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Joo Carlos Gonzales
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

AS ANDORINHAS

As andorinhas foram embora! eu não notei...
Talvez tenham se despedido, mas não percebi...
Assim fizeram as pessoas, especialmente a que amei...
E, assim, também farei eu com as quais convivi...

Mas, eu não gostaria que tudo fosse assim...
Que eu tivesse tempo de pedir perdão...
Que tivesses tempo de olhar pra mim...
Que eu tivesse força pra apertar tua mão.

Eu gostaria também de te agradecer,
As coisas belas que me proporcionaste.
E, dizer-te que eu conheci o amor porque me amaste.
E, que eu morro feliz por te conhecer...

CELEBRAR A VIDA
[Ao completar 55 invernos...!]

Hoje celebro formalmente a vida!
Mas, para mim, em todos os dias ela é festejada...
Apesar do sono e da inimiga noite...
Que me arrebatam dos braços desta maravilhosa amada!

A vida que celebro é borbulhante,
Cheia de luzes, cores, fantasias...
Ouço sonoras e fantásticas melodias...
Vejo belas pessoas e, perante elas me extasio...

Mas a noite e o sono insistem em me treinar...
Para as profundezas do imenso oceano
Para a esperada noite infinda...!

Mas, mal sabem os meus opositores
Que me fazem adormecer, de forma enternecida!
Que lá, somente lá,
Celebrarei a completa e eterna vida!

LEMBRANÇAS
J. C. Gonzales
[23/02/2003]


O vento, a chuva, as tempestades
Arrasaram os ranchos e as árvores onde nasci.
Mas, na minha memória, tudo continua vivo!
O rancho, com paredes de torrão e cobertura de capim santa-fé, está de pé!
O fogo no galpão ainda está aceso, liberando uma fumaça branca que serpenteia o céu azul...
O catre, para a sestia, continua com as tiras de couro cru, a espera do homem cansado...
As mangueiras estão com as porteiras abertas...
A cancha reta, entre os matos, espera a próxima carreirada.
Os cinamomos que formavam a alameda da cancha de bocha estão viçosos, floridos e perfumados...
O poço, em frente a porta da cozinha, calçado com pedras, está cheio de água fresca e cristalina.
O balcão de tábua do bolicho está lustroso de tanto sustentar o braço que toma a canha...
A mãe está na cozinha com um pano colorido na cabeça...
Ela é bonita e amorosa...
O pai, de bombacha estreita e de chinelo de couro, atende o bolicho e lida com os cavalos de carreiras.
Ele é forte e valente...
Os manos ajudam o pai e jogam bilhar esperando o freguês e, as manas, ajudam a mãe...
Tudo, na minha lembrança, está cheio de vida e alegria...
Mas, lá, no local, não tem mais vestígios, os ventos alisaram o chão e o pala de grama cobriu tudo....
Não há mais nada!
O pai, a mãe e alguns manos já morreram..
Só a minha memória é viva por mais um tempo...
E depois... nem ela registrará as imagens e os sons lá vividos.
Mas ninguém, ninguém mesmo, guardará isso?
Tudo apagado! A natureza engoliu tudo!
Assim não tem graça nem sentido!
Mas será mesmo assim?

biografia:
João Carlos Gonzales


Médico Veterinário, MSc, D, professor aposentado da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre.
Ex- Professor das áreas de Parasitologia Animal, Metodologia de Pesquisas e Bioestatística.
Atualmente, Assessor Privado de Sanidade Animal de criatórios de bovinos e ovinos.

j.gonza@terra.com.br

 

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