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Lairton Trovo de Andrade [Cnsul - Pinhalo-PR]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

POEMA SOMBRIO
Lairton Trovão de Andrade

Palavras soltas, sem sentido algum,
Revoam sons, borboleteando à-toa,
Versos inversos de cores desbotadas,
Sombras que passam silenciando tudo.

Lágrimas áridas ferindo entranhas,
Choro de corações sem nenhum eco,
Deserto humano de securas tantas,
Alma sem vida - paradoxo estranho.

Tombara a flora por devassas mãos,
Agonizando os rios na destruição,
A terra infértil vem chorar seus frutos,
Que há tantos anos já não são provados.

Ó oxigênio, como és vil vocábulo!
Tudo perece neste mundo inglório,
Espaço inútil a atmosfera ocupa,
Onde a razão irracional tornara-se.

Ah, quanta dor existe nesta angústia!
Shopenhauer não sou nem sou o Nietzsche,
Mas vejo o desamor ferindo o mundo,
Com sofrimento à natureza humana!

E o que dizer da mais sangrenta guerra,
Da paz a morte que suplica vida?
O que será deste planeta insano
E destes seres que ideais tiveram?

Ó tu que amor profundo ainda sentes,
Tudo há de transformar co´amor somente,
Nenhum milagre salvará o Planeta,
Se não houver no amor vital semente!

A PAZ
Lairton Trovão de Andrade

Viver com humanidade,
sem angústia nem paixão,
com toda serenidade,
é ter paz no coração.

Olhar pra sua consciência
sem ter que chorar atrás,
é sentir doçura e ciência
do que seja estar em paz.

Quem habita bem a Terra
e age com tranqüilidade,
quem condena sempre a guerra
promove a paz e a amizade.

Ainda que haja injustiça
com a traição perspicaz,
a minha grande cobiça
é sempre viver em paz.

Com mais correta intenção,
como, de Abel, o penhor,
sobe ao céu minha oração,
pedindo a paz do Senhor.

Que meu Deus Onipotente
a todos derrame a graça
de ter a paz permanente
na vida de cada raça !

Sim, que possamos dizer,
sem nenhum remorso então,
com paz, amor e prazer:
\'Eu te abraço, meu Irmão\'!

HOLOCAUSTO
Lairton Trovão de Andrade

Os hinos que estão esquecidos,
Os dias que mal os vivi,
Os sonhos que não os sonhei,
Os versos que nunca escrevi...

Do fundo do mar o negrume,
O hélio apagado do Sol,
A Lua coberta de nuvem,
O já desbotado arrebol...

A triste canção sem o ritmo,
A minha poesia sem nome,
A feia pintura que eu fiz
E o mais infecundo pronome...

O eclipse total lá do Sol,
O velho que está com pavor,
O choro dorido do Iraque,
O jovem que não tem amor...

O ozônio queimado do céu,
A bomba que já explodiu,
A prole sozinha sem pai,
A boca que nunca sorriu...

A Deus ofereço esta dor,
- Eu juro, não sou o Caim -
Que o Deus do Universo e do Amor
Perdoe, por ti, o erro em mim!

A mãe que matou seu bebê,
O ódio malvado do irmão,
A luta sem trégua do lar,
Do mundo a violenta paixão...

A luz do olhar deste cego,
A voz deste mudo cantor...
Suspiro de ave sem ninho,
Amigo caído com dor...

A vil poluição destrutiva,
Aquele progresso mortal,
A luz apagada da morte,
A fúria de um vendaval...

A louca corrida das drogas,
A promiscuidade sexual,
A aids com sua mortalha,
O reino tão negro do mal...

A paz lá da guerra funérea,
A sede do irmão nordestino,
A fome de todos os homens,
A culpa sem fim do destino...

A Deus ofereço esta dor,
Embora não seja o Caim,
Que o Deus do Universo e do Amor
Perdoe, por ti, o erro em mim!

biografia:

Lairton Trovão de Andrade
, filho de Boanerges Trovão de Andrade e Ana Vizotto de Andrade, é poeta e trovador brasileiro, bacharel e licenciado em Filosofia Pura. Nasceu no dia 28 de fevereiro de 1943, em Pinhalão, município interiorano do Norte Pioneiro do Paraná, Brasil. Dedicou sua vida ao ensino escolar, tendo lecionado Filosofia, Psicologia e História, além de outras disciplinas. Tornou-se professor efetivo do Estado do Paraná, através de concurso público. Editou cinco livros - três de poesias e dois de reflexões filosóficas. Possui também livros eletrônicos no Portal CEN - \'Cá Estamos Nós\'. Além disso, é músico e compositor. Escreveu a música e a letra do Hino Oficial de Pinhalão, a música e a letra do Hino da Padroeira de Pinhalão, a música e a letra do Hino Oficial do Portal CEN - \'Cá Estamos Nós\', a música e a letra da Canção ao Portal CEN - \'Cá Estamos Nós\', uma missa polifônica, em três vozes mistas, além de outras composições musicais. Hoje, professor aposentado, curte a vida em contato com a natureza, ainda bela e rica, da sua terra natal.

lairtontrovao@gmail.com

 

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