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Joo da Cruz Ramos Filho [Cnsul - Itaja-SC]
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

ÁGUA DE CACIMBA


Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas,
e desnudar de minhas entranhas,
no emoldurado de um soluço
perdido em algum lugar do meu ser:
olhares tristes, sorrisos inibidos,
sonhos, sonhos adormecidos,
sempre dispostos a renascer.

Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas,
cheias de nutrientes, onde habitam
e se revolucionam deuses e demônios,
em chuvas de insensatez
e ventos de serenidade....
Transvestem-se de anjos
para louvar a ruptura entre mim e meu complexo EU.

Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas.
E traze contigo bandos, cardumes e manadas,
relinchos, sibilos, cantos, gritos, aromas e ramos...
Teus rios, terras, relvas e oceano.
Assim, com certeza, não te farei urbana,
mas eu me tornarei humano.

Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas,
traze contigo a pedra filosofal
das minhas origens,
o cordão umbilical da humanidade,
mostra que todos saíram do teu útero gigante,
enquanto irracionais se alimentaram da tua placenta.
E o que se quis transcendental, estancou por falta de consciência.

Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas!
Traze contigo a boneca negra para tua filha loira,
a boneca loira para tua filha negra,
misturando, assim, os brinquedos,
encontrando a fórmula
para a unificação das raças.

Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas,
E traze contigo, depressa, minha doce Carolina,
meiga e singela como sempre fora...
Que venha transformada
nas areias do Nordeste, areias de Tutóia.

Vem, Mãe África!
Vem beber em minhas águas,
às vezes turvas, como fantasmas do passado,
outras vezes límpidas e até multicores, como os redemoinhos
existentes no nicho do coração dos poetas,
mar de esperanças que não se finda,
para saciar a tua sede, Mãe África!
Eu sou e serei água, todo água.
Água de Cacimba.


[In “Água de Cacimba 2a edição”].



CONSTATAÇÃO

Os índios querem de volta a sua terra.
Os sem-terra querem a terra que nunca tiveram,
Os sem-emprego querem emprego,
Os sem-escola querem escola.
É uma guerra!...
Os sem-comida querem comida.
E todos são unânimes em afirmar
que nada têm, por culpa dos sem-vergonhas.

[In “Água de Cacimba 2a edição”].


Qual é a cor da tua cor?


O silêncio às vezes impressiona muito mais que um grito. Em contrapartida, quantas vezes um sorriso é muito mais triste que uma lágrima!...

Só as tuas próprias nuanças conseguirão definir as cores que te serão prediletas.

Mas qual é a cor da tua cor?

Quando encaras o mundo a cavaleiro, como sociólogo, governante, empresário, trabalhador, professor, drogado, índio, sem-terra, prostituído, negro, miserável, poeta, político, desempregado, ministro, juiz, jornalista ou intelectual.

Talvez seja quando tu percebes que existem maiorias que sempre serão minorias.

Mesmo que se unam, a falta natural de ordem as deixará em crise individual, vulnerável para qualquer confronto, tanto que se mudam os conceitos.

Para a sociedade, deve ser mais confortável falar “excluídos do Sistema” do que “maioria discriminada pelo Sistema”.

Mas, com certeza, a tua cor pode ser a cor do pecado, da fome, do relento, da inanição, da mortandade infantil, da insegurança.

A tua cor pode ter a cor da irresponsabilidade, do egoísmo, da corrupção, do desrespeito para com o semelhante, do descompromisso com os problemas que assolam a comunidade que te cerca, bem como da tua Pátria e por que não dizer do mundo.

Mas quero desejar que olhes para dentro de ti mesmo e consigas escolher bem tuas, nuanças, e que a tua cor possa ter a cor da saúde, da alegria, do altruísmo, da solidariedade e da paz;

para que, em futuro bem próximo, todos possamos optar por uma única cor:

A COR DA IGUALDADE.

[In “Água de Cacimba 2a edição”].

ITAJAÍ


ITAJAÍ, onde se alimentam os sonhos...
que se realizam,
quase de maneira mágica
e espontânea.
ITAJAÍ, onde a criança vive a expectativa
de um futuro melhor.
Quanto aos anciãos, seguem tranqüilamente
ao longo do caminho, colhendo
as últimas flores que o ocaso
oferece.
ITAJAÍ, onde a gaivota fez o ninho,
e a garça passeia confiante,
brincando, livremente, ás margens
do rio que tem o nome da majestosa
cidade.
ITAJAÍ, onde o sol nasce com
tanto vigor que, às vezes, nos parece
que é daqui que se infundem
todas as reverberações para
o universo.
ITAJAÍ, berço do rei dos mares,
o nosso pescador.
Esse guerreiro valente, que mescla
sua própria vida, com porções
de tristeza, alegria e amor.
ITAJAÍ, onde a cultura busca espaço,
em forma de pintura, teatro, música e
poesia.
ITAJAÍ, pequena..., grandiosa.
Humilde..., hospitaleira, miscigenada.
ITAJAÍ é Porto, é festa..., é marejada.

[In “Água de Cacimba 2a edição”].


Os piores momentos dos loucos sãos os seus istantes de lucidez.

Quem lê enquanto viaja, permite-se vários destinos.

Os passageiros do trem do amor deveriam usar preservativos como ingressos.

[In “Fragmento Essencial 2ª edição”]



Biografia

João da Cruz Ramos Filho
*, mais conhecido como J.C. Ramos Filho, há 25 anos radicado em Itajaí, SC, é maranhense de Paço do Lumiar, onde nasceu a 18 de julho de 1953.

Um dia mostrou aos seus pais, João da Cruz e Maria Alves Ramos, algo escrito em um papel de embrulhar pão, eles acreditaram ser um poema! Nunca mais parou de escrever! Seus pais se tornaram responsáveis por hoje ser ele um poeta. Iniciou seus estudos primários na Escola Domingos Perdigão [O Lar de José], em São Luís-MA, onde compôs seus primeiros poemas. Era convidado a declamar nas datas comemorativas. É bacharel em Direito e Estudos Sociais e Prós-graduado em Direito do Trabalho, pela Univali.

Autor dos Livros: Água de Cacimba – 1998/1999, 1ª edição Gráfica e Editora Visual e a 2ª pela Editora Papalivro, Fragmento Essencial –2004/2006, 1ª edição – Momento Atual e 2ª edição – Litteris Editora [esta última edição lançada na 19ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo –no dia 11/03/2006], ambos os livros foram lançados com a estratégia de distribuição de camisinhas, sendo Água de Cacimba o primeiro livro divulgado em embalagens de preservativos e Fragmento Essencial, primeiro livro lançado em embalagens de preservativos, sempre com o apoio incondicional da Inal Indústria Nacional de Artefatos de Látex Ltda. [preservativos Olla].

Assim, J.C. RAMOS FILHO, se tornou o Idealizador da “Camisinha Poética”, com mais de cem mil exemplares delas distribuídos pelo Brasil a fora. A partir deste ano, Os Municípios de Itajaí-SC e São Luís-MA, estão utilizando os fragmentos poéticos de seus livros em embalagens de preservativos que são distribuídos gratuitamente à população. Atualmente, o poeta se prepara para a realização de mais um sonho, que é lançar o seu trabalho no VII Fórum Social Mundial, que será em Nairóbi [Quênia], na África, de 20 a 25 de janeiro de 2007, para consolidar internacionalmente a sua obra, que agrega um cunho social significativo, que é alertar a população em geral, de modo poético, porém sério, quanto ao contágio das doenças sexualmente transmissíveis, mormente a AIDS.

*Membro da Academia Itajaiense de Letras AIL e da Sociedade Escritores de Blumenau-SEB

– O Livro Fragmento Essencial - Obteve em 2005, Record homologado pelo Rankbrasil, como 1º livro lançado em embalagens de preservativos.



jc.ramos@terra.com.br

 

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