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Antonio NAUD JNIOR
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia

VASTO BRASEIRO EM GALINHOS
[2002, Rio Grande do Norte]

esta paisagem cor de brasa,
terna, caprichosa, de mágico silêncio,
eu a inventei neste fim de mundo
para deixá-lo feliz por algumas horas.

este mangue de curvas sinuosas
montanhas de salinas
volúpia de dunas
cemitérios de conchas
são para o teu olhar compreender
as imagens que olhas.

estas árvores invisíveis
campos sem sombra
carcará cortando o ar
são feitiços
para desnortear tuas desilusões.

concentre-se
fotografe a rósea essência
busque no longínquo do espírito
as alegrias sem lamentos.
não há pressa.
na vida tudo é possível
de um como você quiser.

VERSOS-VIDÊNCIA
[2003, Salvador]

dentro do espelho
outro espelho outro antonio
infinitas imagens
duplicando-se
olhos chumbados
anéis de fumo
antiga juventude
nó no peito
provocando faíscas agrestes
de homem sem caminho
de poeta vadio
sob um céu amarelo
- que não está no espelho -
sob debilidades do bem e do mal
morando dentro e fora
deste mesmo infinito espelho

ALMAS Y CORAZONES
[2004, Espanha]

o silêncio pergunta
o que será dele
caso não encontre
outro silêncio
disposto a acompanhá-lo
mundo afora
e continue sozinho
no caminho que leva a lugar nenhum

no caminho
que leva
a lugar
nenhum
um castelo e seus fantasmas
um campo de girassóis
uma arena de touros
um cântico flamenco,
duas
três
quatro
taças de vinho tinto
e a falta do calor de outra mão.
outra mão [a sua mão?]
todas as mãos soltas
sem ninguém
comediantes da inconstância
silêncio em todos os caminhos
cruzando outros silêncios

sozinhos

castanholas se aceleram
nuvens levadas ao vento
o coração espera
o que não existe.
]
***

biografia:

ANTONIO NAUD JÚNIOR
é escritor, poeta, jornalista e Coordenador de Projetos do CCAF. Nasceu na fazenda Bela Vista, em Itabuna [Bahia, Brasil], terra de cacau e da Mata Atlântica. Sua poesia pode ser traduzida, entre outras coisas, como “sensações abstratas”: poesia feita para provocar e causar reações. São jogos de palavras, discurso confessional, anotações de viagens, lembranças emocionais, numa busca da reflexão autocrítica sobre o vazio e a solidão do espírito humano. O primeiro livro deste vagamundo publicou-se em 1993, “O Aprendiz do Amor”, pouco antes de emigrar para a Europa, trabalhando como corresponde internacional para os jornais A Tarde [Bahia], Folha de S. Paulo, O Tempo [MG], Jornal de Hoje [RN] e as revistas Simples [SP], Profashional [SP] e Continente Multicultural [PE], além do português Jornal de Sintra e de algumas revistas espanholas. Em Portugal publicou “Retratos em Preto & Branco – Contos Góticos de Madri” [1996], “Ficar Aqui Sem Ser Ouvido Por Ninguém / Caprichos“ [1998] e, mais recentemente, “Se Um Viajante Numa Espanha de Lorca” [2005]. Entrevistou cerca de duzentas celebridades, entre os quais quatro prêmios Nobel – José Saramago, Camilo José Cela, Gunter Grass, Doris Lessing -, entrevistas estas que podem ser lidas em “ArtePalavra – Conversas no Velho Mundo” [2003]. Em 2004, publicou a biografia do poeta potiguar Diógenes da Cunha Lima: “Um Sentido para a Vida”. “Suave é o Coração Enamorado” [2006] é o seu último livro publicado. Tem contos, poemas, crônicas, ensaios e artigos publicados em Espanha, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, Argentina e França. Sua mais recente criação, ainda inédita – como a maior parte de sua obra – é o romance “Homem Sem Caminho”, uma releitura contemporânea do clássico Carmen, de Prosper Merimée. Para 2007 tem no prelo “Livro de Imagens”, que será publicado pela Coleção Selo de Letras da Bahia, da Fundação Pedro Calmon.

***

antonio_junior2@yahoo.com

 

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