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Raul Longo
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
FILHOS DE QUEM?

Por Raul Longo

Varsvia ou Gaza?
- Gueto!

Raa superior ou Povo Escolhido?
- Nazista!

Judeu ou Palestino?
- Semita!

Cmara de gs ou mssil?
- Genocdio!

George Bush ou Ariel Sharon?
- Adolf Hitler!

Al ou Jeov?
- Do mesmo parto,
da mesma dor
de uma s me
num s rancor.

- A mesma histria,
a mesma histria,
a mesma histria:

Extermnio!

Nosotros

- Hroes?
Si, Seora...
Los tenemos.
Muchos.
Los hay entre los hombres
y las mujeres.
Entre los viejos, los jvenes...
Y hasta los nios!
Donde estn?
En el ancho
de la pampa,
o en el hondo
de las minas.

En el angosto
de las favelas,
y en sucio de las
oficinas.

Estn arriba
de las cordilleras,
en el abandono
de las tranvas.

Abajo de las marquesinas,
al roco de las calles.
A margen de las carreteras.

- Mrtires?

Por supuesto
que s!

Tantos que sucumben
a cada da
por las drogas,
en las cunetas
del olvido.

Si mueren de hambre
en los pastos.
De los hormigones
calidos.

A cada da,
si no les matan
el sentido perdido,
en ellos se pierden
las balas de la polica.

- Ejrcitos?

Esto s,
no lo tenemos...

Lo tiene
nuestros enemigos.
Aquellos que nos pagan
tan solo para marchar,
a trabajar.

Pero, fija-te
Seora!
Hacen sus regimientos
con los de nuestra gente.

El malo es que los hacen
con los ms estpidos y cobardes,
aquellos que hasta de si
se ponen ausente.

- Comandantes?

Muchsimos!
Y de los mejores
que hay!

No oste decir
del negro de Palmares?
El Zumbi?
De Sandino y Jos Mart?

Villa, Zapata y tantos otros bolvares
que entre esta gente tan rara,
hasta poco ac estuvo
el comandante Guevara.

- Porque no nos alcanza
la vitorea,
si tantos somos nosotros,
y tanta nuestra historia?

Perdona que le diga,
Seora,
pero desde los tiempos
de los faraones,
de los mandarines,
los samurais japoneses,
o la nobleza europea,
estuviste vosotros:

La clase media!

Vosotros y vuestros consumismos,
vosotros y vuestra comodidad.
Vosotros y sus modismos,
vosotras y su individualidad.

Por esto,
si,
Seora!

Por Raul Longo

QUERO MAIS
CRISE


Que nos criterize
contra a abuso da concentrao
da demanda,
provocando a quebra
da populao de Ruanda.

Uma crise nominal
a todo portador da condio
humana.
Acima do bem e do mal
da crena crist, hebraica
ou muulmana.

Quero o crack,
o crash
que derrube a arrogncia
e aumente o percentual
da ao social,
rendendo debntures aos sem futuro
do sul do mundo.

Quero um investimento preferencial
no mercado sem risco
da sade e da escola.
No quero esmola!
Mas a devoluo do poder de aquisio usurpado ao assalariado.
Quero uma crise que reparta alimento por cada continente!
Quero a crise que desmascare a hipocrisia do ausente,
e ensine que toda fome de responsabilidade daquele que come.

Quero o rateio da porcentagem do fisco.
O confisco da agiotagem e a falncia mltipla dos rgos do avaro.

No peo nada raro!
Apenas uma crise ordinria,
que nos liberte de ruas
e muros que limitam mercados
e definem guetos da globalizao
de uma mesma misria.

No se engane:
na escolha entre a bolsa e a vida,
est Wall Street.
Resgate o assaltante e mate o especulador!

Quero o mundo!
Quero ser branco no Harlem
e centro-americano no Taj Mahal.

Quero tudo igual!

Desejo ser espanhol
e australiano.
Desejo ser to cubano,
quanto qualquer texano.

Quero uma crise que nos solidarize
para que se abdique dos excessos
sobre a escassez de muitos.

Muito mito.
o pouco que resta
para o fim da festa.
E no sobrar ningum: anfitries, convidados ou servial!

Ningum!
Nem mesmo um s consumidor...
Nenhum beduno para desligar o ltimo aquecedor!
Nem um nico esquim a fechar a porta do congelador!

Desejo a crise antes que o mundo acabe!
A ns todos
quero ainda esta oportunidade para que se aprenda,
de Bagd ao Suriname,
a sermos tuaregues, somalis
ou ianommis.
De Pretria Quixad,
de Novgorod Nova Iorque:
o mesmo mongol, japons,
ou boliviano.

Para isso, desejo que no prximo ano
a crise mundial
seja o incio da recesso do egosmo
e o resgate do humanismo.

Com toda sinceridade, desejo aos meus amigos uma longa e aguda crise que devolva aquilo que os desejos de muito dinheiro no bolso roubaram ao longo dos anos desta empulhao a que chamamos sistema. Roubaram, sem dar nem vender pra ningum.

biografia:
Raul Longo

Publicaes: 'Filhos de Olorum - Contos e Cantos de Candombl' Cooeditor/Curitiba - 1980
'A Cabea de Pinochet' - Metrpolis/So Paulo - 1985

Premiaes: 1979 - Concurso Nacional de Literatura Unibanco
1983 - Prmio Miguel de Cervantes
1990 - Concurso de Contos do Paran

pousopoesia@ig.com.br

 

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