s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Jandyra Adami
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Meu filho
Jandyra Adami

Quando te notei em mim
Eras menor que a cabea de um alfinete
Entretanto, j fazias parte do meu ser
Respiravas a minha respirao
Alimentavas-te atravs do meu sangue
Sentias bem de perto o bater do meu corao
Aqui de fora eu tambm sentia o teu
Aos poucos foste crescendo,
E com isto transformando meu corpo
Numa modificao gloriosa
Pois nada se compara ao corpo sem curvas
De uma mulher grvida.
Sem te conhecer eu j te amava
Sem saber se eras menino ou menina
Escolhia nomes para teu Batismo.
Durante oito meses ficaste comigo
E s eu tinha a ddiva de sentir-te,
De saber que existias, com todos os reflexos
da vida que terias, tu me chutavas,
batias com as mozinhas em meu ventre,
que com muito carinho te guardava
Estavas protegido de todos os perigos
Pois somente eu tinha acesso ao teu corpinho.
Atravs das mos que te acariciavam
aqui do lado de fora
Para os outros eras um sonho...
Parte de tua vida em mim ficaste sentado
Era difcil aguentar aquela dor diferente
pois quando mexias, minha barriga toda doia
Por confuses de sangue, negativo e positivo,
Tiveste que deixar o teu troninho
Pois eras meu Rei mesmo antes do nascimento
Parto cesariana, chegaste chorando como tem que ser
Eu no te vi pois dormia, e este prazer quem teve primeiro
Foram as pessoas que mais te amaram depois de mim:
Papai Antnio e Vov Geralda
Eras to pequeno meu filho, com oito meses apenas
Uma transfuso de sangue, um susto grande para ns:
Tiraram todo teu sangue para que pudesses viver
Ficaste na encubadora por cinco dias
Mas, desde o comeo, ias ao quarto para mamar
Sugavas meu seio com tanta fora que eu pressentia:
'este menino vai ser muito grande e guloso tambm'
E assim aconteceu, o milagre da vida, a tua vida...
E depois, com o correr do anos, eu posso dizer
sem medo de errar: valeu a pena tudo que passei,
todos os exames que fiz na gravidez , as horas de
medo, de angstia, tudo foi muito pouco
pois tu s tudo aquilo que imaginamos,
que pedimos a Deus: saudvel, humilde,
bom filho, amigo, bom tudo.
s belo e forte. Tua grandeza de esprito,
tua generosidade, teu carter, medem tanto quanto tu
1.90 de bom marido, bom pai, bom filho, repito.
Que pena a vov ter partido antes de conhecer tua famlia?
Obrigada Jnior por teres escolhido meu ventre
para teu renascimento
Obrigada meu Deus, pelo presente de t-lo consentido...


Devaneio
Jandyra Adami

Um vulto aparece
Entre a cortina e a janela
Corro para ver
Se te encontro
mas no ests
Somente uma sombra
que veio da rua
para aumentar minha solido...
Tua ausncia me aflige.
Chego a perder a razo...
Que fazer para te esquecer?
Mais uma noite de insnia
pensando em minha vida.
Onde poderei te encontrar?
Volto ao meu s...
Devaneio
Volta... 'Menino Feio'...

Jandyra- 24-06-2.001

NAQUELA PRAIA
Jandyra Adami

Naquela areia mida da praia
Ficou a marca do meu corpo

Quando a ti me entreguei...
No era apenas uma marca para se ver
Era mais uma histria para contar
A vida inteira guardei meu corpo para ti
Por certo, nem percebeste a emoo,
o prazer que eu sentia em poder dedicar a ti
o que de mais puro havia em meu ser,
alm do amor que tambm era s teu...
Ser que percebeste minha pureza?
Ser que, antes de mim, outra virgem possuste?
No vi nenhuma emoo em teus olhos...
No senti pelo menos o palpitar de teu corao
Enquanto o meu em disparada,
quase no me deixava respirar .....
Foi tanta emoo...tanta!!!
Aquela marca na areia
a gua do mar levou,
mas em meu corao, em minha mente,
ela jamais foi apagada...
Ali, naquela praia deserta,
Eu te dei a minha vida
Ali deixei o meu amor...

Jandyra Adami- 26- junho-2003

O menino e as rosas
Jandyra Adami


Quando saio para minhas caminhadas, parar numa rua com amigos, sentar num banco qualquer, eu vejo a figura de um menino, muito loirinho, cabelos encaracolados, olhos verdes, brilhantes, demonstrando uma inteligncia privilegiada.

Presto muita ateno no que faz, no que fala e as vezes tenho vontade de conversar com ele. Seu nome Andr.

Ele vende rosas. Tem sua clientela feita mas, mesmo assim, entra nos bares, vai para o sinal de trnsito, a fim de vender o seu produto. Fica porta da Igreja, enfim, ele roda a cidade.

As vezes chego mais perto e escuto o que ele diz:


- ' Uma rosa, meu amigo, ou um boto, para levar a quem te deu a vida, tua me querida...'

No h quem resista ao charme do garotinho e maneira com que fala, com desenvoltura e com a voz muito firme.

Ele almoa por onde est quando lhe d fome. Um dia, estava comendo e eu me aproximei:

- Oi garoto, que belas rosas tem em mos. Voc vende todas, todos os dias?

- Oi senhor...tudo bem? No, eu no vendo todas todos os dias. Tem dia que os fregueses esto mal humorados, no me deixam nem falar. Pensam que eu vou pedir esmola, sei l o que vai naquelas cabeas cheias de dio.

-Por que dio, Andr ?

- Pela maneira com que eles respondem, vejo que esto com raiva da vida, com raiva de tudo, at de mim que acabo de chegar.

-Problemas em casa, com certeza. Briga com a namorada, com a esposa...

- Pois . Se ao menos um me ouvisse, teria uma boa chance para fazer as pazes, abrir os coraes, agradar quem ofendeu. Eu ofereo a rosa e eles nem percebem que est ali o comeo da paz. Quem oferece rosas est querendo agradar a outra pessoa. O senhor no acha?? Eu acho sim Andr. A natureza nos deu coisas to lindas e as pessoas, neste corre corre da vida, nem se do conta do que podemos usufruir dela.

- Pra a, deixa eu ir l vender uma rosa para aquele moo que parou ali.

Parece que est esperando por algum.

E l foi Andr correndo a fim de conseguir mais um fregus.

-Oi moo, t esperando algum? Compre uma rosa para seu amor, assim, quando ela chegar voc ter em mos um belo presente.

- No meu pequeno vendedor... eu no estou esperando meu amor. Estou esperando meu pai para irmos almoar em casa.

- Que bom que o senhor tem pai. Ele bonzinho?

- Claro que . Por que, o seu no ?

-Eu no tenho pai. Vendo rosas na rua para ajudar minha me. Ela no pode trabalhar e eu sou o filho mais velho. Meu pai morreu faz tempo. Eu queria muito ter um pai para esperar por ele, todas as tardes, na porta do nosso barraco.. Minha me muito boa mas acho que um pai deve ser uma pessoa muito importante na vida da gente...

- sim...Muito importante. Sabe o que vou fazer? Vou comprar uma rosa sua para dar ao meu pai.

- Oba!!! seu pai vai ficar muito contente moo.

Andr voltou para acabar de comer. Sua comida j estava fria mas ele no se importava. Seus olhos brilhavam de felicidade por ter vendido mais uma rosa.

- Quanto custa cada rosa Andr? perguntei

- O amor no tem preo senhor. A pessoa d o que quiser. A rosa significa o amor que uma pessoa sente pela outra. Quem d fica muito mais feliz do que quem recebe. O senhor j recebeu uma flor de algum?

-Hummm!!! Deixe eu pensar...Acho que no. Nunca recebi. Mas sempre ofereo.

- E o senhor no fica feliz em oferecer amor aos outros?

- Sim, fico muito feliz. Todas as vezes que dou flores, meu corao se enche de alegria porque as pessoas tambm ficam felizes. Voc tem razo Andr, quem oferece fica muito mais feliz.

-Bem...deixa eu ir andando um pouco seno as flores murcham, o pessoal passa e eu no vendo tudo.

E assim comeou minha amizade com o vendedor de rosas, o pequenino Andr, cuja inteligncia ultrapassava o limite do que poderamos esperar de uma pessoa sem estudos, morando numa favela, sem estudar e sem conforto.

Dias, semanas, meses, a gente se encontrava, batia um papinho sempre que possvel.

Uma ocasio eu estava parado na esquina, conversando com amigos, e uma ambulncia passou, como sempre, voando, para atender algum. O local no era longe. Fomos todos para ver o que tinha acontecido.

L chegando...oh! Deus, que tristeza.. orri para perto. A polcia no queria me deixar passar. Eu empurrei todo mundo Vi esticado no cho, o corpinho franzino, o cabelo loiro e encaracolado, os olhos verdes ainda abertos, o meu querido amiguinho vendedor de rosas. Ao lado, algumas rosas espalhadas, perto de sua mo...

Agachei e senti que Andr j estava morto. Que emoo meu Deus! Como vou ficar sem o meu amiguinho vendedor de flores?

Antes que algum colocasse os jornais cobrindo o corpinho de Andr, eu o beijei e coloquei sobre seu corpo, todas as rosas que restaram, naquela tarde fatdica quando ele foi atropelado e morto pelos animais que dirigem no nosso trnsito louco.. Aquelas rosas demonstravam o meu amor por ele, como ele mesmo me ensinou: '- Dar rosas dar amor, o senhor no acha?'

Tratei de tudo.. Levei Andr para casa, depois providenciei o sepultamento.

Os dias passam, vamos vivendo conforme Deus quer.

A saudade constante. Mas...todos os dias eu converso com meu amiguinho... vendedor de rosas...

Como? Olhando a natureza... Eu vejo Andr nas nuvens, naquele passarinho que chega quase perto da gente, nas borboletas que as vezes rondam nossa janela., nas frutas que vejo nas rvores e principalmente nas rosas que vejo nos jardins.

Eu o vejo num cozinho que se enrosca em minha perna e me olha como que pedindo alguma coisa.

Toda natureza me traz Andr de volta.

Toda semana, vou visit-lo e levar amor para colocar em cima de sua cova.

Muitos amores, de todas as cores, como ele gostava de vender.

-'Oi moo, vai levar uma rosa para sua querida?'

Parece que ouo esta frase quando vejo um garotinho chegar perto de um carro para esmolar ou vender alguma coisa.

a fora da amizade e do amor que me traz, quase toda hora, o meu loirinho, meu adorado 'filho', no plano espiritual do amor, adotado por mim e por todos que sabem da minha histria...

N..A.- No esquea de oferecer amor quem voc gosta enquanto h tempo.

BIOGRAFIA

JANDYRA ADAMI
- Nasci em Santa Rita do Sapuca - sul de Minas Gerais em 4 de novembro de 1.937. Filha de Rodolpho Guerino Adami e Geralda Costa Adami .Comecei a trabalhar na Coletoria Federal em Lambari, depois Nepomuceno, Cidade Industrial de Belo Horizonte e depois na Delegacia da Receita Federal em Belo Horizonte como Auditora Fiscal da Receita Federal.

Para que me conheam melhor, transcrevo, abaixo, uma homenagem que o jornal Calafatos, de Belo Horizonte, me fez, em 1.998.

GENTE NOSSA

Nossa homenageada tem sua razes esculpidas na cidade de Santa Rita do Sapucai, Ela Jandyra Adami Neves de Carvalho. Jandyra, filha de Rodolfo Guerino Adami e Geralda Costa Adami, iniciou a sua vitoriosa caminhada pela vida em 04-11-..... Foi tambm em Santa Rita do Sapucai onde realizou os seus estudos, os quais fizeram dela a pessoa culta, criativa e sapiente que hoje . Assim como nos estudos, obteve invejvel sucesso em sua carreira profissional, iniciando-a em 1.957, quando tomou posse como Auxiliar da Coletoria Federal de Lambari. J em 1.963 transferiu-se para Nepomuceno e, posteriormente, para Belo Horizonte, onde trabalhou na Cidade Industrial. Mais alm trabalhou na Delegacia da Receita Federal, destacando-se como competente Auditora Fiscal do Tesouro Nacional.

Em data de 25/01/64, em sua terra, Jandyra casou-se com Antnio Neves de Carvalho, reconhecido advogado de nosso Estado, nascido na cidade de So Joo del Rei. Desta unio Deus a presenteou com um nico e maravilhoso filho, de nome Antnio Neves de Carvalho Jnior. Dizem os amigos mais ntimos de Jandyra, que o filho, escritor, Engenheiro Civil e Professor da Escola de Engenharia da UFMG o verdadeiro diamante de seus sentimentos, dando-lhe, inclusive, o neto Bernardo, que conta hoje com dois anos e meio de idade.

Ao tempo em que Jandyra residia em Santa Rita do Sapucai, linda flor que desabrochava com todo o esplendor de sua mocidade, apresentava-se em desfiles, representando sua cidade em concursos de elegncia, de carter beneficente. Foi ela vencedora do concurso Embaixatriz do Turismo realizado na cidade de Lambari, o que f-la representar a cidade em Poos de Caldas, destacando-se como finalista ente as sessenta e quatro candidatas inscritas pelos Estados do Rio, So Paulo e Minas Gerais.

Ressalte-se que Jandyra no ambicionava quaisquer exibicionismos, desfilando com o intuito de colaborar com os promotores de festas e, na maioria das vezes, para ganhar a roupa do desfile, pois, por moa pobre que era, somente assim apresentava-se mais destacadamente na sociedade que sempre frequentou e a acolheu.

De religio catlica, tem como seguimento de preferncia esportiva, torcer para o Cruzeiro Esporte Clube... Jandyra, fantstica escritora e poetisa, faz parte da Academia Santarritense de Cincias e Letras, fundada em 28/09/85, da qual foi Presidente. colunista social do jornal Vale da Eletrnica, defendendo com muita elegncia e simpatia a coluna denominada: Fala...Beag... , atravs da qual d cincia de tudo o que se passa com os seus conterrneos radicados na Capital.

De esprito altruista, h quarenta e dois anos Jandyra trabalha, com a colaborao de amigos, arrecadando donativos para as crianas carentes e idosos de sua santa terrinha: Asilos, APAE, Creches, Casa Nossa Senhora do Carmo, e outros.

Na figura de escritora e poetisa, Jandyra doou sociedade os seus ricos conhecimentos, tendo publicado trs livros: Rosas e Espinhos, em 1.981, Passarela da Vida em 1.993 e Para Todos os Momentos, em fase de lanamento...

Tem como praxe em sua rotina de vida a leitura, ver novelas e ouvir a Rdio C.B.N., para estar inserida nas notcias do dia a dia... Seu hobbie fazer compras e presentear os amigos. Enche-se de felicidade quando consegue fazer algum feliz. Confessa que adora morar no Calafate, pois,, assim como o Prado, um bairro muito semelhante uma cidade do interior, onde as pessoas se relacionam com amizade sincera, curtindo visitas, caracterizando um ambiente bastante familiar. admiradora do CALAFATOS e quando no o recebe, manifesta a sua contrariedade e ansiedade atravs de telefonemas a seu Diretor. Jandyra saudosista e gosta de ouvir msicas do seu tempo, dizendo que as msicas da atualidade no tm mais aquele encanto das antigas, dos Anos Dourados, tanto na letra como na melodia. Entende que h muita apelao. Sempre que l uma crnica no jornal, que desperte a sua sensibilidade, no mede esforos para elogi-la, eis que acredita que um elogio sincero no nos custa nada e enriquece e anima o elogiado merecedor...

jandadami@gmail.com

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s