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Silvia Mota
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
silviamota@silviamota.com.br
Biografia

SÍLVIA MARIA LEITE MOTA

[Cônsul - Cabo Frio-RJ]

Humanista, pratico o Budismo de Nitiren Daishonin. Tenho como desafio contribuir para a concretização da Paz Mundial, a exemplo do meu Mestre da Vida, Dr. Daisaku Ikeda. Acredito na mudança interior de cada indivíduo, por meio da cultura. Por tal razão, meus escritos científicos nascem do anseio de despertar nos leitores um pensamento crítico-reflexivo, para que possamos, juntos, interferir na realidade fática em benefício de um mundo melhor. Quanto aos meus poemas, são as flores de mim. Ofereço-as ao mundo. Através de cada verso, pretendo alegrar os corações, espargindo-lhes um perfume de Paz, Amor e Fé. Pelos caminhos da vida, sou professora universitária. Ensino o que sei. Aprendo o que não sei, todos os dias. Procuro entender a Justiça e transmutá-la num direito meu. Perco e ganho. Morro e renasço, por diversas vezes. Fênix do amor! Do amor, para o amor! Sempre.

silviamota@silviamota.com.br

 

ÍNDIA VIRGEM BRASILEIRA

Sou pura
e linda
e doce
e livre...
Meu seio firme
se retesa
nas ondas do mar...
Meu corpo vermelho
se esverdeia
ao contato da relva...
Minha boca se rega
ao gosto das frutas...
Minhas pernas torneadas
apostam corrida
com o vento...
Sou livre...
Sou linda...
Sou pura...
Ao longe,
os deuses do mar
apontam...
Velas brancas
acenam
e anunciam a paz...
Chegam.
Invadem.
Assustam.
Seduzem.
Encanto-me naquele vestir
e encanto pela nudez...
Liberdade?
Beleza?
Pureza?
Para onde vão?...
Desvirginam a pureza da terra
e devoram-me virgem.
Impiedosos.
Brancos.
Frios.
Pelos vis m℮tais,
meu sangue escorre
entre as pernas...
Minha beleza se esconde
nas asas das arapongas,
minha voz dolente
cala nos uirapurus,
minhas feridas sujas
magoam os rouxinóis,
minha doçura aviltada
azeda o mel...
Maldita lua!
Funesto sol!
Sinistras estrelas!
Execráveis montanhas!
Todos e todas omissos!
Não ouvem meu temor,
nem meu gemido,
nem meu asco...
ignoram minha dor!
Ah! Mãe-natureza,
és conivente!
Pindorama!
Ilha de Vera Cruz!
Terra Nova!
Terra dos Papagaios!
Terra de Vera Cruz!
Terra de Santa Cruz!
Terra de Santa Cruz do Brasil!
Terra do Brasil!

Brasil!
Do passado ao presente,
na minha terra, sou coisa-prazer...
mas nos céus - índia -
brilho no Cruzeiro do Sul
e ainda sou pura!

Sílvia Mota.
Dedico este poema a todas as índias brasileiras, do passado ao presente, esperando que no futuro tudo seja diferente.
Dia do índio - 19 de abril.

___________________________

A VIDA E A MORTE

A Vida
Adolescente encantadora,
esconde a malvadez
atrás dos seios redondos,
empinados...
Seduz, conquista,
emboçala,
e se revela
traidora...

A Morte
Estranha criatura,
exibe o enredo da sua intrepidez
e do eterno império...
Subjuga e maltrata,
dilacera,
assusta,
mas - verdadeira -
não falha.

Sílvia Mota.
__________________________

MAS, AFINAL, QUID AMOR? - TU ME PERGUNTAS SEMPRE...

Que coisa é o amor?
Pode nascer no crisol de um olhar
e asilado na palavra
espargir por alma afora...

Pode ser jazigo raso
ou um pélago profundo.

Pode ser sorriso em dor
ou talvez choro em sorriso.

Pode ser noite de chuva
ou alvorada de sol.

Pode ser borrasca temível
ou orvalho numa flor.

Pode ser um carro novo
ou pé descalço na estrada.

Pode ser lamento triste
ou brado em lança de herói.

Pode ser medo e coragem
ou a paz em oração.

Pode ser réu e juiz
ou a justiça sem lei.

Pode ser palavra doída
ou sorriso de perdão.

Pode ser beijo na alcova
ou soluço frente à morte.

Pode ser lajota fria
ou um páramo estrelado.

Pode ser cincho eternal
enlaçando Vida e Morte.

Pode ser soneto inteiro
ou adágio estilhaçado.

Pode conter-se num verso
ou transcender o Universo.

Pode ser eu em teu braço
ou teu braço em meu abraço...

Mas, afinal, me pergunto:
amor omnia vinciti?
E me respondo: talvez...

____________________________

quid amor? = que coisa é o amor?
amor omnia vinciti? = o amor vence tudo?

Uma pergunta ecoa no ar, sempre: - 'O que é o amor?' - Nunca me atrevi a respondê-la, talvez porque seja uma pergunta impossível de ser respondida... Mas, a insistência dessa inquirição me provoca e, afoita como qualquer poeta, deslizo meus pensamentos para o papel, na tentativa de decifrar o indecifrável. Este poema ficará aberto, para que eu o modifique ou o amplie, a cada dia que aprender algo diferente a respeito dessa virtude que transforma o mundo e as pessoas... E, a depender de mim, renovar-se-á, sempre...

Sílvia Mota.


 

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