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Joelma Gonalves Rocha
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

O POETA É COMO UM LÁPIS...

O poeta lança uma rede
Cai aqui ora acolá
Matando a sede
O poeta alimenta
Dos frutos que Deus lhe deu
Frutos brancos, amarelos...
O poeta é um investigador
Sonda o mar...
Sonda os passos
Os abraços e o olhar
O poeta é um fingidor
Dor que deveras sente
Fluindo apenas de sua mente
O poeta é como o pente
Desliza os cabelos brancos
E deleita a vida ora perdida
O poeta é um eterno conquistador
Desvenda continentes
Lançando a rede
Matando a sede
Penetrando as terras, as serras...
O poeta é como um guia
Conduzindo mãos no infinito
Perpassando momentos
Talvez eternos lamentos
O poeta é como um lápis...
Que escreve, descreve e apaga
O poeta é um profeta
Que sente, fala e jamais se cala!

ERREI TENTANDO ACERTAR

Virei à página de minha vida
Continha um pouco de tudo
Escrevi dilemas
Eternos poemas
Descrevi alegrias
Dei ênfase à vida
Conquistei pessoas
Magoei minh\'alma
Eternizei sorrisos
Fiz a vida acontecer
O mundo girar
Ganhei um forte abraço
Eterno ele será
Aprendi a cativar
Sofri ao perder
Passei pela indiferença
Fiz o que podia
Conquistei a alegria
Aprendi a viver
Sofri ao perder
Senti saudades...
Deixei de chorar
Falei demais
Ouvi pouco
Presenciei partidas
Engoli solidão
Errei tentando acertar
Não fui compreendida
E páginas eu vou virar...

FILHO DAS PALAVRAS

A alma do poeta viaja sem parar
Em cada universo humano que o faz recordar
O poeta busca o entardecer em cada olhar que chora
E em versos descrever o instante de uma lágrima que foi embora
O poeta desvenda sentimentos, perpassando olhares.
Busca a essência que o faz ser poeta no clamor da multidão
Ele parece indecifrável como os mistérios que a terra tem
Ser poeta é viver, desvendar mundos que ora vai ora vem.
O ofício do poeta é mais que escrever
É transcrever, sondar olhares regados de ilusões!
Numa fusão eterna ficar preso a corações
Nem paradigmas e estigmas vencem o poeta
Pois seu ofício é uma arte que vem da alma
O poeta é filho das palavras que escreve
É amante das ilusões perdidas em pensamento
É cada ser ao ver o sol se pôr
É o amor semeado pelo tempo
É a saudade que corta sem se ver
É a dor e alegria em meio ao ato de descrever
É artesão que vive para tecer, tecer.
Ele é o barco que foi embora levando seu bem querer
Retrata solidão na magia de uma canção
É sua voz emudecida querendo dizer eu te amo
Ele é luz e a esperança que renasce vidas e vidas
O poeta é um imortal em tudo que faz
É protagonista, cantor, figurante e velejador!
Atua e viaja onde possa cantar o amor!!!

RETICÊNCIA

Em cada coração tem-se reticência
Visto que os humanos são frágeis
São seres que em muitas vezes escondem sentimentos
Por medo de perder acabam perdendo
Pela ânsia de querer ora querem demais ora nem tanto
E nas incertezas que brotam da alma
Deixa-se morada para a reticência
Motivo é o que não nos falta
Verdades é que na maioria das vezes não são ditas
Ficando o dito pelo não dito
Restando assim a reticência
Reticência é semelhante a um jogo
Que ora se ganha ora se perde
Porém no jogo do amor não há espaço para empate
Mas perdidos na imensidão do tempo
Encontramo-nos ora ou outra com a inevitável reticência
Que nos ronda a mente como um suave veneno de uma serpente
Revelando nossas fraquezas, medos e incertezas.
Revelações estas oriundas de nossas atitudes
Pois ao invés de lutarmos pelo que queremos
Preferimos nos camuflar e dar vida a reticência.

ESCREVENDO NA AREIA DA SAUDADE

Revivem-se sagrados instantes
Que jamais serão renovados
Ouvem-se canções e dedilhar de violões
Que o vento triste nunca levou
Que a poeira forte nunca apagou
Recordam-se grandes palavras
Que se perderam no imenso labirinto do tempo
Vivendo, voando, vagando, vacilando,
Vasculham velozmente as vozes dos violões
No vazio, valente, vasto e vão
Nos ventos vivos velhas vozes que se vão
Das mãos agora acorrentadas nesta prisão
Dois violões amigos entoam canções
De uma pureza fria, forte, fixada nas emoções
Relembro-me da tinta no tinteiro, do papel
Da existência de tantas canetas no mundo
Escrevendo na areia da saudade
O triste fim de lindas amizades
Talvez nunca existisse tinta de verdade
E o papel já extinguira da cidade
Talvez houvesse apenas uma caneta no mundo
E quem sabe esta estava presa no labirinto da alma
Da minha, da sua...
Revivo e relembro momentos...
Que parecem hoje ter sido apenas ilusão
Da tinta do tinteiro, do papel
Da última caneta do mundo que é minh\'alma
Escrevo nesta triste página da vida
Com as cores da verdade
Que de ti amiga sinto uma eterna saudade...


biografia:
Joelma Gonçalves Rocha

Mini-Currículo Literário da Autora

Joelma Gonçalves Rocha nasceu aos 14 dias do mês de Agosto de 1975, é natural de Santa Vitória - Minas Gerais. Quando criança mudou-se para Quirinópolis, onde passou a infância residindo no município. Já na mocidade mudou-se para a cidade. Estudou: em Escolas Rurais, na Escola Estadual Presidente Castelo Branco, Colégio Estadual Independência e formou-se em Letras no ano de 2003 pela Universidade Estadual de Goiás. Tendo participado, em 2007, do IV Concurso Literário revelações do III Milênio, na cidade de Caçu-GO, concorreu nas categorias Regional e Nacional, conseguindo ser agraciada com o 3º lugar na categoria Regional com o poema: Errei tentando acertar. Foi premiada pelo Diretório Acadêmico no Oscar Universitário do ano 2000 como melhor acadêmica do 1º ano de Letras e acadêmica revelação do curso regular de Letras da Universidade Estadual de Goiás - Unidade Universitária de Quirinópolis - Campus I. É membro-fundadora da ALESG - Academia de Letras do Extremo Sudoeste de Goiás. É extrovertida, seu hobby é tocar violão e escrever. Já escreveu um livro de poesia intitulado \'Sentimentos d\'Alma\' que ainda não foi editado.

joelmaap33@hotmail.com

 

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