s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Jos Luiz da Luz
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
com.joseluiz@gmail.com
Biografia

José Luiz  da Luz

Escritor José Luiz da Luz: poeta, contista, romancista, trovador, autor infantojuvenil, cronista, etc... Membro de diversas academias literárias pelo Brasil.

José Luiz da Luz nasceu na cidade de Ipiranga Paraná, em 04 de setembro de 1964. Filho de um militar do exército brasileiro José Eleutério da Luz Filho e de Carmélia Zamilian da Luz. É descendente direto de italianos em linhagem materna.  Fez seus estudos regulares na cidade de Ponta Grossa Paraná e se profissionalizou na área de tecnologia de petróleo na cidade de São Mateus do Sul Paraná. É casado, desde 1998, com a artista plástica Jeanine Ianzen.

Seu fascínio pelos mistérios espirituais resultou numa profunda busca através de incursões em sociedades secretas, filosóficas e espirituais, o que influenciou profundamente no seu estilo. Aborda temas muitas vezes profundos, que levam o leitor a pensar.

Embora escreva desde a idade dos 14 anos, foi somente aos 21 que foi premiado com a publicação de uma obra, a poesia intitulada Intrínseco. Seu estilo rebuscado clássico remonta ao seu amor pelo colégio Regente Feijó de Ponta Grossa, uma construção marcada pelo estilo arquitetônico eclético com características do estilo clássico e da art noveau. Nas salas de aula se extasiava com os poemas do romantismo brasileiro.


Leia mais: http://joseluizdaluz.webnode.com.br/
Crie seu site grátis: http://www.webnode.com.br


Poema 1

 

 Enquanto houver um só gemido de dor,

 ecoando pelos ares,

 das entranhas dos lares,

 da vida em desamor.

 A paz será uma quimera inatingível;

 um cometa vagante;

 uma estrela distante,

 no universo intangível.

 

Enquanto vibrarem em peitos lamentos:

 de solidão, na liça,

 de aflição, na injustiça,

 na terra em sofrimentos.

 Reinará uma louca selva tenebrosa,

 de caça e caçador;

 fuga e perseguidor,

 na terra perigosa.

 

Enquanto a fome arrojar pelos caminhos:

as ruas, serão rios,

pelos ventres vazios,

à margem dos espinhos.

Vaga a civilização atada à cruz,

que na profundez chora,  

aflita a Deus implora,

uma réstia de Luz.

 

 

 

Poema 2

 

 

Depois da taça.

 Só depois de veres a taça transbordar,

dos suores da face, terás compreensão:

que dar as mãos nem sempre significa amar;

e presença nem sempre significa união.

Depois de muita vida em lições intensivas,

verás que amor não nasce com a dependência;

que não se prende uma alma com noites lascivas;

e flores dadas não transportam nossa essência.

Tua evolução dirá, e saberás que amar

não é prender, necessitar, nem possuir.

Que abraços são laços que podem desatar,

e palavras nem sempre expressam o sentir.

Nem sempre as faces demonstram o que elas são:

Sempre há quem ama ou odeia de face fria.

Mas mesmo se feriram o teu coração,

terás que perdoar, exalando a calmaria.

Lágrimas são rios que lavam as feridas,

mas se demasiadas afogam a coragem.

Leva-se a vida plantando sendas floridas,

porém podem ruir num só ato de bobagem.

Terás, nas dores da vida, o dom de chorar,

mas não deixes nascer o dom de causar dores.

Não basta apenas os teus algozes amar,

é preciso amar-se, ouvir os próprios clamores.

Sentirás as dores da alma de olhos luzentes,

empunhando a espada, e não curvado a chorar.

Verás que sentimentos não são transparentes,

e algumas vezes podes se decepcionar.

Amigos são puros irmãos por devoção.

Não se abandona ao vê-los no erro, rumo à cruz.

Ri-se! ...  Chora-se! ... em uníssono coração,

e tu deverás mostrar o rumo da luz.

Sentirás dor se tocares em espinheiros,

mas diante da tua dor, alguns zombarão.

Poderão deslizar amigos verdadeiros,

porém terás que dar de tua alma o perdão.

Saberás que uma só palavra enfurecida

é capaz de ferir alguém, causando um trauma.

O mais importante não é o que tens na vida,

mas sim, o mais importante, é o que tens na alma.

Deixa palavras de amor, sempre em tua vida,

a quem quer que seja, cheirosas de acalento.

Poderá um dia, ser a última despedida,

para que não chores por arrependimento.

Tu verás noites em que as nuvens escurecem,

mas terás que ser confiante em teu caminhar.

Para se construir, espinhos aparecem,

do jardim da vida terás que os arrancar.

Não importa quem fostes, mas quem queres ser.

Se não sabes o que queres, cego serás.

Ou se esmera um rumo que aponta a um ascender,

ou de incertos pés, para onde ir, não saberás.

É no hoje que as cenas da vida são reais.

O passado são cenas de vida gravadas,

no palco do mundo, que não voltam jamais,

e o futuro são supostas cenas borradas.

Verás que a mesma balança do teu juízo,

medirá os pendores dos teus próprios pecados.

Planta em tua alma a semente do paraíso,

para que não cresçam frutos contaminados.

Ao próximo, não deverás se comparar.

Cada um tem seu limite e a própria história.

Porém, a si mesmo, terás que superar.

Cada um poderá ter sua própria vitória.

Verás que ser forte é a si mesmo conter;

que só a velhice não traz a evolução;

que paciência requer tempo para aprender;

e amor, não necessita de nossa razão.

Depois de muita vida, darás o valor;

e que as lágrimas valeram diante dela.

Quanta vida viveste com medo da dor,

esquecendo-se de ver quanto a vida é bela.

 


Poema 3


Que celeste rosa

                                           (Amamos uma pessoa, por tudo que ela é: 

                                            às vezes, tanto pelos seus defeitos,

                                            quanto pelas qualidades.)

 

Que celeste rosa, que estranha ternura!

Que delícia teu nome em minha voz rouca,

onde eu grito, e minha alma já quase louca,

respira o perfume de tua doçura...

Lembro ainda aquela mão!    

Melíflua a aquentar a minha,

dando a ela o que ela não tinha,

e fogo ao meu coração.               

 

Que júbilo te olhar, que alva criatura!

Que lábios amantes de beijos fervidos,

a jorrar caudais de néctar aos sentidos.

E a sussurrar melodias de ventura. 

Vem a noite em véus risonhos.

E pelo amor eu me esvoaço,

e no afã a ti me abraço,   

pelas viagens dos meus sonhos.  

Tenho o coração dos anjos imortais.

Sinto na terra o amor de um paraíso,

que transcende meu corpo, puro e preciso.

Esquecer-te? Nunca! Nunca! Nunca mais!...

E o olhar... Quanta polidez!   

Do mistério do oceano,

que jamais pudera humano,   

sondar sua profundez     

Rosa rainha, a mística dos florais.   

Minha alma levaria este doce afã,   

tomada de amor, se eu morresse amanhã...

Esquecer-te? Nunca! Nunca! Nunca mais.

 

 

 

 


 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s