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Jane Dias [Cnsul - So Pedro da Serra - Distrito de Nova Friburgo-RJ]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
A SAGA DO NORDESTINO POBRE

O destino do nordestino pobre ao prprio inferno se iguala:
a cova rasa ou a vala. Se cala morre de fome, se fala morre por bala...

Essa gente que imigra pra viver como formiga na favela-formigueiro na bela cidade grande,
carrega consigo a sina de ser sempre escravizado, seja pelo patro ou pelo crime organizado...
Pois na cidade-sonho vivem o mesmo pesadelo, como operrio-escravo:
mesma cara, mesma sede, mesma fome
Como se do amor no nascido, fosse produzido em srie - um clone,
mais um brasileiro sem nome, seguindo triste e calado...

Que destino triste, meu Deus! de um povo trabalhador
que lida com a morte e com a vida, com a alegria, com a dor
como o ao sofrendo frio-calor pra ficar bem temperado...

Enquanto a maioria segue sua triste sina, existe um grupelho: a aristocracia nordestina,
que mantm o poder e a inconscincia, preservando essa situao de misria e indecncia.
Como abutres da carnia, se nutrem de quem pobre
e se intitulando nobre, como na idade mdia
vo alimentando seu luxo com sangue, suor, horror, tragdia..
Essa gente indecente que da terra extraa sua renda do acar, do babau, da carnaba, do feijo
alimentou a seca pra manter a escravido, e j no vive da terra, hoje explora informao.

A fome uma violncia insidiosa e calada, forja o mal e a doena,
faces da incompetncia, no do povo ignorante, mas da classe dominante
que cisma em querer seguir com seu poder e ganncia
ao invs de implantar progresso e acreditar na abundncia.

A escravido do povo vai nutrindo a ambio dessa gente de esprito subnutrido e pobre
que com a iluso de ser nobre, precisa se cercar de luxo pra no se perceber um lixo
e vai espalhando maldade, mantendo a desigualdade.

Hoje ficou mais fcil controlar seu rebanho e o analfabeto, coitado, tem seu crebro lavado
emprenhado pelo ouvido sem ter qualquer opo.
Influenciado por artista, apresentador de televiso
segue desinformado como se fosse gado seguindo pro matadouro, em silencio, sem protesto ou reclamao.
O doutor ou coronel controla a votao e com o analfabetismo vai vencendo a eleio
que mantm o povo triste, sempre o mesmo desatino
e a aristocracia perversa governando o nordestino.

Seja o agente do crime organizado, coronel ou doutor, analfabeto ou letrado
lhe cabe o direito de ditar sua lei particular - aonde ir, que fazer, falar ou calar
Como`a poca medieval, aos pobres cabe a pobreza, o trabalho, o circo, o po, o carnaval
e nada mais que isso pra manter a situao, seno vira baguna, pode haver revoluo.
Benesses s na medida certa, que a classe dominante unida e bem esperta.
Assim a iluso do pobre mantida, o sonho de melhorar um dia sua condio
ter uma vida decente, teto, comida, cho.
Quem sabe at um estudo, uma carreira, um canudo?

E o pobre imigrante no nibus ou pau de arara sonha com a cidade grande
sem saber que a escravido tem seu destino selado - tem a face do patro e do crime organizado.
Aquele que mais afoito se achando ser mais sabido, acaba como bandido
continua um Z Man, carregando arma na mo, tnis de marca no p.
Curtido pela bebida ou cheirando cocana, por bala ou overdose sua vida termina.

E esse povo forte, bom, trabalhador caminha sem conhecer seus direitos, seu valor
E segue pro seu destino de cova rasa ou vala. Se cala morre de fome, se fala morre por bala...

Jane Dias
Do livroEU, MEUS POEMAS


POESIA, SIMPLESMENTE

E a poesia vem assim to simplesmente
Aos versos, pensamentos dessa gente
E com brilho, plena de fulgor
Fala de raa, alegria, dor de amor.

E encanta a quem atenta e ouve
Nutre, alimenta, embala, envolve.
E o poema vai voando por a
Como gara, andorinha, colibri

Com graa de bailarina, rodopia, dana
Trazendo luz, trazendo paz e esperana.
E a poesia segue assim o seu destino:
Transforma o que era velho em menino
Vibrando a alma de qualquer idade
Com ideal de amor, de paz, de liberdade.

E o corao que vibra, canta, sente
Espalha por a flor e semente
A se eternizar nos braos da emoo
A viver de poesia, simplesmente....


A INDIFERENA DA DIFERENA

Na noite fria e serena, quando a lua plena ilumina todo cu, aquele que vivia ao lu,
cumprindo sua triste sina, com um tiro de fuzil a sua vida termina.
To jovem, to cheio de vida, de aparncia to forte,
era mais um soldado, um portador da morte.

Quando criana, sem afeto, esquecido, pela me abandonado, pelo pai ignorado
cresceu como a planta agreste que encontramos pelo caminho,
sem amor, sem carinho, sem nada.
Tal qual flor por espinhos cercada.

No lhe ensinaram nada sobre o valor da vida.
S conheceu desamor, desprezo, incompreenso
e tratado com indiferena pela sociedade, que busca em poder e posio
a saciedade para preencher o vazio de seu prprio corao.
E pra todas as suas mazelas busca encontrar a droga
que cure, alivie, entorpea
a vida, a dor, a cabea.

Vivendo sempre margem, como se fosse suplente
de algum com mais direito vida, ele copia o modelo da sociedade aflita
e vai na sua desdita, sempre em busca de poder, da emoo mais forte,
em aventuras, desventuras, onde a vida se confunde com a morte.

Trabalha no morro, 'assistente' de traficante, como mais um soldado
sentindo-se valorizado dentro da hierarquia do 'crime organizado'.

E a sociedade inconseqente, no condomnio de luxo,
segue ignorando o carente, como se no fosse gente,
fosse apenas algo que cresce diante de sua janela, na triste e feia favela.
Favela, de onde a sociedade extrai a droga que lhe d prazer
ou que lhe proporciona a falsa sensao de poder.

To falsa como a sensao de quem se acha superior
acima do bem e do mal, olhando com desdm e horror
quem inferior se sente, por ser de classe diferente...

Que diferena to grande esta afinal? Se em toda classe social existe a dor,
a doena e tudo que causado por descrena, desamor, indiferena?

Biografia
Jane Dias
, mdica, natural do Rio de Janeiro, RJ, Brasil, DN- 29/11/1947

Escrevendo poesias desde 2000, participei de vrios concursos literrios, recebido alguns prmios, sendo um dos mais importantes o I lugar no Concurso Literrio da Sociedade Brasileira de Mdicos Escritores, e que marcou meu ingresso nesta sociedade em 2004, e que desde 2005 passei a presidir. Em 2005 lancei meu primeiro livro'EU, MEUS POEMAS', na bienal do Livro do Rio de Janeiro. O segundo livro 'AONDE MORA A POESIA?' dever ser editado em breve.

janeflora@gmail.com

 

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