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Jos Gonzaga de Souza
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

PALAVRAS
J. Gonzaga

Os bons poetas fazem rimas belas
De cravos perfumados, flores amarelas,
De jardins floridos, de pássaros, de amor,
Mas nunca se lembraram de extrair assunto
De cogumelos, cravos de defuntos
De sensações ruins, de morte, de dor.

Não sou poeta que só vê beleza
Numa flor, num pássaro, na sutileza
De uma pérola em volta de cordões.
Vejo também beleza no odor das fezes
Na carne putrefata, nos revezes de nossa vidas
De nossos corações.

Por isto hoje, aqui, vos apresento, tétricas verdades.

Só lamento que as achem plenas de idéias fúteis.
Mas se amarem as minhas poesias todos verão que no futuro
Um dia, elas não serão, de todo, inúteis.
Que me julguem louco
Pouco importa. Que todo lar cristão me feche à porta,
Ou tente, em vão, fechar a minha boca
Pois todas estas guerras, explosões, fome e miséria
Endurecem nossos corações,
É a humanidade inteira está ficando louca!
Não eu.

O PEQUENO JORNALEIRO
[De Gonzaga para o imortal Danilo Horta]

Lá vai passando, o pequeno jornaleiro
Trazendo no seu pregão o romper da aurora
Anunciando para o mundo inteiro
As noticias de quem ri e de quem chora.

Um operário esmagado pelo trem;
Criança que morre sem auxilio de ninguém;
Homem que rouba para manter o vicio;
Mulher que salta do alto, nesta floreta de edifícios;
O Papa excomunga - as Igrejas se dividem:
Leia na quarta pagina e não duvidem:
Mãe pariu trigêmeos num parto, sem nenhuma dor!

Agora, grita alto, quase berra,
Que muito além houve um tremor de terra!
Que matou gente e destruiu os lares,
Unindo em solidariedade os povos
Separando os mais unidos pares.
Vendendo notícias aos velhos e aos novos
Grite bem alto, um dia quem sabe
Sua voz atravesse todas as serras
Grite bem alto que não há mais guerras!
Grite que nasceu uma rosa
E que a paz chegou. A utopia acabou.

AGORA
J. Gonzaga

Quero agora, antes da hora chegar
Sair voando em pensamento e num raio
De um só momento, voltar no tempo
E bem lá do alto
Ver onde está o meu passado!

Descerei, então, com a velocidade do objeto
Que cai
Atravessando nuvens e tempo
Pousando em uma rua velha
Da minha cidade natal.

Todos me olharão com espanto
E me perguntarão:- O que procuras aqui?
Então eu responderei:- A minha infância,
Eu a deixei aqui
Em todos estes lugares!

Eu verei, tenho certeza que verei,
Zé correndo descalço
Na rua empoeirada, com minha calça bem curta
A camisa aberta ao peito
Qual uma bandeira de infância desfraldada,
Cheio de esperanças.

Haverá encontros com outras crianças
Sorridentes.
Uma brincadeira inocente, será a única exigência.

De segunda á sexta
Haverá escola;
Sábado, o jogo de bola;
Domingo, pela manhã a ida a igreja.
Depois, á tarde, o jogo de bola do Nacional;
Á noite, na praça de graça
Mil brincadeiras, em volta do coreto do jardim!

Vou ver caras quase esquecidas:
Vou ver o meu pastor, Padre Sudário com sua velha batina,
Zé Pão engraxando na esquina,
A Padaria do bom Sabioni,
A Barbearia do culto Totoni;
Ouvirei vozes chamando gentes por apelidos
Vito Caneta. Luiz Violão, Niltinho Careta
Zé Militão.

E, em poucos minutos,
Atravessarei toda a cidade
A estação, a rua nova,
A d\'água limpa, A rua do quebra
E da Tia Velha.
Verei o trem de ferro passando
Amassando trilhos velhos,com barulho estridente...

Tempo,
Volta, tempo!
Agora!
Eu quero ouvir vozes passadas
Meu Papai Perón anunciando
Na bigorna
A chegada de meus sonhos!...

Biografia
José Gonzaga de Souza
, há 71 anos em nosso planeta, é um bem sucedido Empresário, por incluir em sua obstinada austeridade as melhores qualidades presente na sua boa vocação humana de Escritor e Poeta.
Ele entre outras dezenas de Títulos, Medalhas e Troféus, se orgulha de já ter sido premiado como poeta, pelo Centro de Cultura Internacional Urupretano, da Cidade Patrimônio da Humanidade Ouro Preto/MG, sendo ainda o único estudante brasileiro que aos 19 anos recebeu em Juiz de Fora/MG o Medalhão Mariano Procópio em solenidade promovida pelo Ministério da Cultura das mãos do então Ministro Paschoal Carlos Magno, por relevante exemplo de prestação de serviços culturais, dado a juventude Brasileira, em 1958. Se orgulha muito mesmo de ser mais Poeta e Escritor, que empresário, já tendo escrito em muitos jornais e muros em vários Estado deste nosso Brasil, defendendo ideais nacionalistas. Seus feitos são elogiados e rotulados pela Revista Veja como um dos seis Heróis Anônimos da Filantropia Brasileira, reportando nas pagina 102 e 108 da Edição 1558, tudo sobre estes eleitos entre os que dirigem no Brasil, 220.000 ONGs e 14.000 entidades filantrópicas, o seguinte texto; \' São pessoas especiais que não medem esforço na hora de cuidar dos aflitos: pobres, doentes e crianças abandonadas\'. Todos que vivem a sua volta aplaudem as homenagens recebidas por ele, do Congresso Nacional em Brasília e as das Nações Unidas, por imprimir nas Comunidades Terapêuticas CRER-VIP, que preside a mais 20 anos, bem como preside também, a Fundação Rio Branco e a Filarmônica Rio Branco, com obstinação e amor, dedicado a recuperar milhares de crianças e jovens, vitimas do álcool e das drogas, que segundo a soma dos relatórios anualmente encaminhados ao Ministério da Justiça, ultrapassam a casa dos 55.000 atendimentos feitos em sua historia de transformar homens em Homens.
É Fundador da Academia de Letras e Artes Buziana e é o Presidente.

gonzaga@mar.com.br

 

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