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Lionizia Pereira Martins
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Gardnia

Dentre vrias criaturas,
apenas uma para ser eleita ideal.
Inodora, sozinha vivia sem ningum.
Gozava a vida com a sofreguido de mundo [vcuo.
Aviltante construa seu prprio crcere.
Uma independncia infame,
uma busca errnea de bom xito.
Contudo, a solido corroia teu peito.
Mas, tudo muda,
ao encontrar o benvolo sujeito ordinrio.
Indivduo comum. Sucinto.
Porm de parte incorprea e imortal alva como [o cirro.
Confuso, transformao:
novos valores, novas buscas.
Recm feitos valores de vida.
Resplandece um ser.
Ilumina a alma. Sublime criatura.
Tocada pelo Esprito Santo.
Modificada pelo Amor.
Fortalecida pela f - Gardnia.

* * * * *

Sentimentos

Sou a dor do nada
o pavor de querer bem
angstia da despedida
no medode ser [in]feliz.

Sou a fuga e o desespero
o temor e o pesadelo
antagonismo do enamorar
no embarao dos sentimentos.

Sou o jornal molhado
o receio de ser pisado
clera da notcia
na nsia de ser feliz.

* * * * * * * * * * *

CONTO:

A obra

Durante toda sua vida, desde seu nascimento, 67 anos atrs, viveu naquele lugar. Desmatou, desbravou, ajudou a construir a sede de alvenaria da Fazenda Grande e aos 21 anos abriu uma clareira na mata e foi tentar a vida sozinho. Derrubou parte da floresta e fez uma rocinha onde plantou: arroz, feijo, milho, mandioca e car para seu sustento, completando o roado com um plantio de fumo para futuro investimento.

Ao chegar noite recolhendo aos seus aposentos ouvia-se a floresta e as onas rondando o barroco de pau-a-pique coberto por folhas do coqueiro 'bacuri'. Tudo feito artesanalmente e por ele prprio. A iluminao era conseguida por uma candeia. O banho tomado na bica-d'gua, inverno ou vero - frio ou calor ... viveu assim durante seis anos.

Em passeio - coisa rara - visitou um tio que no via h tempos, conhecendo acol uma moa, prima distante - ficou enamorado dela. A cada dois meses aparecia, no era mais freqente seu chamego, pela distncia que os separavam e pela locomoo precria feita em um pangar. Era sol quente, chuva torrencial ou cherer e l estava ele no dia marcado para v-la. A coisa foi ficando sria o corao apertando - marcaram o casamento para o final do terceiro ano subseqente.

Precisava, agora, melhorar a aparncia e estrutura do local para receber sua futura esposa.

Trabalhou, lutou, serrou madeira e mais madeira, tudo cortado mo - lavrou os esteios, serrou os caibros e ripas e com a ajuda de um 'companheiro' ergueu o paiol - espao para guardar o mantimento - milho - dos porcos e das galinhas. As paredes foram fechadas com ripas da madeira de guariroba / nativas da regio.

Era chegado o momento de erigi um lar de alvenaria. Os tijolos e telhas, uma evoluo, vieram de grande distncia, transportadas em carros de bois. A areia utilizada foi carreada no mesmo meio de locomoo, s que de uma distncia menor. Foram meses de trabalho duro, at concluir todo o trajeto e as vrias viagens do andamento at o lar ficar pronto.

Finalmente a amada chega. So anos felizes de comunho conjugal. O Ser de Fora Suprema abenoa-os com trs seres, loirinhos de olhos cor do cu - uma ddiva. Esta a maravilha da vida, tudo construdo por voc, cada detalhe, cada canto tem sua mo, seu toque, seu suor, sua garra, seu sacrifcio, sua fora e sua vitalidade, toda uma vida.

Ter o prazer de ver seus netos, filhos do primognito, correndo pela pastagem, juntado o gado, levando-os para o curral, hoje muito moderno, tem at ordenhadeira, tanque de resfriamento para melhor conservar o leite, triturador estacionrio para moer a cana-de-acar, alimento das vacas nos meses de estiagens. Hoje, com a eletricidade, a vida no campo ficou muito mais fcil. Uma evoluo e tanto [e a que preo!?!], passo a passo conquistado diante de teus olhos.

As cercas do quintal, do mangueiro e dos currais, todas de ripas de aroeira talhadas mo com cunha de ferro, resistem ao tempo e parecem querer contar as histrias da crianada que muito sobre elas brincaram.

Do pomar, cada rvore plantada e regada, foi assistido seu crescimento, tendo cada membro da famlia uma experincia e lembranas diversas: o abacateiro, a laranjeira, aquele p de manga 'borbom' - suporte para o balano das crianas nos fins de tarde, a jabuticabeira que mais parecia um poleiro de tanta molecagem... sem mencionar seus frutos todos deliciosos e saborosos.

Lembranas, presenas, corpos... os netos acolhidos - no desfrutaram o necessrio e os vindouros de nada disso vo aproveitar, no conhecero a casa, as velhas histrias no podero acompanhar, no mais acol vero brincar, pois hoje encontra-se sem o direito de ali estar.

Teus sentimentos, suas vontades, sua histria, nada mais importa. A 'obra' vai cobrir tudo - e a que preo!?! - Vai cobrir at mesmo sua esperana de na terra se afixar.

* * * * * * * * *

Biografia
Lionizia Pereira Martins,

Localidade - Cass - Goias.
Graduada em Educao Artstica [Licenciatura e Bacharelado], com Especializao em Artes Plsticas, pela UFU/MG; Membro da Alesg-Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Gois. Poeta e contista premiada no I Concurso Nacional de Literatura de Cassu e tambm no segundo e no terceiro concursos. Tem poemas publicados em jornais e revistas no Estado de Gois.
Exposies: XVI Incontro Internazionale Artisti Brasiliani - Citta di Roma / Centro Darte La Bitta - set. 1998; Criarte uma confraternizao pela arte / Cmara Municipal de Uberlndia/MG dezembro 2000; Identidade Annima Identidade - Oficina Cultural de Uberlndia/MG-setembro 2002; XIV Semarcult - Semana Artstico Cultural de Cau/GO -Expoartes - outubro 2003; II Prmio J. Barbosa de Pintura - Medalha de Bronze - Santa helena de Gois - abril 2004; Brasilian Art Exhibition - Canning House Gallry/London- maio 2004; Exposio de Arte Brasileira UCCLA/Lisboa - maio 2004; Muestra de Arte Brasilea/Casa do Brasil/Madrid - maio 2004.

E-mail:
lionizia@yahoo.com.br

 

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