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Maria Del Carmen Britto Mendez
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
ALAGADOS
[palafitas de Salvador]

O porqu todos sabem...
O que fazer... talvez quem sabe...quem falou? Todos dizem...
Quem sentiu? Todos ns...
Nas fascas de luzes que se sucedem
Ao longo do horizonte,
Um contnuo batalhar
Por entre mscaras figuradas, que balanam
Abandonadas, por entre varas
E carcaas aoitadas pelo frio e pela fome,
Amortalhando o infestado amontoado
De raquticos corpos, que, pouco a pouco
Sobressairo durante o convvio j quase
Imunizado de microorganismos que pairam
Sobrecarregados de substratos
O tempo, palavra intil, quase nunca
Est presente.
A alegria algo mecanizado, presente apenas
Quando a brutal e grosseira mo,
Atinge um copo contendo o nico
Dispositivo anestsico, levando-o
Ao condutor insacivel das molstias;
Do alimento manuseado agilmente,
E, at mesmo da fumaa feita pelo nico
Direito de distrao.
Em cada morada, uma triste e doda
Configurao do escasso relacionamento...
Um vazio que fere, destri, corrompe...
A ponto do mesmo, tornar-se membro
De um grupo de seres vegetantes
Que pisam sobre tbuas podres
Tais quais a estrutura,
O sistema que os faz cada vez mais inativos,
Animalizados, suspensos ao ar
Correndo o risco de carem nas imundas,
Turvas, ftidas guas que danam tranqilas
Sob subvidas, que ao pesar das horas
Ocultam-se uns sobre os outros
A procura de calor... no por carncia
Mas pelo prprio extinto ser,
Ou, instinto animal...

METFORA

O vinho derramou
Assim como seu prazer
Entorna sobre meus membros
Numa sinfonia mgica em tom agudo
A cabea fica tonta, girando
Como essas estrelas disformes
Que se aproximam e se retraem,
Quase que em compasso com os rgos
Que se atraem e se repelem,
Impulsionando a grande chegada do sol
Que vai aquecer e fazer brotar a vida
Os msculos se prontificam
As gotas brotam nos poros
E, chegamos enfim
Ao gozo final da grande farra,
Deixando a mesa repleta,
A boca suja,
O corpo cansado,
E o prazer satisfeito...

REVELAO

dentro
fora
E vem forando
Pressionando
Querendo sair
Se libertar
Se mostrar
Desvendar-me
Aperta a garganta
Numa busca doente
Que corre de um lado
E frustra do outro
A espera longa
O desejo adormece
E desperta numa fuga
Que comea e termina
Num vazio qualquer
De um nada sutil
Vem com fora
E percorre como um rio
Que manso adormece
Que revolto maltrata
A vontade que no cessa
E finda naufragando
Ardendo como febre
Arrancando aos poucos
O que de nico existe
E jamais ser esquecido
Por que o tempo, apesar de forte,
No foi capaz de destruir
E segue seu caminho
Como uma luz celestial
Que poder voltar
E ao retornar
Fica dentro
E fora
Forando,
Pressionando,
Querendo sair
Se mostrar
Revelar-me...

biografia:
Maria Del Carmen Britto Mendez

Biografia: Nascida em Salvador/Bahia em 10/06/1961, instrumentadora cirrgica [lidando com pacientes], sempre trabalhou em reas administrativas e comerciais em Empresas [lidando com clientes], mas que tem a poesia na alma como fonte natural que desgua as suas impresses de vida [lidando com almas]. Cursa Licenciatura em Letras em Salvador/Bahia. Maria Del Carmen Britto Mendez - A potica inquietante, romntica e espiritual , em linhas e traos traados com a verdade da alma e abnegao de uma guerreira armada com as armas mais poderosas...as Letras.

m_delcarmen_mendez@hotmail.com

 

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