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Maria Flix Fontele [Cnsul - Aguas Claras-DF]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

Ilusão na Catedral

Homens e mulheres
fustigados com o
açoite do vento
flutuavam na direção
de uma luz estelar,
como os anjos da Catedral.
Sonolentos,
rostos sonolentos,
rogavam ao banho
da claridade
como náufragos ávidos
por terra firme.
A luz, tênue pupila
a deslizar entre as
nuvens, era apenas o
espectro de seus olhos.



Um sonho

Vestiu-se de anjo.
Balançou
as asas contra o vento.
Sobrevoou a cidade
feita do ouro e da prata.
Sentou-se numa nuvem
azulada de fumaças
para ver se o tempo
passava na desgraça
dos dias móveis, infinitos
tão tranqüilos e benditos.
E jogou-se no vácuo
Voou de lado para mirar
o Oeste
terra que oferece prazer.
E tornou-se homem
Deixou de ser anjo
Galgou pelos campos
Conquistou seus sonhos
Sentiu-se como Deus
Mas não passava de uma judeu
que com um grito rouco
ergueu-se um pouco
estendeu a mão e
disse que era Adão
O povo inteiro fez
procissão
Já não era um santo
Mas um tal de João
que atravessou com Eros
o umbral da imortalidade
para amar todas as mulheres
Mulheres de todas as cores,
pedaços de céus no universo.
E chegou a madrugada
feita de sonhos,
misturada com luz solar.
Chegou sem arruaças
Lhe acordou sem tombos
Lhe despiu o anjo.
Lhe fez uma fita
a desenrolar-se
E lhe disse o mais
difícil do que fácil.
Quando o dia escapuliu

Canção para o silêncio

Todas as manhãs
quando acordava
ele compunha
uma fresta de luz
para o silêncio.
A fresta era o instrumento
o silêncio, o ouvinte
Ficavam assim
enternecidos
O homem
A fresta
O silêncio.
À noite,
o silêncio ensurdecia
Não havia fresta
O homem dormia.


Brasília

A cidade dos palácios
não tem muros.
Seus guardiões são
homens invisíveis
que tecem a história
no porão do tempo.
Tripulantes da nave-mãe.
Cidade verde de sonhos,
madura de ambições.
Suas ruas são apenas
ruas despedidas de
esquinas e becos.
Braços eternos
a receberem a ardência
do Sol, o brilho da Lua.
Os palácios
são casas brancas,
belas,
suspensas em arcos.
Arte concretizada.
Palco das ilusões.



Ao Sabor Da Poesia


O que é poesia? Esta foi uma pergunta de uma pesquisa feita pela Internet em 2001, em que 50% dos participantes disseram que poesia é \'sentimento transcrito em palavras\'. Outros 25% afirmaram: \'Poesia é arte\'. Já 16,67% destacaram: \'Forma de se viver\'. E 8,33% admitiram: \'Não sei o que é poesia\'. O Dicionário Aurélio assim a define: \'Arte de escrever em versos; entusiasmo criador; inspiração; aquilo que desperta o sentimento do belo ou, ainda, o que há de elevado e comovente nas pessoas e nas coisas\'.

Difícil de ser definida, a poesia pode ser a expressão máxima de um sentimento, da beleza ou mesmo uma atitude de contemplação diante da vida. Grandes poetas destacam que essa arte, uma das mais antigas, nasce das profundezas do ser para despertar e religar o homem à própria essência da vida e do universo. Assim, o poeta é cidadão do cosmos. Sua sensibilidade capta as ondas mais sutis que percorrem o universo humano e as transformam em versos. Em seu poema Motivo, a escritora Cecília Meireles deu uma pista sobre a sua condição ao dizer: \'Eu canto porque o instante existe e a minha vida está completa/Não sou alegre, nem sou triste: Sou poeta\'.

Todos nós podemos ser poetas? O escritor e filósofo Huberto Rohden, tradutor do livro de poemas Tão Te King, de Lao-Tse, afirma que isso é plenamente possível, mas faz algumas observações. Diz ele: \'Para ser escritor ou poeta, não basta ao candidato saber gramática e sintaxe; nem forjar belas frases e burilar cadências rítmicas: se alguém quer escrever para os homens e não para as traças é necessário ter uma alma ultra-sensível que saiba cristalizar em idéias conscientes e inconscientes a atmosfera das almas dos homens\'.

O filósofo continua: \'O poeta faz nascer o que já era concebido e andava em gestação; é o intérprete consciente da subconsciência universal. É o locutor da humanidade\'. Enfim, o poeta é aquele que ama a natureza, a vida em plenitude e que reconhece e sente o pulsar das eternas inquietações do coração humano.

BIOGRAFIA


Maria Félix Fontele Dourado.

jornalista, escritora, colunista, pesquisadora e editora.
Foi secretária adjunta e coordenadora de Comunicação do Governo do Distrito Federal.

Coordenadora de Comunicação da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Foi Assessora de Imprensa da Secretaria de Gestão Administrativa e da Secretaria do Meio Ambiente do Distrito Federal, Sinduscon, ICT, Consad, Sindser, Organização Jaime Câmara, entre outros cargos.

Atuou como jornalista em diversos órgaos de imprensa como Jornal de Brasília, Última Hora, Correio Braziliense, Jornal da Comunidade, BSB Brasil, Sete, JBN, Top News, Cinco de Março, Revista de Gestão Pública, Revista do Biocombustível, Revista Excelência, entre outros.

Ocupou diversas funções pelas várias redações em que exerceu o ofício jornalístico: repórter, cooordendadora, editora.

Foi premiada na Áustria em concurso literário. Tem poemas publicados em várias antologias e coletâneas.

É mulher do escritor Gustavo Dourado e mãe do cineasta/escritor Gustavo Fontele Dourado e do músico/ator Elias Francisco Fontele Dourado.

Tem poemas publicados na Internet na qual destaca o link:

http://www.gustavodourado.com.br/maria.htm e o cordel em sua homenagem:
www.vaniadiniz.pro.br/gd_cordel_maria_felix.htm
http://www.vaniadiniz.pro.br/maria.net/index.htm

http://www.gustavodourado.com.br/maria.htm Poemas de Maria Félix

http://www.vaniadiniz.pro.br/gd_cordel_maria_felix.htm Cordel da Maria

http://www.vaniadiniz.pro.br/maria.net/index.htm Foto


mfontele@yahoo.com.br

 

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