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Joo Bosco de Oliveira
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Nuvens Errantes

Meu olhar navegante embota-se por um instante, a perder-se no imenso azul do céu, a bordo de sonhos infantes...

Contando as nuvens errantes, enquanto espero você, a fazer não sei bem o quê; presumo que seja importante.

O Inverno está prá findar, já há perfume de flores no ar, o Sol voltou a brilhar, reinando em cores vibrantes.

Então por que insistir, tão intempestivamente, em rumos tão conflitantes, trazendo prá nos ferir, acordes tão dissonantes?

Teus modos tão juvenis, teu riso de adolescente, vêm de encontro ao meu siso: sempre me roubam um sorriso, ainda que disfarçadamente.

Não dou o braço a torcer, mas é impossível esconder, que é tão ruim ficar sem te ver; pego-me insone, arredio, a agir impulsivamente.

De forma atabalhoada, fico de cara amarrada, sem tua presença sentir; és um perfume tão raro, tempestade de vento quente.

Porém, inexplicavelmente, trocas de humor de repente; deixas-me atarantado, amuado e impaciente; - por que diabos, mulher, mudas tão constantemente?

Ocultas teus sentimentos, em vestes de medos, tristeza e lamentos, escamoteias de nós, tão preciosos momentos com inconsistentes desculpas.

Enquanto a vida lá fora transcorre celeremente, ficamos girando no vácuo, machucando-nos mutuamente, crianças irresponsáveis, indecisas, irresolutas,

Driblando o inevitável; se o que mais queremos prá nós, é viver o amor no real, sem máscaras; pleno, total, nos bons momentos, nos maus, abstraído de culpas.

Podermos amar livremente, despidos de formalidades, deixarmos as meias verdades, guardadas definitivamente, e que venha o Amor por inteiro, guerreiro provado na luta.

Um amor que se quer verdadeiro não se deixa abater pelos obstáculos que se interpõem em seu caminho. Ao invés de esmorecer, busca fazer desses mesmos obstáculos, degraus para atingir o objetivo desejado.

Vale do Paraíba, tarde/noite da última Sexta-Feira de Agosto de 2009

João Bosco [Aprendiz de poeta]


Pince-nez fora de lugar

Imerso dentro de mim,
Impassível, seráfico.
Desavisado, pensando em você.
Pintando em versos candentes
Um quadro inútil, descrente,
Ultrapassado como um pince-nez.
Impassível, atávico Querubim
Demiurgo de céus-infernos na mente
Habitando mundos utópicos
Recheados de inúmeros porquês.
Alma glacial exposta aos trópicos
Acossada em batalhas de obviedades,
Engendrando sentir ao largo das mediocridades,
A evadir-se de rotineiro, pálido entardecer.
Embalada em showroom de feéricas futilidades,
Refugia-se em íngreme, terrífica e espinhosa trincheira:
Em meio ao palheiro, perdida na esquálida barafunda,
Escamoteada em sulanca de feira, ouropel que abunda,
Repousa agulha-verdade, primaz que se quer derradeira.

Não se escolhe ser introspectivo: nasce-se assim. Alinhavar prolixas frases para tentar explicar o que sente um introspectivo seria como um fórico enlace infrutífero entre a absurdidade e a perda de tempo.

Vale do Paraíba, tarde da primeira Segunda-Feira de Novembro de 2009

João Bosco [Aprendiz de poeta]

Negro Olhar

Queria tanto, mas tanto mesmo, dormir contigo. Dormir de verdade - dormir um sono abraçado.

Sonhar um daqueles sonhos sonhados, te ver dormindo ao meu lado e perceber que estou acordado.

Deixar minha perna enroscar em tua perna, dividir travesseiros, acordar com teu cheiro e me sentir premiado.

Tens outros presentes, mas teu olhar tão contente, para mim é o melhor. Acordo e te vejo: não é sonho – estás ao meu lado.

Ainda dormes: hesito em te acordar. Tem visita lá fora – é a luz cambiante da aurora que vem te saudar.

Minha mão em tua mão, e o resto de noite se confunde com o dia que ainda vai começar.

O que é ser feliz? Pergunto a mim mesmo. Não tenho a resposta, nem mesmo a quero buscar.

Mas estar com você, me faz tão sereno, é um sentimento tão pleno, que não deixa saudade. Só vale sorrir - não cabe chorar.

Passeamos ao sol como dois namorados, em meio aos ipês, às hortênsias e rosas – tudo é um imenso jardim.

Tu a tudo reparas, estás curiosa: a força das águas, o lírio com sede, o bambu tão viril, e o belo jasmim.

Mas em todas as flores; entre árvores tão multicores, é o teu negro olhar, luzindo feliz – que quero prá mim.

Saímos do ninho. É preciso voar. Existirão muitas noites como essa de agora, feitas só pra se amar.

Essas duas noites de sonho repletas de amor, tu deitada em meu ombro, um sono só nosso, sem querer acordar.

Que imagem mais doce, tão lânguida, tão frágil. Acarinho teus cabelos, observo tua boca. Mas são os teus negros olhos que quero beijar.

Nunca sei se consigo expressar numa poesia a intensidade do dormir junto com quem amamos, do encontro confuso de braços e pernas e da harmonia encontrada num respirar a dois. Só consigo dizer, e isto digo do mais fundo de minha alma, que é muito bom. Melhor dizendo: é bom demais!

Vale do Paraíba, madrugada da primeira Segunda-Feira de Fevereiro de 2009

João Bosco [Aprendiz de poeta]

Publicado no Recanto das Letras em 14/10/2009

Código de texto T186568


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Sonia Medeiros Imamur

Biografia:
João Bosco de Oliveira

Em 31 de Janeiro de 1951, datação convencionada e aceita no mundo ocidental, [e de forma totalmente arbitrária, diga-se de passagem, já que a origem desta famigerada datação está incorreta, ainda dando-se de barato que o evento realmente ocorreu] nascia na cidade de Tobias Barreto, estado de Sergipe, o cidadão a quem deram o nome de João Bosco de Oliveira [a mãe dele garante de pés juntos que não sabia que a dita data é dedicada ao santo católico de mesmo nome, e que a dita escolha havia sido uma espécie de premonição... [não riam, por favor, senão eu fico encabulado] coisas de gente nordestina mesmo, na qual nunca se sabe aonde termina a superstição e começa a fábula...!]. A referida cidade situa-se às margens do rio Real, marco de fronteira entre os estados da Bahia e o já citado Sergipe. De Real, nome cheio de pompa [coitado do Pompeu!], o dito rio só tem o nome; hoje não passa de um filete líquido arrastando-se penosamente pelas terras quentes do agreste sertanejo, parecendo mais um ingongo do que uma cobra, até desembocar no oceano Atlântico, [onde recupera alento ao contato com a revivescente água que tanta falta lhe faz em seu torturante percurso, qual moribundo retornando à vida já dada como finda] na localidade paradisíaca de Mangue Seco. O cidadão em questão, viveu por alí até meados de 1960, mudando-se com os avós maternos para as plagas mais amenas do Sul da Bahia, repositório do ouro verde - sua majestade, o cacau. Ali, tomou contato com a natureza luxuriante própria da região cacaueira [que tantos livros deu ao lume Jorge Amado e outros]. Rios caudalosos, árvores em abundância e uma fauna riquíssima - exatamente o oposto do Sertão natal, seco de corações e mentes que casam perfeitamente com a aridez da terra. Aridez esta magistralmente descrita por Euclides da Cunha em \'Os Sertões\'. O choque causado pelas diferenças, tanto de sotaques, como do restante já explanado, tornaram o nosso cidadão um ser predisposto ao encontro de coisas novas, tendo a liberdade como mote e bandeira principal.
Na contínua busca por novidades, deu o dito cujo com os costados na
cidade de São Paulo, por volta do ano de 1969, em plena vigência da não ainda digerida ditadura militar - de triste e infausta [infame também!] memória. Depois de alguns anos vivendo na capital paulista, o nosso pretendente a cidadão do mundo [o mundo, por enquanto resume-se ao Brasil] mudou-se para a cidade interiorana de São José dos Campos, SP [haja santo!] onde se encontra até a presente data.
É óbvio que vários e intrigantes acontecimentos [sucessos, como diria Miguel de Cervantes em seu Dom Quixote] ocorreram neste intervalo de tempo, o que só veio agregar mais facetas à já variegada personalidade do cidadão aqui apresentado. Achei de bom alvitre, apresentar aos demais membros da confraria[com todo o peso de irmanamento que a palavra carrega] os dados formadores da personalidade deste missivista.

Todo este caudal de acontecimentos, gerou a personalidade combativa nascida na região dos calumbizeiros dos quais usurpou o nickname [chique, esta era da internet!], acrescendo-o com o Dharma bhúdico [o cara quer mesmo ser diferente], este que agora a vós se apresenta.

Este é para todos, aos quais desejo o gozo de Paz Profunda que traz o desapego e a iluminação tão almejada, o meu cartão de apresentação.

joaoboscovero@hotmail.com

 

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