s
s
s
s
s

El contenido de esta página requiere una versión más reciente de Adobe Flash Player.

Obtener Adobe Flash Player

Jlio Sampietro
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
RESTOS DE VOC

Nada em mim, seno restos de voc...

Ausncia a palavra mais presente no meu mundo de saudade. Sou como iluso cheia de esperanas mortas, pois de que vale amar e no ser amado?

o mesmo que dar e no receber. viver momentos interminveis no vazio dos teus braos e no desejo dos teus beijos.

Enquanto passo os dias levando 'meus ais' at voc, teu corao no recebe porque no sente o quanto me embriago na lembrana de ns dois.

O que h de ser de mim?
Jamais outra pessoa poder substitu-la!
Por que, hoje, a repercusso dessa mgoa, me assola...

Talvez seja o vento que assobia na janela, a solido do quarto onde me agito, a escurido da noite que se esvai nas horas to cheias de minutos, nos minutos to cheios de segundos...

Tento deitar... no consigo conciliar o sono.

S voc pode me acalentar. Venha embalar-me outra vez em teus braos, cantar canes de amor que produzam sonhos coloridos, afagar meus cabelos, falar de voc, dos teus caprichos e dos teus desejos.

Chega de saudade! Faa eu sentir a alegria da tua presena; mostra-me como se deve viver para no morrer...

Quem sabe, amanh, poderei despertar num mundo cheio de afetuosidade, de retribuio, ausente da solido que ora mata minhas esperanas de abraa-la. E, se ainda vivo por teus beijos, pelo teu amor que sempre acreditei um bem em minha vida.

Fora dele...

Nada em mim, seno restos de voc...

Jlio Sampietro

MITOS E VERDADES

O povo do interior tem muito o que contar para quem nasceu em grandes capitais, principalmente se as coisas aconteceram quando criana. Da, a fantasia aumenta. Os sonhos so maiores que a realidade.
Um rosto no poro: Voc j pegou um caco de espelho refletindo a luz do sol na sombra de um poro? Pois faa isso e desvendar, no escuro, todos os tipos de abantesmas possveis.

Certa ocasio tive a oportunidade de iluminar a viga de madeira do poro de
um casaro que estava cheia de 'orelhas de pau'. Esses fungos formados pela umidade, sugerem, no reflexo do espelho, imagens dantescas, como rostos de
todas as formas imaginveis.

Desenho nas nuvens: Quando o cu estiver carregadinho de nuvens e o tempo estiver para relmpagos, pare um pouco no parapeito de sua janela. Observe atentamente os contornos das nuvens que se alteram de acordo com a eroso do vento.

Nelas voc ver rostos deformados, animais e outros desenhos exagerados, conforme a sua imaginao.

Viajando com as estrelas: noite, observe calmamente o cu estrelado.

Conseguir descobrir o brilho, as cores, a pulsatividade e a viagem de uma delas tal qual um o.

Quando isto acontecer, no conte a ningum. Faa um pedido particular. Dizem que d certo desde que no prejudique o prximo ...

Fogo-ftuo: Observei, tambm, no interior, o j falado fogo-ftuo, uma bola
acesa que fica volitando no ar nas noites sem brisa. Dizem ser a inflamao
de gases expelidos pelo fsforo dos ossos de pessoas e de animais enterrados.

O fantstico de tudo isto a beleza visual. Ora desce rasteiramente, ora sobe rapidamente at copa de uma rvore e de repente se apaga pelo prprio consumo de sua combusto.

Ps nas brasas: Na noite de So Joo fiz uma experincia fantstica com meus colegas de infncia. No sei se hoje seriamos capazes de repeti-la.

Quando deu meia-noite, espalhamos as brasas da fogueira, concentramo-nos com muita f, dizendo trs vezes:
'Viva meu senhor So Joo'
'Viva meu senhor So Joo'
'Viva meu senhor So Joo'

Depois, pisamos descalos sobre as brasas ardentes.

A nica sensao que tivemos foi a de estar pisando em pedras pontiagudas...

Coisas da f... experimente, mas lembre-se... com muita f!

Bibels, Espritos e Pndulos: Dizem tambm que os bibels de elefantes de
porcelana devem ficar de costas para as janelas da rua para atrair riquezas; que o 'Buda', filsofo oriental s atrai felicidade para dentro de casa se sua estatueta for presenteada.

Fiz experincias positivas com o copo de cristal deslizando sobre o alfabeto
onde so codificadas as respostas dadas pela 'interferncia' de espritos comunicantes.

Temos tambm o adestramento do Pndulo, uma esfera de madeira suspensa num cordel fino de pescaria. Atravs de seus movimentos rotativos ora para a esquerda, ora para a direita, ou seja: negativo [no] ou positivo [sim], ele chega at a localizar objetos perdidos.

Morcegos e Sacis: Sabe como se caa Morcegos? Muito simples: Pegue uma vara de bambu fina e tamanho mdio. V para o quintal em noite clara e agite-a de tal maneira at provocar um zumbido. Os lendrios animais sero atrados pelo som levando uma chibatada at carem desacordados.

Sabe como se caa Sacis ? Bom... isto j bem mais complicado levando-se em conta que o assobio do perneta pode ser fatal para os nossos tmpanos...

Misticismo e Materialidade: Toquei nestes assuntos para desligar o leitor, um pouquinho, em leves pinceladas, da vida sedentria de hoje. bom ser uma espcie mstico-materialista. Afinal, os animais que ainda se classificam como seres movidos pelo instinto, desenvolvem fenmenos extra-sensoriais em grande escala enquanto que ns, chamados homens racionais, intuitivos,

vivemos a maior parte do tempo afundados nos precipcios de uma efmera
materialidade.

preciso abrir os olhos para 'extrapolar' nossos horizontes. Buscar, nas
aventurazinhas e nos sonhos, a concretizao das nossas realidades.
Tempo perdido ?
No !

A felicidade como um punhado de doces. Se demorarmos a abocanh-lo as
formigas e outros insetos daninhos sero os nicos a provar desse nctar.

Voltarei com outras tesezinhas...

Jlio Sampietro

-----------------------------

BRINCANDO DE RODA

'Ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar...'

'Atirei um pau no gato-to...'

Tempos que l se foram, desejos de ser criana.

'Se esta rua, se esta rua fosse minha...'

Ah! Se o tempo voltasse, no mudaria jamais.

'Capelinha de melo, de So Joo...'

Badalos que ecoaram, sinos no mais tocaram.

'Sapo cururu, na beira do rio...'

Mame, lembrana marcante, na minha infncia.

'Coelhinho da pscoa, que trazes pra mim...'

Riquezas da vida, em braos maternos vivi.

'Cuca comprida, que dorme no telhado...'

Papai, no tempo de trovoada. Tinha medo de nada.

'A barata diz que tem, um sapato de veludo...'

Assim embalado, eu dormia nas canes de ninar.

'Marcha soldado, cabea de papel...'

E nos tempos da escola! Livro e caderno traziam lio.

'Criana feliz, que vive a cantar...'

Quanta cano, na lembrana ficou.

'Minhoca, minhoca, me d uma beijoca...'

O tempo que n'alma toca, sempre renovador.

'Escravos de J, tocavam caxang...'

Aos pouquinhos cresci e da criana esqueci.

'Terezinha, de Jesus, deu uma queda, foi ao cho'

O corao em nuanas se viu envolvido na paixo.

'O cravo brigou com a rosa...'

Anos dourados! Jovens precoces! Pureza se foi e inocncia tambm.

'Serra, serra, serrador, serra o papo do vov...'

'Dia da Criana' Brincando de roda e cantar estas lindas canes:

'A marchar a brincar e a cantar'.

Hoje somos do mundo infantil.

Amanh saberemos tambm lutar Pela paz, pelo bem do Brasil'.

Jlio Sampietro

biografia:

Piratininga e Agudos
Nasci em 1943 na cidade de Piratininga, Estado de So Paulo. Aos 17 anos publiquei a primeira crnica 'A Natureza' no jornal 'O Agudense' na cidade de Agudos, interior de So Paulo.

So Paulo
Fiz curso de aperfeioamento de Literatura e Portugus na UBE - Unio Brasileira de Escritores em So Paulo. Diretor de grupo de Teatro - adaptei uma srie de esquetes. Dirigi algumas peas, entre elas: 'Paixo de Cristo' adaptada para apresentao ao ar livre e 'O Judas em Sbado de Aleluia' de Martins Pena.
Casado em 1971 com Clara do Pilar Souza Sampietro, quatro filhos, Marcelo, Cludio, lvaro e Juliana.

Paranagu
Fui cronista dos jornais Dirio do Comrcio, Dirio do Litoral e Folha de Paranagu onde a coluna Banco de Dados deu lugar a um caderno de 'Cultura e Turismo' durante trs anos. Em 1997 fui recepcionado com o Medalho e Certificado pelo Centro de Letras de Paranagu. Ocupei o cargo de Administrador do Teatro da Ordem de 1997 at 1999 pela Fundao de Cultura da Prefeitura. Compus vrias letras com parcerias e conquistamos alguns prmios em Festivais de msica.

Curitiba
Sempre atuei na rea Contbil, mas desde jovem me dedico s crnicas, contos, poesias, reportagens do quotidiano e divulgao de nomes ligados cultura do Paran onde vivo desde 1984 com a famlia.


julsam@ibest.com.br

 

Desarrollado por: Asesorias Web
s
s
s
s
s