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Reginaldo Honrio da Silva
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

POEMA DA COR DA CONSCIÊNCIA
© Reginaldo Honório da Silva
O Poeta da Estrada


Não sei qual cor domina a consciência
Ouso até duvidar que o branco seja realmente da paz
Ao longo do tempo onde passa o branco
Instaura-se a injustiça, a ganância, a ignorância.
Onde passa o branco morrem os rios
Nascem as intrigas, a fome e a miséria.

À noite de lua o lobisomem ataca vilarejos
E o seresteiro abandona a namorada na janela
E se afoga nos braços da mariposa num bordel
O saci trança as crinas dos cavalos
E os cães de toda espécie uivam traiçoeiros
Mais por medo do que por valentia.

Na noite de negra escuridão o silêncio impera
Ouvem-se as orações e os anjos cantam
Abrem-se os corações e o amor se faz em sua plenitude.

Nessa calmaria [sem medo do branco]
O homem de qualquer cor dança em volta do fogo
Canta louvores aos deuses da sua inabalável fé
Para que um dia a hipocrisia branca
Na bandeira do mundo
Seja coberta por uma poesia escrita na cor azul.

Ao azul fogem as nuvens brancas e as negras
Pois o vento que as afastam não escolhe a cor
Apenas abre alas para o infinito azul.

Ainda que o branco ouse enganar-se de paz
O homem de qualquer cor estará olhando o manto estrelado
Pois em seu azul majestade [conscientemente]
O céu se detém à primavera
E nela a paz se exibe em todas as cores.

Rio Claro, 15 de Janeiro de 2007.

CARTAS DO TEMPO
© Reginaldo Honório da Silva
O Poeta da Estrada


O tempo é um invólucro
De onde se tira uma carta por dia
Uma carta de amor
Uma carta com um beijo de batom
[Em qualquer tom]
Uma carta de adeus...
Muitas... muitas cartas
Quiçá um dia o tempo me traga
Uma carta da mulher
Aquela que sequer em transe
Eu pude imaginar...

Rio Claro, 22 de julho de 2005.

PARANÓIA
© Reginaldo Honório da Silva
O Poeta da Estrada


Do lado oposto da plenitude plena,
invocados os paranóicos vilões
admoestadores de fidalgos,
um mensageiro negro acena,
traz uma notícia nova,
diz que a paz
foi restaurada no oriente.

A cruz vermelha tingiu-se de céu,
os explosivos abrandaram
as loucuras humanas,
o bem foi repartido entre os maus
e o mal foi dissipado de vez,
para alimentar os sonhos da partilha.

Prisioneiros do ocidente:
Um engraxate faz reluzir
os sapatos caros
dos fidalgos das Nações Unidas,
e uma criança órfã de pátria
aperta - ironicamente - os botões
da bomba atômica.

Não há plenitude plena,
se a paranóia não tiver um vilão.

Rio Claro, 17 de outubro de 2004.

Biografia

Reginaldo Honório da Silva
. Nasci em Itaguajé / PR, no dia 06 de setembro de 1964.
De origem pobre, criei-me nas colônias e fazendas da região da Alta Araraquarense e tive uma infância como qualquer outra criança pobre do interior. Morando no município de Ribeirão Bonito/SP, assim como meus seis irmãos, ajudava meu pai, que ora era braçal nas lavouras, ora trabalhava na ordenha de gado leiteiro, ora cuidava de granjas avícolas.
Aos catorze anos de idade, comecei a trabalhar nas diversas lavouras da região, como o algodão, por exemplo, mas, principalmente, nas lavouras de cana-de-açúcar, durante o dia, e, à noite, freqüentava o curso ginasial, onde comecei a rabiscar minhas primeiras palavras, falando especificamente sobre o amor, pois acreditava que este era um conto de fadas e teria sempre um final feliz. A vida ensinou-me tudo, exatamente, ao contrário.
Com 21 anos resolvi encarar a vida de frente e, sozinho, fui para São Paulo, Capital, onde fiz inscrição na Polícia Militar do Estado. Embora meu objetivo fosse servir no Corpo de Bombeiros, ao término da Escola de Formação de Soldados, fui classificado no 3º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, na cidade de Rio Claro/SP, dali, fui destacado para trabalhar na Região de Araraquara/SP e, seqüencialmente, em São Carlos/SP, onde, às margens da Rodovia Washington Luiz, comecei a escrever mais efetivamente meus poemas. Passei a residir em Rio Claro/SP, por questão profissional, em 1994.
Em 1999, conheci o CLIRC, Centro Literário de Rio Claro, tornando-me membro, onde adotei a alcunha de \'O Poeta da Estrada\'. Mais tarde tornei-me sócio fundador do CLIRC, e fui eleito 1º Secretário, compondo assim a primeira Diretoria do então Centro Literário Rio Claro [e não \'de Rio Claro\', como era no princípio].
Nos Saraus e reuniões literárias fui ampliando meu veio literário, variando leituras e autores, diversificando temas e tornei-me crítico, embora reservado, quanto à política e à religião.
Tornei-me membro do Clube dos Escritores de Piracicaba, onde atualmente ocupo uma cadeira no Conselho Acadêmico.
Tenho publicado em meu nome, além da participação nas Antologias do CLIRC e do Clube dos Escritores de Piracicaba, um EBOOK, intitulado \'Águas do Guarujá\', pela AVBL - Academia Virtual Brasileira de Letras, e outro EBOOK, intitulado \'Em Três Atos... Ou Mais\', pela Del Nero Virtual Bookstore.

rehonsi@yahoo.com.br

 

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