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Simone Salles
Nacionalidad:
Brasil
E-mail:
Biografia
Sina

I
No me sinto Poeta,
nem mesmo cronista
que dir escritora.
To-somente escrevo.
Tudo aquilo que explode
e por dentro me implode.
Torna-se imperativo,
imprescindvel, ento,
rascunhar, escrever.
Submissa, obedeo.
Catarse, exorcismo,
digito Palavras na tela.
Se, rebelde, no o fizer,
morro asfixiada por Elas.

II
Inveja o que sinto dos que
escolhem temas, assuntos.
Falam de tudo um muito.
Princpios profundos,
certezas inabalveis,
verdades absolutas,
opinies inquestionveis.
Ptreos, monolticos,
nada os agita ou abala.
O mudo, o Ser, a Vida?
Mistrios desvendados.
Questes assentadas.
Enigmas resolvidos.
Equaes sem incgnitas.
Qual brincadeira de criana,
basta dar o mote, o tema.
Como num passe de mgica,
eis que das cartolas surgem
crnicas, contos, poemas
romances, artigos, anlises
e at monografia polmica.

III
Comigo, d-se o inverso.
Contraditria, fragmentada,
sei nada de coisa alguma.
De mim, opinies fogem.
Certezas, juzos, pr-conceitos?
No as tenho. Nunca os tive.
Verdades eternas, incontestveis?
Quando muito, duram segundos.
Assuntos? Idias? Temas?
O que compreendo deles?
Apelo para o sobrenatural:
vaticnios, profecias, vidncias.
Minha aritmtica existencial
foi- subversiva e subvertida.
Nada vezes nada tanto pode ser
igual a tudo ou igual a nada.
A geometria da Vida, em mim,
ganha outras formas, dimenses.
Retas so cortadas por curvas,
ora cncavas, ora convexas,
ligam o nada coisa nenhuma.No aguardam, pacientes, o infinito.
Aos que, porm, duvidam, afirmo.
H coerncia em minha incoerncia,
pois que sou assim: caleidoscpica,
visionria, utpica, morfsica.
Equilibrista, arrisco-me sobre o
abismo entre sanidade e loucura.

IV
Talvez, por tudo isso, seja assim.
Palavras, em mim, surgem.
Elas chegam, se impem.
Vm e vo a seu bel-prazer,
sempre minha revelia.
Nunca pediram licena
ou solicitaram permisso.
Por instantes Delas cativa,
obrigada sou a escrever.
Sobre o qu? Elas determinam.
Se quero falar de liberdade,
Elas ditam melancolia e dor.
Se tomada sou pela ansiedade,
Delas brotam flor, afeto, amor.
Se urgent sublimar a realidade,
invadem-me em cansao e dor.
Quando o desejo maior sorrir
em soluos, profuso de lgrimas,
Elas inundam minha face marcada.

V
Quando Delas, por fim, me liberto,
torno-me oca, no vcuo desorientada.
As Palaras partem como chegam.
Sem qualquer simulacro de despedida
hasta la vista, au revoir, bye, adeus
Levam o que havia de melhor em mim
Deixam-me muda, vazia, desabitada.
O que fazer com tamanha liberdade,
se Delas sou serva, refm, escrava?
Ficamos imveis, inertes, a espera...
Eu e meu carcereiro: o nada.

***

Alma antiga

I

Alma antiga nesse corpo habita?
Quantas vidas terei eu vivido
antes de viver essa que vivo?
Em todas, seria eu a viv-las
ou um outro eu teria nelas vivido?
Lembrana do que no conheo:
Avisto. Contemplo. Distinguo.
Saudades do que no sinto:
Anseio. Pressinto. Desejo.
Nostalgia de outros lugares:
Terras, vales. Portos, mares.
Nessas memrias desconhecidas
Percorro corredores, casares
Subo escadas, arejo stos
Deso degraus, enfrento pores
Dessas casas-vidas sou ntima
Escancaro janelas, aferrolho portes
Percorro alias, debruo em sacdas
Arrumo almofadas, estico tapetes
Lustres de lpis-lazli iluminam sales
Nelas, estou e sou. Delas, no sei se sou.

II

Alma antiga esse corpo avilta?
Teria eu outras vidas vivido
antes de viver a que agora vivo?
Realidade. Iluso. Insana acuidade.
H de haver sensata explicao.
Razovel. Plausvel. Pragmtica.
Logo eu que me cria descrente
Vtima de to patticas fantasias
Tudo delrio. Desvario. Alucinao.
Reprimidos sonhos de adolescncia
Escapam, rebeldes, do inconsciente?
Excessos de uma frtil imaginao.
Pelo sim, sou. Pelo no, vivo.
Na dvida, no penso. No existo.

III

Alma antiga esse corpo abriga?
Quantas mais existncias terei de viver
alm dessa, que insisto em sobreviver?
Se, por mim, outras vidas foram vividas
Em nenhuma delas fui apenas eu
Ou quaisquer delas foram somente minhas
Para qu, ento, tanta indagao?
Vidas vividas. Vidas por viver.
Se que j vivi tanta outras vidas
Ou outras tantas vidas ainda hei de viver.
Por cansao, descarto a razo.
Por preguia, acredito no incrvel.
Bobagem. Crendice. Superstio.

***

Mil faces
Simone Salles

Ora falo, ora calo
Ora canto, ora choro
Ora dano, ora paro
Ora rezo, ora praguejo
Ora perdo, ora esquartejo
Ora crente, ora profana
Ora consciente, ora insana
Ora fada, ora fera
Ora mulher, ora megera
Ora sonho, ora pesadelo
Ora indiferena, ora desvelo
Ora desprezo, ora quero
Outras horas...
apenas espero.

biografia:

Meio doida, politicamente incorreta, desorganizada emocionalmente, destituda de bssola existencial, morfsica,psictica musical, rf de certezas e, claro, sem qualquer senso de direo. Trafego sempre na contramo da Vida.
Rima infeliz e involuntria. JURO!!!!

 

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