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Alyne Roberta Neves Costa
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
R I T O S

Teo tranas e rasgo fios
Vejo luas e rabisco navios
Febres
Odores
calafrios
E se me calo, verbos flutuam
No parapeito do que hei de ser
Perteno a qualquer lugar que me comporte
Minh`alma crespa
Cultuo vendavais de toda sorte
Tensa
Suturo incertezas de um destino que rompe tardes
Arde
Atritos sobre o magma adormecido de um vulco
Vertente
Poesia o meu espelho oculto em erupo.

TEZ

Quisera eu ter encontrado tua certeza.
A estrada da realeza em teu amor.
Que horror, meu Deus, nua tua beleza.
Crua e louca, um estupor.
Quisera eu inventar um sinnimo pra mucosa.
Pr no poema a transcendncia de quem goza.
Mas a proeza de tua tez morena.
No cabe na brevidade do mais belo poema.

ENQUANTO AS VELHINHAS REZAM O TERO...

Enquanto as velhinhas rezam o tero, a tardinha cai divinamente nesta esperana que seus olhos tm entre uma e outra ladainha.E a dor que elas aprenderam a domar, com o tempo se esconde atrs das cortinas, dos crucifixos ornados que ocultam o martrio daquele homem morto pelo prprio homem.
Elas emudecem o sofrimento na luz das velas acesas nos castiais e que choram por elas em suas parafinas. E nem se do conta do bailar das salamandras.
E em diferentes cantos das casas se erguem oratrios, sagrados coraes - de Jesus, de Maria e os delas mesmas - imaculados por um s monosslabo: F.
Um marido morto, um filho perdido, pra vida ou pro vcio, um parente doente, uma dorzinha incmoda, de corpo ou de alma e eis mais uma novena, uma eucaristia, um jejum, uma missa e uma promessa.
Enquanto os dedinhos enrugados das velhinhas perpassam as continhas dos teros, os dias, os meses e os anos se passam, atravessando o tempo como galope de uma orao. Inexorvel, alheio, por vezes cruel...
No final pouco importa a graa alcanada ou no, a sade recuperada, a missa rezada. Recomeam o ritual com seus vestidinhos de casimira... As mozinhas deslizando pelo rosrio, ora descanam sobre as alvas toalhas bordadas. Alvinhas como a esperana, to sutil e sabidamente guardada em seus coraes como uma ave-maria.
Qualquer tristeza se esconde e elas apenas aguardam com resignao. O que esperam? Uma visita de filho ou de comadre. A chegada da prima distante. A cura. A graa. O findar da vida.
Enquanto as velhinhas rezam o tero, os olhos parados dos porta-retratos parecem sorrir. E, de vez em quando, elas fecham os olhos e suspiram um alvio ao fim de um mistrio. E dormem tranquilinhas enquanto ningum desvenda o irrelutvel mistrio da vida. Para este os anjos em seus sonhos tocam harpas e entoam salmos.

Biografa:
Alyne Roberta Neves Costa,
nascida em 27/05/71 [signo : Gmeos, Ascendente: Cncer e Lua em ries] na cidade de Caetit-Bahia, pequena e linda cidade do serto baiano e que, nas palavras de meu pai, possui a mais bela praa do planeta.
Ali nascida, porm dividida entre Igapor e Salvador.
Em Igapor, tambm no serto da Bahia e vizinha Caetit, vivi os mais doces momentos da minha infncia, lugar em que durante as frias escolares desfrutava a terna companhia de meus avs maternos e tive a oportunidade de subir em rvores nos mais belos quintais que j vi.
Os quintais de Igapor eram belos porque no eram apenas quintais, e sim o palco de um frtil imaginrio infantil, saboreei mangas, goiabas e umbus colhidos por minha prpria mo, tomei banho de tanquinho de lavar roupas que chamvamos de vasca, participei de cozinhados e aniversrios de boneca.
Mudei para Salvador em 1977, com a idade de 6 anos, cidade que conheo e amo cada ladeira, cada esquina, cada Terreiro e cada Igreja. Estudei da segunda srie primria ao terceiro colegial no Colgio Antnio Vieira. Formei em Direito pela UFBA em 25/09/01, escrevo poesias desde 10 anos de idade e agradeo a minha paixo pela literatura a duas maestrinas: Sibele e Madalena, respectivamente, minhas professoras de Redao e Literatura no Colgio Antnio Vieira. Amo Gregrio de Matos, Drummond, Quintana, Florbela Espanca, Manoel de Barros, Rimbaud, Ceclia Meireles, Adlia Prado e Renato Russo.
Musicalmente sou muito ecltica, mas bom pra ouvir mesmo Chico Buarque, Gil, Caetano, em sntese MPB, alm de Elton John, The Mamas and the Papas, Legio Urbana, Rita Lee, Zeca Baleiro e Los Hermanos. Recentemente
Em 2002, incentivada por minha tia e amiga Maria comecei o curso de pintura contempornea nas Oficinas do Museu de Arte Moderna da Bahia [MAM], onde com meu professor Iuri Sarmento dei minhas primeiras pinceladas e me apaixonei pelas artes plsticas.
Admiro muitssimo a pintura de Henri Matisse e Gustav Klimt e no Brasil: Tarsila do Amaral, Djanira, Sante Scaldaferri, Rubem Valentim e Floriano Teixeira.
Aos 23 anos tive meu primeiro filho, Victor Costa Amorim, hoje com 9 anos, meu verso mais promissor.
Sou uma mulher pacata, que gosta de apreciar o valor e a beleza das coisas simples e que tambm sei valorizar, esporadicamente o fulgor do luxo. O luxo, o exagero, os neons e os excessos tm o dom latente de despertar a perplexidade, puxar o contraditrio, me dilatam as pupilas e me despertam emoes. Eu vejo arte nas vitrines do mundo.

Contato: alyneneco@yahoo.com.br

 

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