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Aida Machado Domingos
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

PLENOS DE AMOR

Naquele instante que senti em meu corpo teu doce veneno nada mais passou a fazer sentido, estremeci de prazer e assim sufocada de felicidade, sentido o gozo do sabor saciado, me aquietei em teus braços, pedindo aos céus para eternizar o momento.

Acabou a dor exterminou a saudade, só de plenitude me fiz mulher, delicioso momento delirante prazer, beije minha lingua faminta suplica, mata para sempre esta fome de amor.

Meu corpo entregue se entrelaça ao teu sentindo como único sofrimento delirante prazer, assim perdida para sempre em teus braços quero cantar uma canção de amor.

Acordar sorrindo coração em chamas, abrir os olhos lentamente tocar teu corpo saber que existe, não foi loucura de uma alma faminta que vive cada segundo em busca do amor.

Só resta agora fazer poesia, vagar no tempo, fechar os olhos, sorrir para a vida mesmo sabendo que em tua ausência pouco a pouco segurei morrendo quem sabe um dia renasceremos juntos para só então nos tornarmos unos plenos de amor.

Aida M. Domingos

ALCANÇAR UMA ESTRELA

Sinto no peito um vazio miserável confundindo meu querer, com uma saudade de algo não esclarecido, vontade de explodir em paixão, andar sem rumo sem, sem mágoa buscando somente a plena satisfação, com a alma solta ao vento ir em busca da minha emoção, tomar banho de chuva com roupa branca ao luar, sem me incomodar com o frio arrepiando a pele molhada, castigada de tanto querer.

Alcançar uma estrela fazer um pingente brilhante colocar no pescoço sem nada para pendurar, arrancar uma flor amarela do jardim da esperança, com ela enfeitar o cabelo em desalinho, correr no gramado descalça, sem rumo sentir o aroma da noite, cortejar um galã ciente da força que emana da alma envolve o mais improvável mortal.

Gritar um segredo ao mundo sem medo sem culpa ou vergonha , viajar nas asas desta emoção e assim abraçada com a liberdade ver um novo crepúsculo, descobrir outro brilho em minha alma, tornar-me princesa dos meus próprios desejos.

Mimada envolta em carinho esperar a primavera voltar com todos os aromas das flores perfumando o jardim da minha ilusão, não olhar para trás, sem remorso ou arrependimento entregar em tuas mãos a chave dourada que desvenda o segredo da felicidade.

Aida M. Domingos

FELICIDADE TEM PRESSA

A felicidade tem pressa e nessa procura nem a vemos chegar
Quando vem de vagar passa como uma nuvem
Beija meu rosto, nem a noto apressada que estou
Pode chegar envolvida numa flor amarela

A felicidade pode chegar na harmonia do lar
No sono tranqüilo do filho, quando volta cansado da rua
Ao contemplarmos, suspiramos maravilhada com seu retorno
Pode chegar em um por de sol deslumbrante explosivo em cores como a vida

A felicidade pode chegar quando percebermos que aqui é melhor que lá
E mesmo que estejamos lá não seremos felizes se estivermos em busca de outro aqui.
Como é simples ser feliz, basta um sorriso amigo um afago , um abrigo
Alguém que diga cá estou e apesar de todo pranto torna a vida um encanto

A felicidade pode chegar nas horas que não a buscamos
De tanto a desejar nem sempre percebemos
A felicidade tem pressa em nos contemplar então chega nas coisas mais simples da vida
Onde o dinheiro não pode comprar nem a traça corroer

A felicidade pode chegar por uma flor pelo vento, pela brevidade do tempo
Em um cruzar de olhos, em um sorriso terno, em uma mão amiga
Em um dia de chuva ou na volta do sol, no aconchego de quem abriga
A felicidade tem pressa mas chega mansa sorrateira

Em busca da felicidade só não vale a ânsia que sentimos de encontra-la
Desprezamos seu jeito mágico que nos toca fundo a alma
Duvidamos da calma que a felicidade nos dá
Nos perdemos na busca sem agradecer essa graça de ser feliz apesar.

Aida M. domingos

biografia:

Já pari 3 vezes.
Já escrevi 4 livros.
Já quis consertar o mundo.
Já tomei banho de chuva.
Já colhi guavira do pé.
Já tive um pomar e alguns passarinhos.
Já tomei porres.
Já pulei muitos carnavais.
Já naveguei em outros mares.
Já fiz natação, ioga e até me iniciei na bruxaria.
Já tive loja de roupa, lanchonete, banca de revista, salão de beleza e um fusquinha vermelho nos anos 70.

Já pintei muitos quadros, fiz esculturas, mas minha paixão mesmo é a literatura.
Já viajei sem rumo.
Já subi no telhado com meus filhos para ver as estrelas mais de perto.
Já tive amigos que nunca mais vi, outros que vejo sempre e aqueles que apesar da distância podem contar comigo.
Já fui em festas de grã fino, festas cheias de protocolos, festas formais e festas da sociedade, mas nada me diverte tanto quanto uma festa sem frescuras e preocupações com gafes.

Já dormi em castelo e já dormi em casebres.

Já vi neve.

Já criei pratos de gastronomia.

Já chorei a dor dos outros e muitas vezes abafei a minha.

Já varei a noite conversando com minhas 2 filhas sobre regimes e coisas de mulher.

Já fotografei um ipê amarelo florido.

Já fiz pic-nics com meus filhos quando crianças no horto florestal, parque dos poderes e praça Itanhangá.

Já disputei um pleito eleitoral.

Já me formei em Direito.

Já me vesti para seduzir.

Já fui apaixonada pelo Chico Buarque.

Já cantarolei enquanto dirigia.

Já chorei em especial do Roberto Carlos de fim de ano.

Já me vesti de cigana.

Já fiz curso de filosofia, espanhol, culinária, poesia, artes plásticas, mosaico, joalheria e tantos outros que nem me lembro mais.

Já li um livro num fôlego só.

Já abandonei outros no meio.

Já morri de saudade dos meus pais.

Já fiquei horas no telefone.

Já fui noveleira, já odiei novelas e voltei a gostar.

Já fiz cachecóis de lã para minhas filhas no inverno.

Já joguei baralho.

Já senti a mão de Deus segurar a minha.

Já chorei e já sorri tantas vezes, porém se for fazer um balanço até aqui: os risos prevaleceram aos prantos, pois acredito que a vida é um eterno recomeçar.

Aida Machado Domingos

Campo Grande MS. Brasil
aidacampogrande@hotmail.com

 

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