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Carlos Morais dos Santos [Cnsul - Lisboa-Sul e Oeiras]
Nacionalidad:
Portugal
E-mail:
Biografia
A TERRA GRITA

A Terra grita de dor, dolorida
Com feridas abertas nas florestas
e rios agonizando exangues, sem vida
e os ares envenenados com agresses infestas

A Terra grita de dor, sofrida
vendo seus filhos morrendo, em extino
de milhes de espcies j sem lembrana de vida
e os homens matando e matando-se sem paixo

A Terra grita de dor, muito sentida
com os senhores da guerra sem humanidade
que regem tudo pela ganncia desmedida
sufocando a Liberdade, a igualdade, a fraternidade

A Terra grita de dor, j mal ouvida
por tanta indiferena, egoismo e demncia
em que a verdade, a razo e o direito vida
so desprezados cruelmente e sem decncia

A Terra grita de dor, ressentida
por no se ter construdo a Cidade Ideal
por se ter escarnecido Thomas More e a utopia perdida
e glorificado a razo da fora e o poder brutal

A Terra grita de dor, remexida
e chora os seus filhos assassinados
em tantas guerras sujas de crueldade consentida
em nome das mentiras e dos valores atraioados

A Terra grita de dor, j doente e enfraquecida
arfando esmagada pelo peso das legies
que se apressam pelos caminhos de terra exaurida
para saquearem o ouro negro das velhas civilizaes

E as poderosas bombas que mataram inocentes
em Hiroshima, Nagasaky e em Saigo
so agora mais cirrgicas e decentes
somais livres, democrticas e soluo...

so festejadas pelos Golias e pelos dementes
contra os David transviados sem remisso
e mesmo contra um mundo de descontentes
fala mais alto o ribombar do canho

E os coraes dos homens justos combatentes
pela paz, pela concrdia e pela razo
perdem a esperana e desfalecem j frementes
na utopia humanista de uma nova civilizao

em que os Templos e as Obras eminentes
glorificassem a justia, a fraternidade a unio
numa Nova Cidadania mais premente
que com amor universal fosse a Globalizao

Carlos Morais dos Santos
In Sossego Intranquilo, Hugin, 2003.


SER

Ser ou no ser,
eis a questo!
Mas apenas parecer ser
Como nica razo
Do estar e do ter
Nesta vida competio
uma forma de morrer
Sem glria e sem paixo
No amar e viver
Nas alturas e no cho
No sentir a aquecer
O fogo do corao
Nem fazer acontecer
A vida numa fuso
Como a noite e o amanhecer
Em perfeita comunho
Como amar uma mulher
Num fim de tarde de vero
E sentir o amor crescer
Como a lava de um vulco
E depois adormecer
Com esta clara viso:
Que no Ser que est o ter
A vida sempre em pulso
Amando mais o oferecer
Do que a prpria retribuio
Sentir a alegria e o sofrer
No ritmo do corao
Naquilo que nos acontecer
Ou ao semelhante nosso irmo

E quando a vida fenecer
Sentirmos a consolao
De ter valido viver
Por amor e por paixo
Com dignidade e saber
Ser generoso no perdo
Assim como no perder
Ou nas vitrias de ocasio
Ter a lucidez de entender
Que a vida uma lio
Que se aprende mais a sofrer
Do que s na diverso.

Ser ou no Ser, eis a questo !

Carlos Morais dos Santos
In Sossego Intranquilo, Ed.Hugin,2003-Portugal


ONDE AS FLORES TAMBEM MORREM

Onde as flores tambem morrem
Onde os ventos so de morte
E as crianas deixam de ser esperana
E os jardins j no florescem

Onde os homens se dilaceram
Onde os dios matam sorrindo
E a ganncia substitui o amor
E o amor morre ao florir

Onde a crueldade tem rosto fino
Onde a violncia oferece po duro
E a fome arma maior, definitiva
E as mes choram os seus filhos

Onde os fracos j no tm lugar
Onde os poderosos se vestem de arcanjos
E o apocalipse circo espectculo
E as bombas anunciam novo den

Onde a terra fertilizada com sangue
Onde o progresso e liberdade so mercadoria
E o inferno de destruio e morte so tributo
E os filhos da civilizao mtria pagam vassalagem

Ali, onde os jardins suspensos da Babilnia
Outrora ensinaram a vida e a beleza
Ali, onde as crianas sonham com o ventre materno
Os homens caem moribundos, as flores tambem morrem

Carlos Morais dos Santos
In Sossego Intranquilo, Hugin, 2003.


Biografa:
Carlos Morais dos Santos
Nascido em Lisboa em 1935; contista, cronista, ensasta e poeta e escritor com mais de doze obras editadas [obras tcnicas, ensasticas, literrias e poticas] e com publicaes, desde os 18 anos;
Economista Gestor, com formao acadmica de ps graduaes: M.B.A, Mestrado e vrias outras especializaes profissionais em Economia e Gesto - feitas em Portugal e em vrios pases da Europa [Frana, Blgica, Suia, Inglaterra, Alemanha], e Japo, em vrias instituies acadmicas, com estgios empresariais em alguns desses pases; Professor Universitrio [aposentado]; Foi Empresrio e Consultor de Empresas e de Instituies Governamentais, especialista em Desenvolvimento Estratgico; Foi Director, Administrador, Presidente e Consultor de vrias empresas nacionais e multinacionais; Foi Vice-Presidente e Presidente da APM Associao Portuguesa de Management [A.P. de Gestores] - Portugal; Foi Vice-Presidente da SPM Sociedade Portuguesa de Marketing [actual APPM] - Portugal; Membro de vrias outras organizaes scio-profissionais e culturais, nacionais e estrangeiras; membro fundador da APEE - Associao Portuguesa de tica Empresarial e Conselheiro do CSERS Conselho Superior de tica e Responsabilidade Social, de Portugal; Autor de numerosas obras documentais tcnico cientficas ligadas a temas econmico - empresariais, econmico - sectoriais e de Organizao, Gesto e Liderana, e tem apresentado comunicaes e publicado artigos e ensaios de interveno profissional, cvica, cultural e social na imprensa, em revistas de especialidades e em seminrios e congressos em Portugal e em vrios outros pases; Conferencista convidado sobre temas econmicos, empresarias, de Organizao e Gesto, sociais, histricos, polticos, filosficos, e de interveno cvica em vrios Seminrios e Congressos em Portugal e em vrios pases; Membro desde h 30 anos da Sociedade de Geografia de Portugal [Lisboa] e de vrias outras Associaes culturais, das quais ou foi dirigente e fundador de algumas: Membro do Instituto Histrico-Geogrfico do Estado de RN - Brasil, eleito em Maro de 2007; Membro da Sociedade Portuguesa de Estudos do Sc. XVIII - Portugal; Membro fundador da Tertlia Cultural Parlatrio - Lisboa; Membro fundador e dirigente da Tertlia Cultural Fraternidade - Lisboa; Membro da Tertlia Cultural Os Agapianos- RN- Natal; Participante e convidado da Soc.Poetas Vivos e Afins do RN-Brasil; social - democrata independente, activista cvico e poltico, ligado a organizaes e movimentos culturais, cvicos e polticos, tendo militado no combate ditadura portuguesa [com detenes pela PIDE [Polcia poltica da ditadura portuguesa], nas lutas estudantis e sindicais dos anos 50-60-70 e como dirigente sindicalista contra o regime ditatorial, at revoluo do 25 de Abril de 1974, em que participou, integrando posteriormente vrios movimentos polticos, cvicos e culturais como independente; Foi fundador e dirigente do MRD [Movimento Renovador Democrtico] e do PRD [Partido Renovador Democrtico] de Portugal, tendo sido convidado para figurar como candidato a Deputado da Assembleia da Repblica Portuguesa, ao Parlamento Europeu e Assembleia Municipal de Lisboa, concorrendo sempre em lugares no provavelmente elegveis, a seu pedido; Foi atleta de competio de vrias modalidades [tendo sido internacional e campeo nacional portugus nalgumas Judo e actividades nuticas e submarinas], e foi treinador e dirigente desportivo, nomeadamente, como Director do Judo Clube de Portugal e Presidente do CPAS - Centro Portugus de Actividades Submarinas; Maon h mais de um quarto de sculo, tendo desempenhado vrias vezes o cargo de Venervel Mestre, como Presidente de vrias Lojas, e pertence aos Altos Graus Filosficos da Maonaria Portuguesa; Foi designado por duas vezes candidato a Gro Mestre do GOL - Grande Oriente Lusitano. Foi Membro do Grande Tribunal Manico do GOL- Grande Oriente Lusitano; Foi Deputado e Vice-Presidente da Dieta [Assembleia Legislaliva] do GOL-Grande Oriente Lusitano; Garante de Amizade [Embaixador] do GOL - Grande Oriente Lusitano, junto do GOIERN. - Grande Oriente Independente do Estado do Rio Grande do Norte; Garante de Amizade [Embaixador] do GOIERN. - junto do Grande Oriente Lusitano; Membro da Academia Portuguesa de Letras, Artes e Cincias Manicas; casado com Selma Calasans Rodrigues [Professora Universitria de Literatura e Psicanalista e escritora], brasileira do Rio de Janeiro. Reside parte do ano em Portugal-Lisboa-Algs e desde h 17 anos, passa outra parte do ano em Brasil-Natal-RN, onde tem famlia e possui casa em Ponta Negra-RN-Natal.

cmoraissantos@netcabo.pt

 

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