nos recitais do Grmio Estudantil que presidiu e participando, como compositor, de festivais de musica estudantis. Formado em Pedagogia, habilitado em Magistrio e Administrao Escolar, Eurpedes foi instrutor e supervisor da Escola de Eletricidade e Eletrnica da Marinha. Residindo atualmente em Camaari, regio metropolitana de Salvador, Euripedes escreve e publica seus textos no site Recanto das Letras [http://recantodasletras.uol.com.br/autores/euripedes]e [
http://www.euripedesbr.prosaeverso.net], alm de jornais online como O Globo e sites e blogs de literatura. autor de AMORES DISPERSOS E OUTROS VERSOS e coautor da 'Antologia Amor em Verso e Prosa', Volumes I e II e da Antologia de contos 'Um dia de Esperana', do Projeto Alma Brasileira. autor filiado Cmara Baiana do Livro e membro da Academia de Cultura da Bahia. casado, pai de quatro filhos e av de dois netos e uma neta. Gosta de pesca, musica universal, cinema, literatura e viagens.

ribeiro.euripedes@ig.com.br

 

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