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Inz Olud da Silva
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

FIGURINHAS
[A Bruno Cyrillo, Camila Bady, Karolina, Raoni, meus
irmãos, meus pais]


Peteca na mão
Pião no chão
A noite é fria
Mas São José
Mandou calorzinho
E samba no pé
[Tempo de antigamente.Quintal da minha casa onde nasci e me criei]
Vamos trocar figurinhas
Nas calçadas nas pracinhas
Jogar peteca nos parques
Brincar de amarelinha
Pular corda roubar mangas
E chupar umas pitangas
A vida é a esperança que pousou no meu lençol
Jogar bila Pé-de-Urso
Escorrego de piscina
Mergulha no meu quintal
Cutuca com vara curta
Bandeirinhas no varal
Brigas caretas e risos
Festa de peixe e anzol
[Tempo presente, sem ausentes, na família era só eu
o diabo: Cão do Piutá]
Vamos pecar no regato
Capoeirar feito gatos
E de noite em seu regaço
Sonhar com vida melhor
[Mistura de tempo, conversa vai conversa vem, feliz
daquele que me convém]
Bora brincar de ciranda
Não afugenta as lembranças
Que a vida é uma só
E vale a pena ver melhor
[ Bruxelas um dia destes: comprido e cheio de
saudades, pensando em nós]


2. COLCHA DE RETALHOS

José chega do trabalho
E faz um poema
Se esquece da vida
Da trama da lama
Leva a mulher pra cama
E faz um beleza de poema
E diz nunca mais volto a trabalhar
Me sinto feliz.
Arranca o mal da raiz
E vira aprendiz de poeta
A vida nao é maluca
Ele não é sua matriz
Prefere a filial à vida
Empestada do operário
Que enriquece o patrão
E fica sem nada
Resta a poesia
E a filha no cio,
Maria, que volta do trabalho
E rega uma rosa
Canta a natureza
E chora com a lua
Que esta escura e escondida

A nuvem é poeira
Se acaba a canseira
Beijam-se nas areias
Esquece da teia,
da peia,
da lama
Carrega pra cama
O moço jeitoso
A vida se encosta
No seu travesseiro
A manhã primeira acabou de chegar
João se levanta
Quando o galo canta
Deixa o trabalho
Ninguem é escravo
Pra que trabalhar?
A vida é sem nexo
Por que a poesia
Teria contexto?
Ana se levanta
Quando o galo espanta
Esquece o trabalho que só fez chorar
A colcha e o retalho
para amamentar
A incerteza da frente
Os caminhos de atràs
A vida é bonita
Por fim acredita
Que a vida ganhar
E besteira crua
feroz falcatrua
Pra quê desesperar?
A viola do lado
Vai-se a cantar
Um chorinho pra ele
Que esta por chegar
Cadê o pesar?
Me sinto alegre
Pra quê trabalhar?
A vida é bonita
Você não acredita
Fique a soluçar
Findou-se o contato
Com as noites frias
Joao,Ana, José e Maria
Tranformaram em sonhos
A tristeza e o pesar
Construido agorinha
Um sonho bonito e inútil
Para a inútil poesia
Que serve paara rosa
Que serve para a poesia
Que serve para a rosa
Que serve para a poesia
Que serve pra mim
Poesia pra mim
Rosa pra mim

Inêz OLudé da Silva

3- O Boto Logrado

a Amazônia tem um peixe danado
a Amazônia tem um peito roubado
olha o olho do boto
olha o boto na água do rio
cantando horas a fio
para enganar as morenas
na beira do rio
ele não tem pena
do seu amor penca
zoiando vazio
arranja as encrencas
zuvida macio
a resposta do frio
rio do boto, sinhô viu?
rio do boto,sinhá,viu?
e a conta do vidro que se aquebrantou
o olho cego não vê o quebrado
o barco no rio o sobrado
peixe que nunca viu o salado
o salobro do mar
do pé
do vento
da mata
a virgem que o peixe roubou
viu sinhô,viu sinhá?
foi-se o peixe, enrolou-se na virgem morena
e danou-se pro fundo do mar
Inêz Oludé da Silva
Bruxelas [1997]

Biografía:
Inêz Oludé da Silva
, artista plástica, poetisa, professora de portu-
guês,editora da revista Brasil na Europa. Trabalhou durante anos na
promoção da cultura, possue uma experiência estendida neste domínio, adquirida no âmbito
de suas funções de artista plástica, escritora e embaixadora cultural. Pelas participações
ativas na sociedade e pela organização de numerosos eventos culturais, é muito conhecida das comunidades brasileira, latino - americana, portuguesa, belga e africana. Com efeito, ela impulsiona projetos e ações culturais de todo tipo , realiza eventos como exposições, concertos, conferências, etc., realizou numerosas atividades em parceria com várias instituições de repu-
tação internacional como, Festival Lagunimages- de Cotonou- Benim, UNESCO, Flagey do
Brasil,Casa da América Latina, Maison du Peuple, Echevinat de la Cultura de St Gilles, Casa
do Brasil [Embaixada do Brasil], da Amece : Assembléia mundial dos Cidadão e políticos pela
Agua [Parlamento Europeu] fundadora, da 1a Bienal de Artes Brasileiras de Bruxelas.
Participação nos livros
-\'Quand les Bruxellois d\'Ici et D\'ailleurs Racontent\' ed Harmattan- contos
-\'Panorâmica do Conto em Pernambuco\' ed Escrituras, organização Cyl Gallindo e Antônio Campos -contos
- no prelo
Os amigos de 68 a \'Geração que queria mudar o mundo\'-contos
-\'As Aguas da Memória_a Rota do Escravo [poemas ilustrados]
publicação de poemas no Nave da Poesia, Portal da Unesco e outros jornais da web.

inezolude@yahoo.com.br

 

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