s
s
s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Maria Cleane Batista Pinto Mnz
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Ser Poeta

Tem o poeta solidão?
Como pode ser um poeta solitário, se esse é todo tempo visitado, por aroma, cor e sabor.
Como pode ser um poeta solitário, se esse decifra emoções com o mais puro saber e sentir.
Como pode ser um poeta solitário, quando esse é um perfumista afinado, exala todas as fragrâncias, sem mesmo ver a flor.
Como pode ser um poeta solitário, se esse escuta os cantos de cada pássaro, e se emociona ao compor.
Como pode ser um poeta solitário, se esse banha-se nos lagos, riso e mares, em águas turvas-frias em águas mansas e mornas.
Como pode ser um poeta solitário, se as estrelas são para ele pedras, e caminha sobre elas, ver o sol como uma flor, que se chama girassol, e namora com a lua.
Como pode ser um poeta solitário, se esse voa pra onde quer, um dia é um pintassilgo, amanhã um colibri, outro dia uma juruti.
A cada dia é um outro pássaro, voando por todo lado, é um ser voador.
Como pode ser solitário um poeta, se esse vive cercado das mais profundas emoções, e faz da vida uma constante poesia, e esse é um gênio em sentir com sabedoria.
Como pode ser um poeta solitário, se esse é um estilista do verbo, da sílaba coroada, expressa de forma encantada, pintando papéis brancos com palavras, compondo obras sagradas, transfigurando as formas do sentir e do ser.
Como pode ser solitário um poeta, e esse vive com as mais profundas emoções, e a vida é uma plena poesia, esse sim é um gênio do sentir.

Um Cacho Branco de Flor.

Um cacho de flores brancas, que brotou da jasmineira, pulou a cerca de arbustos e fluorou no meu quintal.
Como é soberana a beleza, de um cacho branco de flor, e o cheiro que exala dele, faz o ar virar magia. Foi Deus que por aqui passou, o cacho soltou sua fragrância e Ele a respirou.
São delicadas e pequeninas, mas de majestoso esplendor.
O vento balança o cacho, e esse perfuma o ar, assim vão brincando, um vai balançando e o outro perfumando.
Como é bela a sintonia, do cacho do jasmim com o ar.
E eu fico na espreita, esperando o ar, o cacho balançar, e o perfume das flores brancas solenemente exalar.

Terra Minha

\'A Minha Terra Tem Palmeiras Onde Canta o Sabiá...\'
[Gonçalves Dias]


Também tem o canto do bichinho menino, chorando de fome, sem pão e sem escola, para aprender o beabá.
Tem as orquídeas mais lindas, vitórias régias, antúrios e margaridas.
Também tem índio de calça, pois arrancaram suas penas do cocar.
Tem alegres borboletas, bailando soltas no ar.
Também balas voando, perdidas no meio da noite, matando gente sem parar
Tem a grande verde floresta, o pulmão para o mundo inteiro respirar.
Também gente sem casa, sem um teto pra se abrigar
Tem um mar com caravelas, canto de sereia e luar
Também tem os dejetos que escorrem para lá, matando a vida do mar.
Tem a flecha do cupido, penetrando em corações, nas noites de serenatas sobre o orvalho de prata, do luar lá do sertão. Tem céu azul estrelado, decorando a imensidão.
Também tem fumaça de fábrica entupindo o pulmão.
Tem carvalho e baobá centenários, compondo toda uma beleza da natureza.
Também tem serra afiada, destruindo a grande mata.
Tem os contos contados para o povo, em roda sentados no chão, de quando fazem a debulha do milho e do feijão.
Também tem a seca danada, onde não resta nenhum grão.
Será por causa da chuva? Castigo do Divino? Ou por causa do Dr. Politi-cão?
Tem atleta jogador, fazendo gol de montão, para animar a galera que foi ver o peladão.
Também tem neguinho correndo, debaixo do cacete da polícia, pois roubou a moça rica, e qual será dos dois que precisa da polícia?
Tem goiabas madurinhas, manga espada, cheiro verde, e açafrão.
É terra abençoada, de fértil chão, com açude sangrando água pois tudo que lá se planta dá.
Também tem gente vivendo, se alimentando do lixão, das sobras podres dos ricos, esses não semeiam o nosso chão.
Aí... só resta cantar uma canção, ou contar estórias da carochinha, pra consolar o coração da menina, que foi dormir sem seu pão.
... E Ritinha canta para a fome de Rosinha passa: \'Xô, xô pavão, de cima do telhado, para ver se Rosinha menina, dorme um sono sossegado\'.
... E Zé grita lá de fora: - que música é essa Ritinha, tá endoidando mulher?
No telhado não tem pavão, e nem galinha no terreiro, bota essa menina pra ir chupar o dedo... Vixe Maria, ela tá é variando, e eu vou já me deitar, antes da cruviana cantar...
Será que tem canção que acalante o choro de Rosinha criança, que foi dormir sem seu pão, tem a minha Terra Palmeiras e o Canto do Sabiá?
Sim! \'Minha Terra tem Palmeiras onde Canta o Sabiá, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá\'. [Gonçalves Dias]

biografia:

MARIA CLEANE BATISTA PINTO MUNIZ
, sou Socióloga, nasci em Alexandria/RN, filha de um pai caçador de águas marinhas e de uma mãe que para mim recitava os seus próprios e engraçados versos. Sou casada, com o meu grande Amor Jimy, a minha decisão perfeita. Tenho dois filhos Lucas e Marcello, a minha decisão mais que perfeita, o meu viver, moro na Alemanha, através das cartas que enviei me chamaram de poeta, e hoje cheia de emoção, medo e muito feliz, me declaro ao mundo. A saudade me fez poeta.

andreas.muenz@t-online.de

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s
s