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Jess BARBOSA DE OLIVEIRA
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

HORAS NOTURNAS

Quando bate a modorra,
reluto incançavelmente
para não sucumbir á efêmera morte diária
a que me impõem os contínuos breus dormentes,
os quais me fazem jazer sobre a cama
do esteio da velha solitude teimosa
que comigo aporta nesta alcova nova.

porque quero muito ficar
ao sabor do fraternal masoquismo
dum recente relicário
de rios que inexplicavelmente sem sentido se esfumaçam:
afinal sem saber-se refluentes.
Sem saber se exatamente poderão talvez um dia desses
voltar á sua congênita forma.
No entanto, eu bem sei: eles não são molas!

Ah, me pego subitamente
afogando-me nas águas profundas do divagar
onde alfobram o titanismo
e seus devotados miasmas garridos.
Entretanto, uma vez mais,
para o quarto retorno. Me fixo na janela
a contemplar o fluir e o refluir das relíquias fraternas
que, na estrada saudosista da memória, perpassam lépidas.
Sim, então, sob o peso da dor, sobre o leito, desmaio.
Com efeito, sob o peso das águas que não jorram,
no catre, eu mortamero cansado!
Cansado de olhar o rio que corre. Corre cheio de desapego:
desapego ao passado ainda tão claro.

DONA DA MINHA VALSA

Gostas de seguir-me a cada movimento.
Amas quando tens o ensejo de te apossar dos meus pensamentos.
Excitas-te ao sentir o pulsar hercúleo e edace da tristeza.
Tristeza em que dolorosamente sirvo de alfobre.
Teu alfobre. Tua vivenda!

Tu, sempre a fechares todas as gretas de alacridade
Que abro.
Tu, sempre a salpicares meu peito de desventuras,
Enxovalhado-o de mágoas, oceano de amarguras.
Tu, sempre a pores limitações em meus ideais,
Onirofágico relicário de meus mais caros sonhos.
Tu, sempre a quereres que siga um caudaloso rio soturno.
Tu, sempre a fazeres de mim teu manipanso.
Tu, sempre a rainha magna da possessão.
Tu, sim. És tu mesmo: sicária conseqüência da sonhada
Felicidade vã!

Na verdade, queres me botar na valsa...
Na verdade, me impões a valsa...
Na verdade, me fazes dançar contigo a valsa...
Na verdade, em mim, és a própria valsa. Enfim, tu, solidão, és a Minha própria valsa diária

PENUMBRA DA VIOLÊNCIA

Eles dizem que os habitantes da senzala contemporânea
Não são merecedores da diafaneidade da revolta,
Mesmo quando vêem o apagar abominável de sua flama
Já tão esmaecida pela vida miseravelmente cotidiana

Como se a centelha de um arquiteto popular de casas
Não tivesse a mesma têmpera que a de um menestrel, que platéias
Arrebata, através da lírica soprada por densa flauta de fragas

Como se aquela que levanta sob o afago dissaboroso
Do céu da alvorada, para depurar os castelos urbanos,
Não se irmanasse em importância aos catadores de lixo Cibernético, que limpam as cybercidades,
Onde alguns poucos de nós habitamos mentecaptos e tão Crédulos de nossa superioridade!

Eles, pescadores de achismos e filhos do estamental egoísmo,
Pensam que, por estarem sob os holofotes da voga, merecem
Imadiato reparo pelas balas da perda que os alvejam ao sol do
Agora]

No entanto, a eles se deve dizer:
Todo dia uma digna luz da vida é apagada;
Todo dia vigas da existência são destroçadas;
Todo dia tombam mães e pais de família, curtidos de sol
[E de labuta,
Pelas mãos dos revólveres da legalização segura;
Ou perdem seus filhos para as falsas promessas do capital,
Que traz consigo o rastro bruno que desponta no lato sorriso
Do horizonte da Anti-Aurora Imperial

Portanto, cessemos definitivamente de verter os inefáveis Granizos da hipocrisia.
Se vamos chorar, choremos, então, não tão-somente por
Vaga-lumes que julgam estar no auge da sua luminescência;
Todavia, sobretudo, com o mesmo ardor pelos seus congêneres,
Que erram por aí, quase sempre ofuscados pela inexorável
Sombra da mendicância, do padecimento, da desventura
[Do anonimato que se propala, abunda!

biografia:
Jessé BARBOSA DE OLIVEIRA

meu nome é jessé barbosa de
oliveira. nasci na cidade do savador, bahia em junho de 1982.
exaro poemas desde os meus 16 anos de idade e ultimamente tenho tido o ensejo de publicá-los em portais de poesia. contudo, apesar de usar a poesia como ferramenta de catarse pessoal e reflexão sobre o mundo em que vivemos, não me considero poeta por achar que este transforma o chumbo da vida cotidiana em rosas de ouro, além de plantar profundidade no jardim da simplicidade.

barbosia@zipmail.com.br

 

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