s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Lilian De Souza Farias
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
O MENINO DO CORVO AZUL
[PARTE I]

Ele corria sentindo a palpitao acelerada do corao, ele corria ofegante e com cabelos esvoaantes, a areia beira-mar bailava ao vento diante de cada cavalada de seus ps!
Tinha medo de olhar para trs e, no olhava!
Ofegava!
Os sons eram confusos... Atemorizado corria, sem rumo certeiro, sentindo vento e areia na epiderme, dividia a batida do corao com o lamentar dos pssaros, at que a curiosidade tomou-lhe de mpeto.

'Os equvocos esto perdidos
E se esto perdidos
por que saram de lugar!'

Para Benjamin o destino seria cruel ou piedoso? Seu palpitante corao no o ajudava! A simplicidade da chance da curiosidade latente firmou na dureza de seus lbios rgidos do frio, os olhos arregalados de feio carinhosa embriagada com o susto analisaram aquele ser...
A eternidade andava por entre os dois, apreciava tpida e arrogante, ergueu os braos, em sintonia com excelncia temporal, mostrou-se afvel ao encontro, transformou o imutvel tempo geogrfico em profunda vagareza apaixonante!
Imvel, ele parecia saber de tudo, foi lanado ao destino aquele encontro, carregados impiedosamente um ao outro. Na ponta dos ps aproximou-se, deixando a luz cobri seu corpo o brilho reluzia em simplicidade e beleza mvel.
O menino de boca aberta deu um passo adiante, sem entender exatamente o que acontecia ali, esticou as minsculas e frgeis mos, sabe-se l o que encontrar!

'O novo a espinha dorsal do medo
O novo o caminho da ignorncia
O novo a ignorncia ao avesso!'

Ainda tentou fugir, mas depois do primeiro passo o retorno uma condio invivel, ento, logo desistiu da idia descabida. Explodindo de vontade quem foge? Benjamin, apesar de assustado consistia em uma importante chuva rtmica de slida audcia.
[Lilian Farias]
O menino do corvo azul

[PARTE II]

O silncio, onipotente, era mais que a ltima ptala da primavera. Tornando o futuro quieto e invisvel. O corvo tinha autoridade sobre a vida, mas no qualquer vida, Benjamim seria a razo proposital. Alheios a tudo e, com suas prprias formas, pareciam espelhos, os olhos falavam por eles, dentro de cada um pairava uma solido triste e vazia, panorama orgstico de conflitos existencialistas. O corao abdicou da voluptuosa sonoridade rtmica.

'A calma conscincia oblqua
Conscincia o oxignio
Oxignio a cor da vida!'

Benjamim via, naqueles olhos, uma criana, mas ele sabia que era um Corvo. Sua mente dilacerava com a interrogativa, nunca tinha visto um Corvo Azul no mundo, nem nos livros mais mirabolantes! Logo o prenuncio da ao primognita: o corvo abriu suas longas e azuis asas brilhantes, selecionou um vo e atacou o cu, rasgando-o em beleza!

'Beleza smbolo
Smbolos so exemplos
Exemplo magia!'

Como o poeta pode descrever tal momento? Se nem o prprio Benjamim o poderia! Pensou que era isso que ele queria ser quando crescer: Um Corvo! E de preferncia azul! Queria voar! Impvido corria, mas sem a fria de outrora, corria flutuante, os braos elevados ao cu, descobriam o desejo da mente. E o menino esqueceu o que fizera chegar to desesperado at ali! O corao do pequeno estava curado... As mazelas humanas foram apagadas!

Na cidade, no Bairro, na Rua e at na Casa, ningum se deu por falta de Benjamim, na sua ultima tarde naquele mbito, andava de bicicleta. A solido era companheira constante, o esforo de maltrat-la era intil! As tentativas formavam fria de olhares repressores... Risos amargos... Janelas de sonhos no vividos! Desejo imperativo de ser exilado! Mas o cu era distante demais. At que o pequeno menino pisou no escuro, cuspiu no fogo, matou a morte!

'O medo nos acompanha
O medo fronteira
Fronteira entre: liberdade e opresso!'

Assombrado com um carro que passou por sua bicicleta correu at a praia! Encontrou o Corvo! A Sorte lhe foi generosa!

E enquanto beirava juntamente com o primeiro e novo amigo se imaginava igual. A atmosfera elegantemente regulava a brincadeira, a lentido soltou a flecha da eternidade e soprou junto aquela alma ferida ptalas misteriosas de liberdade. To grande a arte potica do cenrio que a mo da eternidade resolveu decifr-lo: as penas azuis do Corvo brilharam tanto que cegou o menino, que ao nada ver, sorriu, ao abrir os olhos voava. Voava como um lindo Corvo Azul. Na cidade todos corriam para ver aqueles pssaros raros... Benjamim no via mais o Corvo e sim outro menino ao seu lado, desfrutando as extremidades! Ele sabia a outra histria, mas para que falar disso?

DOIDA DESVAIRADA

Doida?
Doida te rasgar com meus dentes!
- Maria cad voc?
Provavelmente Joo Tavares Neto e Filho no quer ficar comigo!
A gua lmpida do mar est doce como mel...
Quer um pouco?
Rasguei a bebida do armrio...
Comi o retrato de Jos...
Corri por entre as guas...
Segui o devaneio
A borboleta cuspiu o par de brincos que te dei!
- Maria cad voc?
Doida?
- Doida te rasgar com meus dentes!
O mundo que te pariu!
Queria ser louca...
S assim poderia ser feliz!
Doida?
Doida te rasgar com meus dentes!
- Maria cad voc?
Me deixe com minha identidade!
O mundo que te pariu!
A caixa caiu...
O peixe correu...
A cama saiu...
O Cara morreu!
'- E agora Jose?!'
- Quem disse isso?
- Maria cad voc?
Doida?
- Doida te rasgar com meus dentes!

Lilian farias

biografia:
LILIAN DE SOUZA FARIAS


GRADUADA EM LETRAS - PORTUGUS PELA UPE- UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO. POETA DE CORAO, EDUCADORA DE PROFISSO.

lilianfarias_educadora@hotmail.com

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s